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Cúmulo!

Maria, jovem esposa recém-casada, desesperada, vai ao psicanalista:

- Ai, doutor, eu não aguento mais.. Apesar de todos os meus esforços, o meu marido não me liga nenhuma. Desde que nos casamos, ele só fala na mãe, na mãe, na mãe. É como se eu não existisse.
- Já experimentou preparar um jantar especial?
... ... - Já. E não adiantou!
- Ouça, tenho uma ideia. Se há um domínio onde a sua sogra não pode rivalizar, é na cama. Esta noite vista lingerie preta. Cuequinha preta. A cor preta é muito sexy e muito excitante, incluindo uma cinta liga negra também... Ele não vai resistir!
Maria seguiu à risca o plano, sem esquecer nenhum detalhe. De facto, nunca estivera tão sexy e voluptuosa...
Chega o Joaquim a casa, arregala os olhos e diz:
- Mariaaaa, estás toda de preto...!!! Aconteceu alguma coisa à minha mãe???!!!

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 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...