Avançar para o conteúdo principal

Desejos

Nada nesta vida é certo ou incerto
Tudo o que vive, também morre
A durabilidade de qualquer coisa
Depende do tempo e da vontade
Da paciência e do amor
O tempo comanda quase tudo
Mesmo nas coisas que ainda estão para acontecer.
Há que viver o presente, o agora,
Aproveitar todos os momentos
Possíveis e impossíveis
Nunca estamos sozinhos
Existem pelo menos dois pares de pegadas
Sempre ao nosso lado
Se necessário a lutar
Por vezes pouco, por outras muito
Enfrentar caminhos desconhecidos
Vencer as barreiras do medo
Ultrapassar obstáculos
Chegar sempre na frente
Para podermos ter um pouco,
O gosto da alegria, o viver com prazer.
Não desanimo nas tristezas que me assolam
Não desisto de lutar por aquilo que quero
Estarei sempre a ganhar uma disputa
Será uma pequena vitória conquistada
Com paciência, a virtude que terei que fortalecer
Com a vontade de viver mais uma manhã
Com o amor que tenho guardado no meu coração
Hei-de realizar o meu maior desejo
Nem que seja por um momento
Por um minuto ou um segundo
Hei-de ser a mulher mais feliz desta vida

Comentários

Anónimo disse…
UR A GREAT POET.I luv to read the way u express ur thoughts in the form of a poem.

Mensagens populares deste blogue

O Inverno Que Regressou

  O frio chegou sem cerimónia, gelado e húmido, cortando a pele antes de ser sentido, trazendo o cheiro da terra revolvida e o toque metálico da chuva a bater nas telhas, devolvendo às manhãs uma luz cinzenta que não pede desculpa. Não anunciou visita. Entrou. Espalhou-se pelas ruas, infiltrou-se nas janelas mal vedadas, fez-se ouvir no ranger antigo das portadas. A chuva veio atrás dele, densa e persistente, com aquela autoridade que não se discute. E, de súbito, o país pareceu surpreendido por algo que sempre fez parte da sua história. Os velhos reconheceram-no de imediato. Encostados aos balcões dos cafés, mãos fechadas em torno das chávenas, disseram sem dramatismo: “Isto era o inverno da minha infância.” Não era saudade gratuita. Era memória concreta. Rios que cresciam sem pressa, valas abertas à enxada, a lâmina a cortar a região molhada, encostas deixadas em paz porque se sabia que a terra tem temperamento. O inverno era duro, mas conhecido, previsível na sua força. Hoje, ca...