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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Solstício de Verão

Este ano o Solstício de Verão ocorre no dia 21 de Junho às 5h24min. Este instante marca o início do Verão no Hemisfério Norte, Estação mais quente do ano. Esta estação prolonga-se por 93,65 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 22 de Setembro de 2017 às 21h02min.
Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de altura em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu.

domingo, 11 de junho de 2017

Pintassilgo

Fizeram um ninho na nossa vinha. 
Esta semana, foi ouvi-los a cantar dentro das vinhas, porque o seu filhote estava caído no chão. 
Tenta voar e não consegue. 
Estive com o filhote na minha mão, sossegado e apesar de todo cinzento, era bonito. 
Estava cheio de medo.

Mas espero que por esta altura tenha aprendido a voar. 
O canto deles é encantador pela manhã. E todo o dia tb.

Carduelis carduelis Linnaeus1758, conhecido pelo nome comum de pintassilgo, é uma pequena ave fringilídea, comum em toda a Europa, mais abundante nas regiões central e meridional do continente. É uma residente habitual nas zonas temperadas, mas as populações de latitudes mais altas migram para sul durante o inverno. A espécie tem distribuição natural centrada na Europa Ocidental, mas estendendo-se até à Sibéria central, ao sudoeste da Ásia e ao norte de África, estando naturalizada em algumas regiões da América do Sul, da Austrália, da Nova Zelândia e de algumas ilhas da Oceania onde foi introduzida. Alimenta-se de sementes semi-maduros e maduros de plantas perenes e anuais, incluindo gramíneas e árvores, podendo também recorrer à captura de insectos, particularmente durante a fase reprodutiva. Na Europa Ocidental a espécie era um símbolo da resistência, da fertilidade e da perseverança, sendo, pelo seu amor pelos cardos, utilizada como símbolo cristão da Paixão e da morte sacrificial de Jesus Cristo.


Descrição

São aves de pequeno porte, com tamanho aproximado de 13 cm, com cerca de 20 g de peso, normalmente encontradas em bandos de até 40 indivíduos, fora da estação reprodutora. Na época do acasalamento, os pintassilgos separam-se por pares voltando a se unir após a eclosão dos filhotes.
Os pintassilgos nidificam em terrenos abertos e bordos de bosques, em parques e jardins, entre Abril e Maio, pondo 4 a 6 ovos azuis com manchas pretas, que eclodem ao fim de 11 a 14 dias. Faz duas posturas e a incubação é feita pela fêmea.
Alimenta-se basicamente de grãos silvestres. Gosta especialmente de sementes de cardos, o que deu origem ao nome do género. No outono e inverno é avistado frequentemente em prados ricos em cardos. Porém, durante a alimentação das crias, procura também insectos.
O adulto possui a face vermelha e o resto da cabeça preta e branca. As asas são pretas com uma barra amarelo vivo, mais visível durante o voo. Uropígio branco. Bico cor de marfim, mais escuro na ponta, grande e pontiagudo. Cauda furcada. É praticamente impossível distinguir os sexos no campo. Os indivíduos jovens apresentam configuração das asas idênticas aos adultos, mas o restante corpo castanho-cinza claro com manchas mais escuras.

Canto do Pintassilgo

Tem um canto melodioso, levando a que seja ainda capturado para gaiola, mesmo sendo uma espécie protegida e cuja captura é proibida.

sábado, 10 de junho de 2017

saudades



domingo, 28 de maio de 2017

A cigarra e a formiga (versões alemã e portuguesa)

Ás vezes a REALIDADE ULTRAPASSA A FICÇÃO. 
VALE A PENA LER E TIRAR ILAÇÕES
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A CIGARRA E A FORMIGA

Versão alemã

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, dá umas “quecas”, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem
 alimentada. A cigarra está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.
Fim.
 
 Versão portuguesa
A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, dá umas quecas, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada.
A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio.


A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua frente.

A opinião pública tuga escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome enquanto outros vivem no bem bom. As associações anti pobreza manifestam-se diante da casa da formiga. Os jornalistas organizam entrevistas e mesas redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social.

A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala esquerda do PS com a Helena Roseta e a Ana Gomes à frente organizam manifestações diante da casa da formiga.

Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de solidariedade de uma hora por dia (os transportes à hora de ponta) de duração ilimitada.

Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os nazis de Auschwitz.
Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade económica e outra de anti discriminação (esta com efeitos retroactivos ao princípio do Verão).


Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada por não ter dado emprego à cigarra. A casa da formiga é confiscada pelas Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos e a multa.

A formiga abandona Portugal e vai-se instalar na Suíça onde, passado pouco tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local.

