Avançar para o conteúdo principal

Rosa de Fogo

A necessidade de ser abraçada
De ser mimada e protegida
Sobre uma fortaleza a volta do coração
Com uma protecção de uma Rosa
Bela, esbelte, delicado e frágil
De espinhos fortes e afiados
Com pétalas cheirosas, cheia de cor
De cheiro forte e calmante
E em fogo ardente e sedutor
A pura e reais semelhanças
Entre o meu coração e a Rosa,
Vermelho, vivo, quente e ardente.
Foi ai que vi, senti,
A perfurar o meu peito fechado
Sobre o amor confuso

A bela Rosa de Fogo
O fogo que arde dentro de mim
A vontade de te ter e não te ter
Os sentimentos conturbados
Na brisa do vento fresco
Como uma Rosa ao ar livre
Com medo de amar e adorar
E medo de quebrar e magoar.
Mas tu, amor dos meus olhos
Só uma palavra e de braços abertos
Num abraço forte e quente
Amaciaste-me os espinhos
E quebraste os meus medos
Tocaste no fundo do meu peito
E na noite escura e fresca
Sobre as estrelas cintilantes
A Rosa de Fogo…

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Contos ao cair da noite, inspirados no ritual de ...Cura

Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...