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Deste mar e do outro

Cheguei a casa, guiado não sei por que forças, já que todo o percurso me pareceu uma caminhada inconsciente por terrenos que eu sabia de cor e, talvez por isso, os meus olhos já não alcançassem. Acendi um cigarro, inalei o fumo como quem busca respostas para a vida, dirigi-me ao quarto e tentei dormir.
Cerrei os olhos, mas as palavras continuavam a martelar-me o cérebro, numa dança desconexa e surreal. Queria calá-las em mim, mas aquela voz apoderou-se do silêncio do meu quarto e sussurrava-me, infinitamente, interminavelmente: “...sem o companheiro das viagens para lá do mundo... com o sangue acorrentado pelos olhos desligados...”
By Delfina Vernuccio.

Comentário: Parabéns pelo livro que á muito se ouve falar. A aqui está ele, friend. Vou querer ler.. Bjos e Abraços

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Anos...mimos...

Nessa fase da vida é bom fazer anos, é bom voltar o tempo atrás Voltar a ser criança, voltar a ter mimos da família, amigos e amigas. Por vezes, os dias passam, o tempo é escasso para tantas coisas E nós compreendemos, recordar anos é difícil Olhando para o telemóvel, eu pensava: Eu sei, é domingo, dia da família. Faltou tanta gente… Mas ao chegar nesta nova tecnologia, Ver tanta gente… Ver tantos mimos, Encheu-me o coração de alegria. Ser lembrada no dia dos anos, é um sentimento agradável, Mesmo que seja apenas uma palavra, um sorriso, um beijo… Espero estar muitos e muitos anos, na vossa companhia Com saúde, com alegria, com um o meu eterno sorriso E com o jardim recheados de amigos e amigas De longa data ou de pouca data, fazem parte de mim Obrigada a todos e todas pelo vosso imenso carinho… E beijos....