Aldeia, beira do lago, terra do amor, gelados e chocolate quente... :)
Hoje, as mulheres caminham com os pulsos livres. Nem sempre foi assim. O celular vibra na palma, o autocarro passa sem esperar, o dia corre antes de nós. Mas há ecos que chegam de longe, de corpos que antes suportavam tudo em silêncio, de mãos calejadas de sabão e frio, de ombros curvados pelo peso que nunca se dizia, de vozes caladas. As avós, as bisavós, as mulheres que deram origem ao Dia Internacional da Mulher, conheciam outra medida do tempo. O corpo era território de comando alheio: tarefas sem fim, filhos para cuidar, trabalho sem contrato, silêncio imposto. O cansaço não era desculpa; era lei. Aprendiam cedo que obedecer era sobreviver, que sorrir era negociar dignidade. Cada gesto de resistência era mínimo: um olhar que durava, um passo que se recusava a dobrar-se, uma mão que segurava outra em segredo. Pequenos atos que, somados, criaram história. Ainda sentimos a herança no corpo. No trabalho, microagressões atravessam o dia. Elogios que escondem exigência...
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