A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás. Embora a Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas organizando umas "parties" com os amigos e umas "raves" com os artistas e escritores progressistas que duram até de madrugada. Sérgio Godinho compõe a canção de protesto "Formiga fascista, inimiga do artista...".

A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se cagando para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz nada para manter a casa como deve de ser. É nomeada uma comissão de inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano.
Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses, a cigarra morre de overdose.


Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a cigarra à depressão e ao suicídio.

A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas, imigrantes ilegais, que há já dois anos que foram intimadas a sair do País mas que decidiram cá ficar, dedicando-se ao tráfico da droga e a aterrorizar a vizinhança.

Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo Portas.

Entretanto o Governo felicita-se pela diversidade cultural do País e pela sua aptidão para integrar harmoniosamente as diferenças sociais e as contribuições das diversas comunidades que nele encontraram uma vida melhor.

A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária...

FIM
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Gostaria de saber quem foi o génio que escreveu esta excelente peça.
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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Casados durante 70 anos, morreram com poucos minutos de diferença


Wilf Russel e Vera Russel viveram toda a vida juntos. O casal, que partilhou a vida ao longo de 70 anos, estava agora separado devido a problemas de saúde.
Wilf, de 93 anos, sofria de demência e vivia num lar em Leicestershire, Inglaterra. A mulher, Vera, havia adoecido e, por isso, passou os últimos dias de vida no hospital Leicester Royal Infirmiry.
A demência afetou Wilf de tal modo que ele deixou de reconhecer a companheira de uma vida. Vera, por seu lado, adoeceu desde que o marido deixou de saber quem ela era.
Na última quarta-feira, Wilf e Vera fecharam os olhos para não mais os abrir. Ele morreu no lar às 06h50. Ela morreu no hospital, quatro minutos depois.
“No domingo fui visitar a minha avó. A última coisa que ele me disse foi: ‘somos o par ideal, não somos?’”, contou ao Leicester Mercury a neta do casal.
Wilf e Vera conheceram-se quando ele tinha 18 anos e ela 16. Apaixonado, ele pediu-a em casamento antes de seguir para o Norte de África e para Itália para combater durante a Segunda Guerra Mundial ao serviço da Royal Air Force britânica.
Quando Wilf regressou a casa levou Vera até ao altar. O casal teve três filhos, cinco netos, sete bisnetos e dois trinetos.
“Eles tinham muita coisa em comum e, desde que casaram, nunca passaram uma noite separados até ele ir para o lar”, acrescentou Stéphanie.

sábado, 1 de abril de 2017

Compatibilidades de Carneiro e Peixes


São Signos que na ordem zodiacal se encontram muito perto um do outro, mas que vivem em mundos diferentes. 
Pode tratar-se de uma relação agradável e romântica, mas construída sobre alicerces pouco estáveis, a não ser que usem o seu sentido prático para que o seu amor ganhe solidez. 
Carneiro, com o seu planeta Marte agressivo e aguerrido, e o Peixes, cujo regente é Neptuno, que é imaginativo, sensível e misterioso, atraem-se mutuamente. O Carneiro é seduzido pelo magnetismo do Peixes e este pela força e auto-segurança do parceiro. Se o Carneiro, com o seu espírito mandão, julga que vai ter em Peixes uma pessoa fácil de liderar, engana-se, pois este tem uma força interior que lhe é concedida por Neptuno e pelo seu elemento, a Água que, apesar de ser aparentemente passivo, concentra a sua força na própria passividade. 
A mulher Peixes verá no seu Carneiro o príncipe encantado, e fará tudo para o ajudar a triunfar, fazendo até o papel de mãe protectora, ou usando a sua natural magia para conquistar o seu coração. 
O homem Carneiro vê na pisciana a mulher frágil que ele vai proteger de todos os perigos e de todas as injustiças que abundam neste mundo cruel. Peixes compreende os sentimentos e as emoções melhor do que ninguém, mas muitas vezes tenta fugir à realidade, pelo que pode forjar mentiras para não sentir a dureza da vida que o aflige. 
Carneiro enfrenta a vida como se fosse um desafio e os medos do Peixes podem fazer com que haja tensões entre ambos, a não ser que o Carneiro encha a sua pisciana de amor e ternura de modo a que ela se sinta muito protegida. Não é difícil a ambos sacrificarem-se, mas se se respeitarem dando-se mutuamente liberdade e independência, poderão ter um amor muito duradouro. 
O homem Carneiro, de temperamento activo, pode não apreciar a passividade da mulher Peixes, a não ser para a dominar. 
A pisciana, calma e muito feminina, pode submeter-se, mas vai-se distanciando pouco a pouco. Se, eventualmente, entrar em depressão e ficar ciumenta com as possíveis infidelidades do Carneiro, um dia pode simplesmente ir-se embora. 
Ambos precisarão de fazer concessões mútuas para que a relação resulte.
No caso da mulher pertencer ao Signo de Carneiro e o homem ao de Peixes a ligação é possível mas será um pouco difícil a longo prazo. 
Ele é sensível e introvertido, enquanto que ela é agressiva e extrovertida, pelo que a relação terá altos e baixos. 
Em caso de separação, esta poderá ser difícil para ambos.

