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Teimosias de casal...

Um casal recém-casado foi-se deitar, e esqueceu-se de fechar a janela.
Como nenhum se queria levantar, fizeram uma aposta:
O 1º a falar iria fechar a janela.
Entretanto, já de madrugada, enquanto dormiam, entrou um ladrão e deitou-se no meio deles. Grita a mulher:
-AMOOOOOR, ele apalpou-me as mamas e já tem uma mão dentro das minhas cuecas! Faz qualquer coisa…
Responde o marido:
-Vai mas é fechar a janela, porque ele já me foi ao cu duas vezes e eu nem piei…

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 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...