Avançar para o conteúdo principal

Que aconteceu...

Vi-te no horizonte do meu olhar, ao longe
Cruzei e descruzei com os teus olhos
Mas tão rapidamente voltei a cruzar
Algo despoletou naquele momento

Não me percebi, mas havia qualquer no ar
Passado um pouco de tempo,
Voltamos a cruzar várias vezes os nossos olhares
Despoletou várias coisas em mim

Dei por mim, a olhar sem cessar para ti,
Com calores explosivos dentro de mim
A sorrir inconscientemente sem querer,
As palmas das minhas mãos suadas…

Ao ouvir a música, os sons, as notas
Senti melodicamente romântica
Senti o meu coração a inchar
Senti a vontade de amar outra vez…

Comentários

Anónimo disse…
Nossa...
Isso que é ter inspiração!!! Lindo o poema!!!

Mensagens populares deste blogue

Contos ao Cair da Noite, inspirado no ritual de… Promessa

Helena tinha dez anos quando prometeu à mãe que nunca abriria a porta do quarto ao fundo do corredor. — Mesmo que ouças alguém chamar por ti — dissera-lhe, ajoelhada diante dela. — Mesmo que reconheças a voz. A mãe morreu nessa mesma semana. Durante anos, Helena evitou aquele quarto. A porta permaneceu fechada. Não tinha chave, nem fechadura visível. Sérgio nunca perguntara o que existia do outro lado. Até à noite em que começaram as pancadas. Três golpes secos. Sempre à mesma hora. Duas e treze da madrugada. Na quarta noite, Helena acordou com uma voz que não ouvia desde a infância. — Minha filha. Sentou-se na cama, com o coração a bater descompassado. Sérgio continuava a dormir ao seu lado. — Helena, abre-me a porta. A voz vinha do fundo do corredor. Era a voz da mãe. A mesma doçura cansada. A mesma forma de prolongar a última sílaba do seu nome. Levantou-se e caminhou até ao quarto proibido. Por baixo da porta, uma linha de luz tremia sobre o soalho. — Prometeste —...