sexta-feira, 31 de março de 2017

domingo, 26 de março de 2017

Mudança da Hora


Mudança para a hora de Verão 

é já no domingo

Á uma da manhã muda para as duas. 
Dormimos menos, mas a tarde é dia até as 20h. 
:) 

sexta-feira, 24 de março de 2017

quarta-feira, 22 de março de 2017

Vivências

Calce as minhas sandálias apertadas, chore as minhas lágrimas, vivencie as minhas angústias e medos, lute as minhas lutas de cada dia e quem sabe assim (e só assim) eu conceda a você o direito de julgar o modo como conduzo a minha vida.
- Romara Magalhães

segunda-feira, 20 de março de 2017

domingo, 19 de março de 2017

Saudades do meu Pai


Tenho muitas saudades do meu Pai, 
que me faz tanta falta.
Por vezes falo à espera da tua resposta, 
Nada, nem uma palavra. 
Mas depois apareces em sonhos, 
apareces nalguma lembrança,
apareces naquela nuvem que passou, 
sorrindo para mim. 
Eu sei que estás e estarás sempre 
a olhar por mim
e pelos os teus. 
Mas ás vezes, as saudades são tantas...
A vontade que tenho de mostrar 
o que mudou na minha vida. 
Perguntar-te tantas coisas...
Que as lágrimas saem...
Eu sei que um dia iremos encontrar-nos, 
um dia, iremos abraçar-nos, 
Um dia, meu Pai.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Harry Potter and the Half-Blood Prince, publicado no Brasil sob o título de Harry Potter e o Enigma do Príncipe e em Portugal como Harry Potter e o Príncipe Misterioso, é o sexto livro da série Harry Potter, escrito por J. K. Rowling.
O livro foi lançado oficialmente dia 16 de julho de 2005 nos Estados UnidosReino UnidoIrlandaCanadáAustráliaÁfrica do Sul e Nova Zelândia. Como as traduções são demoradas, o livro em inglês esteve em circulação por um bom tempo (assim como traduções "bootleg" na internet), tendo chegado ao primeiro lugar dos "livros mais vendidos".
A editora portuguesa decidiu traduzir o título como Harry Potter e o Príncipe Misterioso (apesar de antes ter pensado adotar o título de Harry Potter e o Príncipe das Poções) e lançou-o no dia 15 de Outubro de 2005.

