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Pessoas

"É com o tempo que percebemos que para sermos felizes não precisamos necessariamente de muitas pessoas, mas sim de pessoas que são "muito". Muito boas, muito humildes, muito sinceras, muito carinhosas, muito prestativas e principalmente as que nos querem ver "muito" felizes."

_____Maíra Cintra

"Deus tem me mostrado o quanto eu posso ser forte com as minhas fraquezas. O quanto sou grande perto das coisas pequenas. O quanto tenho sido paciente com o meu silêncio. O quanto eu estou aprendendo com os meus erros. Deus está me mostrando com as minhas atitudes o quanto eu posso ser justa comigo mesma e deixar pra trás os restos que não me fazem diferença. E principalmente quantas vezes eu posso encontrar a minha felicidade nos momentos de tristeza."

_____Maíra Cintra

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 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...