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A caminho de casa


Barragem de Montargil
Localizada no concelho de Ponte-de-Sôr, distrito de Portalegre, a Barragem de Montargil viu a sua construção concluída no ano 1958, com vista à irrigação do Vale do rio Sorraia, daí a sua função hidrografia.
A Barragem tem uma capacidade de 164,3 hm3, com uma área de 1646 hectares, e possui um a central hidroeléctrica, sendo a albufeira desta barragem muito utilizada na prática de variados desportos náuticos e na pesca desportiva, estando devidamente sinalizada.


Saida de Vale de Peso,
passagem por Crato,
entrada e saida rápida em Ponte de Sôr.
Paragem e molhar os pés em Montargil,
com a temperatura de 42ºC ás 18h da tarde.
Paragem em Azervadinha,
para café, gelado, refrigerante e casa de banho.
Um pequena fila de carros em Santo Estevão.
E chegada á expo.

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 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...