No primeiro capítulo, ficamos sabendo dos encontros que aconteciam entre o Primeiro-Ministro dos Trouxas e o Ministro da Magia. No último encontro deles, Cornélio Fudge explica ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha que os acontecimentos que devastaram o país nos últimos tempos eram obra dos seguidores de Voldemort, o perigoso bruxo das trevas que retornara dois anos antes. Fudge conta também que renunciou a seu cargo de Ministro da Magia após sofrer forte pressão, tendo assumido o cargo o Chefe da Seção de AuroresRufo Scrimgeour.Harry Potter e o Enigma do Príncipe é o sexto livro da série, ele é o 3º livro que não começa com Harry no primeiro capítulo (o primeiro foi Harry Potter e a Pedra Filosofal, que começou narrando a vida dos Dursley pouco antes da chegada de Harry, e o segundo, Harry Potter e o Cálice de Fogo, contado do ponto de vista do jardineiro Franco Bryce, o que foi assassinado por Lord Voldemort,e o quarto foi Harry Potter e as Reliquias da Morte onde começa com Voldemort e os Comensais da Morte discutindo como irão capturar Harry, quando estiver saindo da casa dos tios; esse livro se passa entre Julho de 1996 e Junho de 1997.
Longe dali, chegavam à Rua da Fiação (Beco do Urdidor, na versão de Portugal / Spinner's End, no original) as irmãs Belatriz Lestrange e Narcisa Malfoy, à procura de um dos servos mais fiéis de Voldemort. Para espanto de muitos, este fiel servo é ninguém menos que Severo Snape, que mostra sua lealdade a Voldemort e explica com riqueza de detalhes por que ele não procurou o Lorde durante os anos de exílio e por que não matou Harry durante os últimos cinco anos em Hogwarts. Além disso, ele faz um Voto Perpétuo (Juramento Inquebrável, na versão de Portugal) para Narcisa, prometendo ajudar seu filho Draco Malfoy em sua primeira missão como Comensal da Morte, e se percebesse que Malfoy não conseguiria cumprir a tarefa, tomaria como seu o trabalho não terminado. Essa tarefa, como mais tarde descobrimos, é assassinar Alvo Dumbledore, o diretor de Hogwarts.
Dumbledore vai buscar Harry em casa e o leva para um pequeno povoado aonde morava o ex-professor de Poções de Hogwarts, Horácio Slughorn. O objetivo do diretor era convencer o professor a voltar a ensinar Poções na escola, e levou Harry para impressioná-lo, que tinha o que Slughorn sempre prezou: poder, inteligência, carisma. Conseguindo então convencer o novo professor de Poções, Dumbledore leva Harry até A Toca, aonde descobre que passou nos N.O.M.s e também que se tornará chefe da equipe de Quadribol da Grifinória
Devido ao aumento de atividades dos Comensais da Morte, mudanças ocorrem em Hogwarts. Snape finalmente conseguiu tornar-se Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, sendo substituído no seu cargo de Poções pelo veterano professor de Hogwarts, Horácio Slughorn, que só voltou a Hogwarts depois de ser persuadido por Harry e Dumbledore.
Harry se torna capitão do time de Quadribol e escolhe seu novo time, colocando Rony Weasley como goleiro e Gina Weasley como artilheira. Harry não tinha comprado o material de poções, pois Snape não o aceitaria com a nota que tirou nos N.O.M.s - mas Slughorn sim. Assim, Harry recebeu um exemplar de "Curso avançado no preparo de poções" usado, cujo antigo usuário se auto-intitulava "Príncipe Mestiço". Graças às anotações que o Príncipe fazia em seu livro, Harry passa a ser o melhor aluno em Poções, superando até mesmo Hermione Granger. Além disso, o livro continha vários feitiços e encantamentos criados pelo próprio Príncipe. No primeiro dia de aula de poções Harry ganha uma poção da sorte (Felix Felicis) por ter feito, com ajuda do Príncipe, a melhor poção da aula (a Poção Morto-Vivo). Ele usa um pouco da poção da sorte para conseguir uma lembrança do professor Slughorn com a sua sorte, visita o enterro de Aragogue (a aranha gigante de Hagrid), desfaz o namoro de Rony e Lilá Brown(que só atrapalhava o relacionamento do trio (por causa do ciúme de Hermione) e o de Dino e Gina, por quem estava tremendamente apaixonado mas tentava negar seus sentimentos devido ao fato de ela ser irmã de Rony.
Durante a história, vários objetos enfeitiçados ou envenenados são colocados pra dentro da escola, e, consequentemente, todos seriam mandandos a Dumbledore. Harry tem uma forte impressão de que é Malfoy que está tramando e colocando os artefatos para dentro da escola, e diz isso até todos cansarem e o ignorarem. Mas ele continua a verificar sempre aonde Malfoy está, pelo Mapa do Maroto (descobria de vez em quando que ele não estava nos terrenos da escola - coisa que o intrigava).
