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Á moda da Larita

-Paté de Sardinha com anchovas;
-Rabadinha com natas fraiche;
-Cuscuz com vegetais;
-Coxas de frango (M);
-Gelado de frutas (R).
Tirando as coxas e a mouse, o resto é comida biologica. De vez de enquanto tenho destas coisas.
Pergunta o meu irmão: "tens receitas disto?" -"Não"
Espero que ganhar peso com tantos jantares, ihihihi!
Estreei o forno...

Queimei-me? não. Mas cheirou-me a queimado.
Cortei algum dedo? não.. Nem de raspão.
Correu bem? Sim...

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A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...