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Na escuridão da noite,
nos olhares da lua,
na melancolia e tristeza do amor,
no amor não correspondido,
que faz doer sem se ver,
que misturas a tristeza com a alegria,
e a dor com a força,
que desbloqueias a minha fonte de inspiração,
que despertas as palavras soltas,
palavras que surgem na ponta da língua,
á espera de criar uma frase,
á espera de um sentido,
á espera de um sorriso,
com a finalidade de serem escritas ,
em algum folha em branco,
ou em algum sitio,
ou murmurar no ouvido de alguém...

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Meu Pequeno Resmungão

Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...