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Viciozinho guloso


Afinal, o que há de tão especial no chocolate?
Existem pessoas com verdadeira compulsão e que chegam a fazer acompanhamento psicológico para tratar do vício, tamanho é o desejo irrefreável que sentem pelo chocolate.
Além disso, bombons são um presente bastante comum entre casais apaixonados - mas de onde vem esta sua fama romântica?
 
Compulsão por Doces
O consumo compulsivo de doces está ligado a problemas psíquicos e orgânicos. Esta é a conclusão de especialistas em nutrição que se basearam em pesquisas e entrevistas com mulheres que têm uma vontade quase irresistível de comer doces, que verificaram que a voracidade por bombons pode ser tão doentia quanto a dependência do álcool ou drogas.
A ingestão de doces geralmente é para compensar algum problema ou melhorar o humor de quem sofre da compulsão. Mas, depois, irremediavelmente, os devoradores de doces começam a ter pesadelos com a balança. É natural.
Nas últimas décadas as pessoas seguem padrões de beleza que as obrigam a desejar um corpo esguio e perfeitamente modelado e, nos consultórios, as queixas são conhecidas: se a pessoa é gorda, o consumo de doces é seguido de complexo de culpa e de recriminações sobre a falta de força de vontade.
Investigadores afirmam que a compulsão pode ser uma adaptação do organismo para suprir a deficiência de seretonina, um dos neuro-transmissores responsáveis pela comunicação entre os neurónios.
A serotonina também interfere no estado de humor e na sonolência e, quando há uma diminuição dessa substância no cérebro, a pessoa sente necessidade de ingerir açúcar.
Mas é possível comer sem culpa, desde que haja um mínimo de autodisciplina. Quem tiver uma vontade incontrolável de comer doces e não for diabético, pode optar por compotas de fruta ou outros doces sem gordura.
O doce parece ter um significado afectivo na maioria das famílias. E, em casos de carência de afectiva, a compensação acaba no próprio doce.
 
 
Mitos e verdades»
O chocolate é afrodisíaco e vicia Parece que o chocolate, assim como o café e o chá, possui uma capacidade incomum para interagir com a química cerebral. Uma equipa de cientistas da Universidade de Michigan, descobriu que, bloqueando quimicamente receptores opióides no cérebro, era capaz de diminuir pela metade o consumo de chocolate em comedores compulsivos. As suas conclusões apontam indicam que "os opióides estão implicados no desejo intenso por alimentos ricos em açúcar e gorduras, particularmente chocolates".Os pesquisadores também descobriram que o chocolate - assim como a cafeína - estimula a produção de um produto químico chamado feniletilamina. Esta substância tem sido associada há algum tempo ao "sentir-se apaixonado". É provável que explicação da sensação de extremo bem-estar ao devorarmos uma caixa de bombons passe por este caminho.
O chocolate contém nutrientes essenciais para a energia, bom humor e prevenção da insónia. Alguns destes nutrientes estão ausentes em boa parte da dieta e os cientistas acreditam que o chocolate seja a sua principal fonte. Comer vegetais folhosos verdes, como brócolos, é uma boa maneira de evitar o desejo intenso por chocolate, pois substitui algumas das substâncias que produzem o "vício".
O chocolate causa acne Muitos dos velhos mitos sobre o chocolate e a saúde estão desmoronando sob o peso de factos científicos. Nas últimas duas décadas, as pesquisas mostraram que ele não causa - nem tão pouco agrava - os casos de acne. Um estudo, realizado no Departamento de Dermatologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, demonstrou que o consumo de chocolate não estava relacionado com o desenvolvimento ou agravamento da acne.
Chocolate provoca a cáries
Todos os alimentos que contêm carbohidratos fermentáveis podem contribuir para formação de cáries, mas o papel do chocolate nesta doença tem sido sobre-valorizado. Pesquisas no Forsyth Dental Center, em Boston, e na Escola de Odontologia da Universidade da Pensilvânia mostraram que o chocolate é capaz de anular o potencial acidificante do seu açúcar. Ainda, ele reduz a desmineralização - um processo directamente relacionado ao surgimento de cáries.Pesquisas no Eastman Dental Centerin, em Rochester (estado de Nova Iorque) mostraram que o chocolate é rico em proteínas, cálcio, fosfatos e outros minerais, todos eles reconhecidamente protectores do esmalte dentário. Em resumo, o açúcar contido no chocolate pode causar cavidades nos dentes, mas não é mais perigoso que o açúcar contido nos demais alimentos. O que importa é uma boa higiene bucal, e não o tamanho da caixa de bombons.
O chocolate não contém nutrientes e ainda por cima engorda
As pessoas tendem a superestimar as calorias do chocolate. Uma barra média contém cerca de 210 calorias. Ao contrário da crença popular, a maioria das pessoas acima do peso ideal não comem quantidades excessivas de bolos, doces e similares. Na verdade, a ingestão de açúcar nestas pessoas tende a estar abaixo da média. Mais importante para o controlo do peso é o total de calorias consumidas por dia e a quantidade de energia gasta em actividades físicas.O chocolate contém mais de 300 substâncias químicas diferentes e vários nutrientes necessários ao corpo. Calcula-se que uma barra média contenha:

