Avançar para o conteúdo principal

Andanças dia 4

Depois de um dia cansativo,
depois de passar por filas interminaveis
de mulheres á espera de tomar banho.
Em que cada uma iria demorar 45 minutos,
passei-me e disse que não me apetecia fazer nada.

Ao chegar a tenda, depois de ouvir amigas,
que já tinham ido tomar banho.
E que para além de estar cheio,
a água estava gelada,
e havia muito pouca água.

Tive a belissima ideia de tirar a roupa, ficar de biquini e ir para
debaixo de uma mangueira, que estava agarrada a uma árvore.
Como gel de banho em cima de pedra e toalha pendurada num ramo da arvore.
Um amigo e uma amiga, lá disponibilizaram para dar-me banho, LOL!

Para além de ter provas de crime, na máquina de outra amiga,
tomei banho e soube-me muito bem.
Aliás a água estava morninha, melhor do que nos duches..
LOL

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...