Na penumbra do quarto, Clara sentiu as mãos de Marco deslizando sobre a sua pele. O calor do toque era real demais para um sonho, mas uma sensação de frio pesado instalava-se no seu peito. A cada carícia parecia trazer uma lembrança, mas também um peso que ela não sabia nomear. Lentamente, abriu os olhos. Marco não estava ali. O espelho em frente reflectia o quarto vazio, excepto uma sombra alongada atrás dela. Virou-se bruscamente, mas encontrou apenas o silêncio opressivo. Um cheiro de terra molhada invadiu o ar, denso e férreo, trazendo as memórias que Clara há muito tentava enterrar. Marco estava morto havia um ano. O acidente, tão repentino quanto brutal, ainda a atormentava. Mas agora, o toque persistia, quente, familiar e, ao mesmo tempo, aterrador. A porta rangeu, fechando-se devagar e uma brisa gelada fez os cabelos de Clara erguerem-se. Uma voz sussurrou o seu nome, grave e distorcida, como se ecoasse do fundo de um poço. Era o timbre de Marco, mas algo nele soava muito errado. Não era apenas o desejo, mas algo desesperado e faminto. Clara apertou o peito, tentando afastar a sensação de sufocamento. As lágrimas escorriam pelo seu rosto. "Estou aqui," sussurrou a voz quebrada, cheia de dor e esperança. De repente, as mãos voltaram, mais fortes, quase possessivas, envolvendo-a como uma prisão invisível. O espelho trincou, estalando em linhas que pareciam feridas e a sombra cresceu a sua volta. Clara tentou se mover, mas seus membros estavam pesados, como se a escuridão ao redor a absorvesse. No reflexo estilhaçado, vislumbrou um pouco assustador, uns olhos brilhando com uma luz fria e um sorriso que não pertencia a Marco. A última coisa que Clara ouviu foi a voz dele murmurando perto do seu ouvido, num tom amargo, "Nunca te deixarei." O quarto mergulhou numa escuridão total e a casa permaneceu num total silêncio. Ela percebeu que jamais estaria sozinha. Na manhã seguinte, apenas o perfume de terra molhada permanecia no ar, enquanto o quarto parecia mais vazio do que nunca.
Noite de Natal, Noite especial Missa do galo, Nascimento de Cristo Tanta gente, tantos familiares Tantas pessoas de fé. Em momentos de ternura, Olhei para uma família reunida, As saudades apertaram As lágrimas encheram os olhos E insistia em cair sem demora... Apesar de neste dia, Estar com as pessoas que gosto Senti em especial falta de duas pessoas... Meu Pai e minha mana… Que no dia de Natal, faziam grande diferença... O meu Pai com a missa de Galo, Bolos e doces típicos de Goa, E o cumprimento das tradições. Fecho os olhos e vejo a estrelinha brilhante, Dentro de mim sempre sorridente. Sempre a dizer que olha por nós, E que devo seguir a vida em paz Como os pais nos ensinaram sempre, A vida é só uma e passageira... Minha mana, sempre ao meu lado, Sempre animada, sempre pronta E nunca se esquece as prendas, Mesmo longe, ela deixou-nos algo no nosso sapatinho... Fecha os olhos e sente o meu abraço virtual... Que mesmo longe dos olhos, Os nossos corações estão unidos Pela unidade da a...

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