Dumbledore passa a dar "aulas particulares" para Harry durante todo o ano, mostrando-lhe na Penseira (Pensatório, na versão de Portugal) lembranças relacionadas a Voldemort, que comprovam a busca do Senhor das Trevas pela imortalidade através da criação de Horcruxes, objetos que guardam partes da alma. Duas Horcruxes já foram destruídas (o diário de Tom Riddle, em A Câmara Secreta, e o anel de Servolo Gaunt, avô de Voldemort). Nesse meio tempo, Harry é acertado por um balaço arremessado pelo goleiro, Córmaco McLaggen, sofrendo traumatismo craniano, que havia substituído Rony, pois ele fora envenenado antes do segundo jogo da temporada. Harry, devido à detenção de Snape, perde o último jogo da temporada e, de volta à Sala Comunal, descobre que seu time venceu quando Gina vem correndo abraçá-lo. Harry, então, a beija e, como Rony não fez nenhuma reivindicação, eles começam a namorar. Dumbledore descobre uma nova Horcrux e Harry, achando que aconteceria alguma coisa enquanto fossem buscar o objeto, dá a Rony, Hermione e Gina o restante da sua poção da sorte, junto com o Mapa do Maroto e pede que dividam entre si e patrulhem os corredores com quantos membros da AD conseguissem encontrar. Dumbledore havia mandado alguns membros da Ordem da Fênix para patrulharem os corredores, já que estaria fora por uma noite. Então eles vão atrás do medalhão de Salazar Slytherin. Chegando lá, e enfrentando alguns obstáculos, Dumbledore descobre que terá que beber uma poção que provavelmente o faria implorar pela morte. Continuando então, com o desejo de pegar o medalhão no fundo do recipiente, Harry força a bebida até que ela tenha acabado. Mas Dumbledore fica enfraquecido demais, talvez pela sua idade, ou pela mão danificada pelo feitiço que entrou em seu corpo quando tentou destruir o anel dos Gaunt. Eles então aparatam até Hogsmeade, e Dumbledore pede a Harry que chame o Professor Snape até verem a Marca Negra e concluírem que uma coisa terrível tinha acontecido dentro do castelo.
Quando voltam a Hogwarts, eles descobrem que a escola fora invadida por Comensais, que haviam entrado com ajuda de Draco (que consertara sozinho o Armário Sumidouro, um existente em Hogwarts, na Sala Precisa, e outro na loja na Travessa do Tranco, Borgin & Burkes). Os Comensais haviam colocado a Marca Negra em cima da Torre de Astronomia. Harry e Dumbledore voltam à escola com vassouras emprestadas por Madame Rosmerta, que estava dominada pela maldição Império. Draco encurrala Dumbledore, que não pode se defender, já que estava petrificando Harry. Harry estava debaixo da capa da invisibilidade petrificado, para que não reagisse. Draco hesita na hora de matá-lo; então Snape, cumprindo o seu Voto Perpétuo para não morrer, mata o diretor com a maldição Avada Kedavra. Os Comensais fogem e, enquanto Harry tenta alcançá-los, Snape revela ser o Príncipe Mestiço, enquanto desviava os feitiços que Harry aprendera no Livro.
Harry descobre que a Horcrux era falsa; outrora, fora roubada por um certo R.A.B., que deixou um recado para Voldemort dentro do medalhão, dizendo que apreendera a Horcrux verdadeira e iria destruí-la.
Gui Weasley iria se casar com Fleur Delacour, mas é mordido pelo lobisomem Fenrir Greyback que estava na forma humana, por isso ele não se transformou em lobisomem, no entanto ficou ferido e quando acordou teve um grande desejo de comer carne mal passada. Mas mesmo assim decide se casar com Fleur. (Ao vê-lo, Fleur fica apavorada ao ouvir a sra. Weasley falando que Gui "iria se casar". Ela fala que iria continuar amando ele, e que ela tinha beleza suficiente para os dois.)
Harry decide romper com Gina e explica a ela que só fazia isso para Voldemort não poder usá-la contra ele. Ela diz que não se importava, mas ele diz que se importa e sai do enterro de Dumbledore.
Harry decide não mais voltar para Hogwarts - não antes de encontrar e destruir todas as Horcruxes de Lord Voldemort, tornando-o mortal. Rony e Hermione decidem ir com Harry onde quer que ele vá nessa jornada final para acabar com a ambição do Lorde das Trevas. Harry planeja, antes de tudo, voltar a casa dos tios, respeitando o desejo de Dumbledore, e depois visitar a casa onde seus pais foram mortos, em Godric's Hollow.
Os sentimentos que Rony e Hermione nutrem um pelo outro ganham um destaque ainda maior nesse livro. A tensão entre os dois chega a seu ápice com outra crise de ciúmes na história do casal, dessa vez sendo Hermione a causadora: ela ataca Rony com canários conjurados por um feitiço, ao vê-lo com outra garota da Grifinória, Lilá Brown, uma das favoritas nas aulas de Adivinhação.

