Avançar para o conteúdo principal

Confusão no velório...


Confusão no velório

 Eram dois pescadores gémeos: Um casado e o outro solteiro. O solteiro
 tinha uma lancha de pesca já velha.
 Um dia, a mulher do casado morre. E como desgraça nunca vem só, a
 lancha do irmão solteiro afunda-se no mesmo dia.
 Uma senhora, dessas velhotas curiosas e fofoqueiras, soube da morte
 da mulher e resolve dar os pêsames ao viúvo, mas confunde os irmãos e
 acaba por se dirigir ao irmão que perdeu a lancha:
- Eu só soube agora. Que perda enorme. Deve ser terrível para si.


O solteiro, sem entender bem, explicou:


- Pois é. Eu estou arrasado. Mas, é preciso ser forte e enfrentar a
 realidade. De qualquer modo, ela já estava muito velha. Tinha o
 traseiro todo arrebentado, fedia a peixe e vazava água como nunca vi.
 É verdade que ela tinha uma grande racha na frente e um buraco atrás
 que, cada vez que eu usava, ficava maior. Mas, eu acho que o que ela
 não aguentou foi que eu a emprestava a quatro amigos que se divertiam
 com ela. Eu sempre lhes disse para eles irem com calma, mas desta vez
 foram os quatro juntos e isso foi demais para ela...


A velhinha fofoqueira desmaiou!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Contos ao cair da noite, inspirados no ritual de ...Cura

Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...