Avançar para o conteúdo principal

Passado,Presente e Futuro

A vida é um livro de muitas páginas e capítulos
Passamos por tantas coisas enquanto crescemos
Dores, sofrimentos, marcas, experiências,
E com elas aprendemos, retiramos pormenores
E aplicamos nos problemas futuros.
Há momentos para parar no tempo
E resolver problemas que ficaram pendentes
Problemas, não nossos mas passam a ser.
Sarar as feridas abertas e dolorosas,
Sarar as mágoas que os outros fizeram.
Falamos mais pela cabeça e com corpo
Do que pelo o coração e espírito
Querer limpar a alma que poderá andar perdida
Para poder renascer para a vida
Voltar a amar de coração aberto
Voltar a abrir as mãos sem medos e receios
Voltar a situar-me no aqui e agora
Tomar decisões com pés e cabeça
Balancear as vantagens e desvantagens
E enfrentar as lutas, guerras
Se ganhar, sairei vencedora
Se for derrotada, sairei vencida.
Sou sobrevivente da vida
O que já aconteceu faz parte do passado
É um capítulo anterior, comecemos novo capítulo
Quero viver o presente,
Que ainda tenho muito para viver, dar e oferecer
Que o meu amor seja grande e para todos
Que o meu espírito seja forte e armação dura
E que o meu sorriso seja o mais lindo deste mundo.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...