terça-feira, 14 de março de 2017

Justiça â muçulmana

Como a humanidade seria mais feliz, harmoniosa e solidária se este tipo de Justiça fosse generalizado a todos os países !!!
Incluindo o nosso!!!
Querer É Poder!
Muito  bem  !
Às vezes funciona  !
ZEDU1Este é o segundo caso nos EMIRADOS ÁRABES UNIDOS do Presidente Angolano, depois de no mês passado as autoridades locais terem confiscado os 4 edifícios arranha-céus no Dubai; desta vez é um HOTEL DE 5 ESTRELAS EM ABU DHABI.
Estes 4 edifícios foram construídos no Dubai e são propriedade de José Eduardo dos Santos, fazem parte deles: escritórios, lojas e apartamentos em aluguer. Neste momento estão encerrados porque o sheik Mohammed o príncipe do Dubai, não aceitou que um presidente tenha um investimento desses na sua terra, segundo ele assim estaria a fazer pacto com os corruptos que desgraçam os seus povos, só é permitido no Dubai comprar um apartamento de t3 ou alugar uma mansão por 5 anos no máximo.
Este Hotel confiscado foi construído em nome da Empresária de 27 anos sobrinha do Chefe da casa militar da República de Angola. Como existe um processo top secreto de investigação dos Homens de Negócios Africanos no Médio Oriente em conexão com o F.B.I, esta empresária cai no sistema. Foram feitas investigações nos dossiers da firma proprietária do Hotel consta os nomes de J.E. Santos como sendo um accionista com 75%, 15% H.V. Kopelipa e 10% a sobrinha do Kopelipa, amante do J.E.Santos; dai as actividades do Hotel terem sido encerradas.
Convocada a empresária para prestar declarações a mesma, residente na Venezuela não compareceu na data marcada. As autoridades dos EMIRADOS convidaram os outros sócios maioritários a comparecerem para explicarem a origem dos valores da construção do Hotel de 80 andares e como do costume enviaram um Advogado Português. Infelizmente sem sucesso, pois a lei Islâmica não permite Advogados em casos de corrupção.
Então assim o Hotel foi confiscado para o governo de Abu Dhabi e a conta Bancária do Hotel foi bloqueada, onde foi encontrado um valor de 65 $ milhões.
Este será transferido para os Refugiados Sírios na Turquia.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Aniversário Feliz

Amigos (as), Familiares, Amor
é com muito carinho que agradeço a todos por cada mensagem, por cada palavra, por cada gesto, por cada telefonema, 
a todos que carinhosamente gastaram um tempinho do seu dia para me desejar feliz aniversário. 
Aos que ligaram...
Aos que esqueceram...
Aos que se atrasaram...
Aos que não puderam estar “on-line”.
Deus lhes dê em dobro tudo que me desejaram!

Tive um dia solarengo, natureza verde, o renascer da Primavera..
Sou uma pessoa muito feliz
Pois tenho pessoas maravilhosas que me cercam...
Uns bem de perto...
Uns de longe...
Outros de beeeem longe...

Não importa a distância mas sim o carinho, a lembrança...
Isso é um presentão para minha vida...
Obrigada a todos!

domingo, 5 de março de 2017

Goa pode dar à Índia o exemplo da tolerância, que no fundo é a matriz do próprio hinduísmo

