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Raizes

 Quer transformação ?

Perdoe..

Sente saudades ?
Procure..

Está se sentindo desconectado ?
Olhe nos olhos..

Cansado ?
Medite..

Triste ?
Abrace quem precisa..

Sem noção de futuro ?
Honre seus ancestrais..

Sem foco ?
Abrace uma árvore..

Ansioso ?
Pise na grama descalço..

Querendo sentir a Presença ?
Cheire uma flor !

Querendo paz?
Sente-se e veja pacientemente o pôr do sol !

A vida por si só é uma medicina, precisamos somente estarmos disponíveis para a cura !

Namaste..

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 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...