  • 3 gramas de proteína 
  • 15% da necessidade diária de riboflavina 
  • 9% da necessidade diária de cálcio 
  • 7% da necessidade diária de ferro
A gordura (manteiga) presente no cacau dá ao chocolate a sua textura característica. Pesquisadores mostraram que esta gordura não aumenta os níveis sanguíneos de colesterol, principalmente devido ao alto conteúdo de ácido esteárico. Mais ainda: pesquisas recentes na Universidade da Califórnia mostraram que o chocolate apresenta níveis elevados de produtos químicos conhecidos como flavonóides e fenólicos - e sabe-se que alguns fenólicos podem diminuir o risco de doenças cardíacas.
Recentemente, por exemplo, pesquisas mostraram que doses moderadas de vinho tinto (um cálice por dia) exercem efeitos benéficos sobre o coração e acredita-se que isto se deva exactamente à presença destes compostos na bebida. Pois eles também estão presentes no chocolate.
Compulsão por Doces

O consumo compulsivo de doces está ligado a problemas psíquicos e orgânicos. Esta é a conclusão de especialistas em nutrição que se basearam em pesquisas e entrevistas com mulheres que têm uma vontade quase irresistível de comer doces, que verificaram que a voracidade por bombons pode ser tão doentia quanto a dependência do álcool ou drogas.
A ingestão de doces geralmente é para compensar algum problema ou melhorar o humor de quem sofre da compulsão. Mas, depois, irremediavelmente, os devoradores de doces começam a ter pesadelos com a balança. É natural.
Nas últimas décadas as pessoas seguem padrões de beleza que as obrigam a desejar um corpo esguio e perfeitamente modelado e, nos consultórios, as queixas são conhecidas: se a pessoa é gorda, o consumo de doces é seguido de complexo de culpa e de recriminações sobre a falta de força de vontade.
Investigadores afirmam que a compulsão pode ser uma adaptação do organismo para suprir a deficiência de seretonina, um dos neuro-transmissores responsáveis pela comunicação entre os neurónios.
A serotonina também interfere no estado de humor e na sonolência e, quando há uma diminuição dessa substância no cérebro, a pessoa sente necessidade de ingerir açúcar.
Mas é possível comer sem culpa, desde que haja um mínimo de autodisciplina. Quem tiver uma vontade incontrolável de comer doces e não for diabético, pode optar por compotas de fruta ou outros doces sem gordura.
O doce parece ter um significado afectivo na maioria das famílias. E, em casos de carência de afectiva, a compensação acaba no próprio doce.
A História do Chocolate
A saga do chocolate começa a partir do descobrimento da América, pois até 1492 o Velho Mundo nada sabia sobre o delicioso e extraordinário alimento. Cristóvão Colombo, ao regressar triunfante das suas conquistas no Novo Mundo, apresentou à corte italiana algumas sementes de cacau - mas pouca ou nenhuma importância lhes foi dada à época.
Admite-se que os índios astecas foram os primeiros viciados em chocolate conhecidos da história. Eles apanhavam sementes de cacau e faziam uma infusão que acreditavam ser um poderoso afrodisíaco, chamada "chocolate" (líquido quente). O imperador asteca Montezuma chegava a beber mais de 50 porções por dia - e cuidava sempre de tomar uma dose extra antes de entrar no seu harém.
Ao retornar a Espanha. em 1528, o conquistador Cortez presenteou o Rei Carlos V com algumas preciosas sementes de cacau - e a partir daí, o chocolate começou definitivamente a fazer a sua história, tornando-se tão popular e valioso que a sua produção foi mantida em segredo por mais de um século.
Durante boa parte do século XIX, o chocolate continuou a ser consumido exclusivamente na forma líquida mas a partir de 1861 passou a ser vendido na forma sólida, acondicionado em caixas com formato de coração. Apenas em 1876, em Vevei, na Suíça, o "chocolatier" Daniel Peter desenvolveu a técnica de adicionar leite ao chocolate, criando o produto final que consumimos até hoje.
Fonte: Farmácia Saúde

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