O Diario de Noticias entrevista EDGAR VALLES

Leonídio Paulo Ferreira

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Almoço com Edgar Valles
Entramos e ouve-se música. "É a Lura", diz-me uma empregada, cabo-verdiana como a cantora que surge no ecrã gigante e que lá permanecerá as quase duas horas que o almoço com Edgar Valles durou. O presidente da Casa de Goa só tinha vindo aqui uma vez, mas gostou do ambiente e também da comida diversificada, quase tanto como as antigas colónias portuguesas que inspiram quem está na cozinha. Confesso-lhe que estranhei o nome Café de La Musique. Edgar, é assim que o trato e assim escreverei, não sabe porquê, mas promete logo indagar. Carlos Vasconcelos, o dono, chega, cumprimenta-nos e oferece a explicação: "Porque sou músico e porque vivi na Bélgica." Ora toma.
O Café de La Musique fica perto da antiga Feira Popular de Lisboa. E, de facto, só depois de se passar a porta do restaurante se começa a perceber que estamos em território da lusofonia, apesar do nome francês. Há cartazes afixados com os músicos que hão de vir tocar nos próximos dias. "À noite a música é ao vivo", diz-me Edgar, já depois de sentados à mesa. O mote da conversa vai ser Goa, essa parcela da Índia tão especial na história de Portugal, mas também havemos de falar um pouco de Angola, que foi onde nasceu o meu convidado. Aliás, foi um prato angolano que ambos escolhemos, uma muamba de galinha que Edgar me propõe dividir "porque as doses são grandes". Para entrada, "um caldo-verde", pede ele, e eu alinho. A sopa é agradável, mesmo que, quando me a põem à frente, me pareça mais um creme de legumes.
Comecemos então pela apresentação do homem que desde 2014 preside à Casa de Goa, sucedendo a um outro goês famoso, o antigo deputado Narana Coissoró, um hindu democrata-cristão. Edgar Francisco Valles (e já perceberão porque ponho aqui o Francisco), por seu lado, é o típico português católico com raízes goesas, filho de um funcionário público que trabalhou em várias partes do império colonial porque queria abrir horizontes. "Nasci em 1953, no Bié, na então Silva Porto", conta o mais novo de três filhos do engenheiro agrónomo também chamado Edgar Valles, natural de Pangim, capital de Goa, e de Lúcia, senhora também goesa, mas de Vasco da Gama.
"O meu pai formou-se na Universidade de Pune, na Índia, e depois é que veio um ano para Lisboa para tirar a equivalência. O meu avô recusou-se a pagar-lhe os estudos em Portugal porque tinha receio de que ele voltasse casado com uma europeia. Queria que o casamento fosse com uma goesa", conta Edgar. "Era assim que costumava ser, por tradição, mas se ele tivesse casado com uma europeia, alguém de Lisboa, também acabaria por ser aceite na família", acrescenta. O próprio Edgar Francisco, o da conversa, acabou por casar com uma europeia, Ana Simões, mãe dos seus dois filhos, que conheceu quando veio para Lisboa.
Nascido e criado em Angola, passou a adolescência em Luanda, onde o pai acabaria colocado, depois de ter trabalhado em várias cidades ("por isso os meus irmãos nasceram em Cabinda"). Vivia-se a guerra, com o MPLA, a UNITA e a FNLA a combaterem o exército português, com vistas à independência da maior das colónias africanas. "Para mim, a guerra ficava longe. Não a sentíamos", diz. Em 1970 troca Luanda por Lisboa, para estudar na Faculdade de Direito.
Chega a muamba, servida num tachinho que deixam na mesa. Como acompanhamento, funje, que é feito de farinha de mandioca. Casa tudo muito bem, o prato de galinha com o funje, mas Edgar pede piripiri. Depois, tira uma colher pequenina e coloca-a na borda do prato. Pergunto porque não a mistura. "Não sei a força do picante. Assim, aos poucos, não me arrisco a estragar", responde com a sensatez de quem já passou dos 60 anos e viu muito.
Voltamos ao tema Angola, ideal enquanto despachamos a muamba, e fico a saber que regressou uma primeira vez em 1973, para o casamento do irmão Edgar Ademar. Depois da independência, voltou em 1976 para dar aulas. Era cidadão português mas pediu para ser militante do MPLA. Não foi aceite porque havia uma nova regra, explica, que vetava a militância a quem pertencia a partidos estrangeiros e Edgar era do PCP, tendo integrado a UEC, a União dos Estudantes Comunistas. No Natal veio a Lisboa e a mulher não quis que regressasse. "Ela teve o pressentimento de que ia haver um banho de sangue em Angola", relembra Edgar. Foi no maio seguinte, num choque entre os partidários do presidente Agostinho Neto e uma ala liderada por Nito Alves. Os irmãos, ambos com protagonismo no MPLA, acabaram mortos. Ela chamava-se Sita Valles e o bebé que tinha (com o marido José, também morto) foi entregue aos cuidados de uma tia que vivia em Portugal, Francisca van Dunem, atual ministra da Justiça. "O meu sobrinho João Ernesto, a quem chamamos Che, dá hoje aulas de Economia em Angola."
Edgar fala com naturalidade desse episódio dramático na história da família. Só se sente mais sensível quando lhe pedem fotografias. "Aí é diferente", diz, "começamos a relembrar-nos das pessoas".
Nisto de restaurante lusófono, vinhos portugueses fazem todo o sentido. Pedimos tinto, um alentejano, Marquês de Borba. Mas a garrafa é das grandes e ambos concordamos em substituir antes o vinho por duas imperiais. E de Angola passamos para o tema Goa, terra dos antepassados, mas também uma terra que teve de redescobrir.
"Creio que aquilo que se passou em Angola me afetou tanto que fiz uma espécie de transferência de afeto para Goa", reflete, enquanto me reforça a dose de galinha que já tenho no prato, enche também o seu, e pega com delicadeza na colherzinha de piripiri e deita-a na muamba. "Está muito bom. Já da outra vez tinha ficado muito satisfeito com a comida", comenta.
