Avançar para o conteúdo principal

A Bela Rosa... (III Parte)

Hiberno num canto escuro da escuridão
Fecho-me e caio no esquecimento
Escondo-me debaixo da terra molhada
Deixem-me ficar ali, abandonada
Que um dia hei-de voltar

Sou uma sobrevivente da vida
Renascerei das cinzas e do pó
E ninguém me tira os espinhos
Nem me tira a cor das minhas pétalas
Nem a força das minhas folhas

Que venha a linda Primavera,
Cura-me deste caminho gelado
Fortaleça-me para novos caminhos
Que a vida, ás vezes nos tira
Também nos dá, para as experiencias da vida

Que o meu coração precisa de ti
Precisa de florir novamente
Precisa do teu sol caloroso
Para aquele Coração de Pedra
Voltar a ser a Bela Rosa.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Contos ao cair da noite, inspirados no ritual de ...Cura

Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...