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Outras...

-Andamos de metro.
-Vimos exposição de esculturas excelentes de Michelle Circiello.
Podem ver o site dele.
-Almoçamos Piadine.

-Mapa de troller por 35€ no decatlhon de Milan;
-Fomos visitar uma capela, no alto do monte, Monte il sotto, em Fontanella. Capela de monges ainda em funcionamento.. e a entrar em festa.
-Jantar: Coelho com polenta feita pela K.

Comentários

zafer disse…
Larita, bom dia.
Muito
Gostaria que voce me esclarecesse se Monte Il a que voce se refere é a Capela Il Monte, alvo de bombardeio de unidades da FEB na Segunda Guerra Mundial.
Obrigado.
Zafer

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A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...