Conversamos sobre Goa, que digo já ter visitado e ter ficado impressionado com tantas igrejas no meio da vegetação tropical e com os nomes portugueses por todo o lado, desde as tabuletas das lojas aos obituários nos jornais. "Hoje já pouca gente fala português. Só os mais velhos. E a indianização é muito forte. Vou lá muitas vezes, pois tenho propriedades que sou obrigado a administrar", diz. Tem ainda primos no território que foi o estado da Índia, peça-chave do império português no Oriente e bastião do catolicismo na Ásia.
"Goa foi um caso muito especial na história de Portugal. Os portugueses não trataram os goeses como colonizados mas como iguais. Logo no século XVI houve as conversões, com as famílias a ficarem com o nome do padre ou de algum nobre", conta, sobre um território conquistado em 1511 por Afonso de Albuquerque e que só em 1961 deixou de ser português, quando a Índia se cansou da resistência de Salazar e anexou pela força a colónia portuguesa, que na época talvez tivesse 50% de católicos, gente chamada Mascarenhas, Noronha, Fernandes ... ou Valles.
O direito de propriedade foi, porém, respeitado pela Índia e mesmo quem optou pela nacionalidade portuguesa manteve casas e terras. Por isso Edgar vai lá umas três vezes por ano para cuidar do que é seu e que um dia será dos dois filhos, Edgar Luís (outro Edgar!) e Francisco. O primeiro é vereador da Cultura em Odivelas, o segundo é capitão da Força Aérea. "Também já tenho três netos, dois rapazes e uma rapariga", acrescenta Edgar. E conta-me que foi a primeira vez a Goa com 3 anos, "para ser mostrado aos meus avós". Não terá grande memória dessa visita, que acabaria por ser a única à Goa ainda portuguesa.
Edgar pede à empregada se é possível baixar um pouco o volume da música, para ser mais fácil a conversa. Ao resto da clientela a voz quente de Lura não parece incomodar. Bem, a nós também não, até porque, ao segundo pedido sem resposta, desistimos e falamos como dá. Chega, isso sim, a ementa com as sobremesas. Edgar queixa-se da diabetes e pede papaia, eu escolho uma especialidade cabo--verdiana - doce de papaia com queijo de cabra.
Edgar convida-me para assim que acabarem as obras no restaurante da Casa de Goa, perto do Palácio das Necessidades, lá ir experimentar a comida. Sei que é uma mistura de influências portuguesas e indianas, como o próprio estado, hoje o mais rico da Índia e também, de certa forma, o mais liberal. "Nas praias do resto da Índia as mulheres entram na água vestidas com os saris, mas em Goa usam fato de banho. Dos tradicionais, mas fato de banho", sublinha o presidente da Casa de Goa. A instituição conta com 600 sócios e está aberta mesmo a quem não tem raízes na Índia mas que se interesse pela cultura goesa, explica-me este advogado, com vária obra jurídica publicada (e também alguns livros antigos mais políticos), que chegou a ser jornalista no semanário Extra, em que estiveram nomes que mais tarde eu próprio vim a conhecer no DN, como José David Lopes e Mário Ventura. Também José Saramago, que tinha sido diretor adjunto do DN, fazia parte da equipa, composta sobretudo por gente saneada do jornal nos tempos complicados do pós-25 de Abril. Foi nessa altura, que coincidiu com a morte dos irmãos, que Edgar romperia com o PCP, porque não gostou da forma "como o Avante! tratou do que se passou em Angola".
Acrescenta que em 1993, convidado por João Soares, seu amigo, aderiu ao PS, mas nunca quis cargos. Até hoje é militante de base. Conheceu mais ou menos na mesma época António Costa, pois Ana Simões foi a número dois da candidatura falhada do atual primeiro--ministro à Câmara de Loures. Edgar morava e mora em Odivelas, agora também um concelho.
Por falar em Costa, e enquanto não chegam os cafés, o que pensa Edgar da recente visita do político português filho de um goês à Índia? "Para os indianos, António Costa é um exemplo da sua superioridade intelectual, pois se até um deles consegue ser primeiro-ministro na Europa", comenta. Mas entenda-se como se entender a admiração da Índia pelo nosso primeiro-ministro, "a verdade é que Costa e o primeiro-ministro Narendra Modi se entenderam muito bem e isso é bom para os dois países e, claro, para Goa", acrescenta. "A Índia vai ser uma grande potência económica, está a desenvolver-se rapidamente, e isto sem deixar de ser uma democracia", sublinha Edgar, relembrando que o país tem 1250 milhões de habitantes e uma grande diversidade, mas que mesmo assim "o exército nunca teve de se envolver em política como acontece no Paquistão". E quando pensa em Goa, pensa em como esta, embora pequena, pode ajudar a Índia. "Goa pode dar à Índia o exemplo da tolerância, que no fundo é a matriz do próprio hinduísmo."
Chega a conta. Antes de nos despedirmos, fico a saber que o advogado não deixou totalmente de ser jornalista. "Escrevo sobre Portugal para dois jornais indianos, o The Goan, em inglês, e o Lokmat, que traduz os artigos para a língua marati." Edgar também confessa estar "encantado com a atual embaixadora indiana em Lisboa, Nandini Singla, uma mulher inteligente que está a ajudar muito as relações entre Portugal e a Índia e que compreende o valor da comunidade goesa". Afinal, António Costa pode ser o português com raízes goesas com maior protagonismo, mas a comunidade com origens indianas, não só de Goa mas também do Gujarate, está bem integrada num país que há séculos se habituou a conviver com outras culturas.
No ecrã, ao fundo da sala do Café de La Musique, Lura continua a cantar. Agora é Só Um Cartinha.
Café de La Musique