Avançar para o conteúdo principal

Desejos

Nada nesta vida é certo ou incerto
Tudo o que vive, também morre
A durabilidade de qualquer coisa
Depende do tempo e da vontade
Da paciência e do amor
O tempo comanda quase tudo
Mesmo nas coisas que ainda estão para acontecer.
Há que viver o presente, o agora,
Aproveitar todos os momentos
Possíveis e impossíveis
Nunca estamos sozinhos
Existem pelo menos dois pares de pegadas
Sempre ao nosso lado
Se necessário a lutar
Por vezes pouco, por outras muito
Enfrentar caminhos desconhecidos
Vencer as barreiras do medo
Ultrapassar obstáculos
Chegar sempre na frente
Para podermos ter um pouco,
O gosto da alegria, o viver com prazer.
Não desanimo nas tristezas que me assolam
Não desisto de lutar por aquilo que quero
Estarei sempre a ganhar uma disputa
Será uma pequena vitória conquistada
Com paciência, a virtude que terei que fortalecer
Com a vontade de viver mais uma manhã
Com o amor que tenho guardado no meu coração
Hei-de realizar o meu maior desejo
Nem que seja por um momento
Por um minuto ou um segundo
Hei-de ser a mulher mais feliz desta vida

Comentários

Anónimo disse…
UR A GREAT POET.I luv to read the way u express ur thoughts in the form of a poem.

Mensagens populares deste blogue

A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...