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VOO TAP...

Num voo internacional, como é habitual, o comandante do avião liga o microfone e fala aos passageiros:
- "Bom dia, senhores passageiros. Neste exacto momento estamos a 9 mil metros de altitude, velocidade cruzeiro de 860 Km/hora e estamos a sobrevoar a cidade de... AAAAAAAHHHH... VALHA-ME DEUS...!!!"
Os passageiros ouvem um barulho infernal, seguido de um grito pavoroso:
- "NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!"
Depois de um breve momento de silêncio sepulcral, volta a ligar o microfone e, timidamente, diz:
- "Peço imensa desculpa, mas a hospedeira deixou cair a bandeja e uma chávena de café caiu-me no colo. Imaginem lá como é que ficaram as minhas calças à frente!!!"
Prontamente, um dos passageiros gritou:
- "Filho da p..... !!! Imagina lá como é que ficaram as minhas calças atrás!!!"

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 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...