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Jantarada na casa do BM....

Martini - já estava mareada
Paté de sardinha com anchovas (larita) com tostinhas
Moamba:
-Galinha do campo com molho
-Couves com manteiga de amendoim
-Funche de mandioca feita na bimby
-Feijões com oleo de palma.
-E meias bananas...
Estava delicioso... must... quem não foi ficou a perder.
Sobremesa Sorvete de nata com doce de frutos vermelhos (CD)

Convivio e conversa...
Sobre ser pai solteiro... sobre o bem viver... como o coração nos manda.
Sermos felizes!
Sobre casas, sobre casmaentos indianos...
sempre com som das músicas de kizomba, até ás 1 da manhã.

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A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...