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Outros

Na isolada Ilha de Jersey no final da Segunda Guerra Mundial, Grace (Nicole Kidman) aguarda o retorno de seu marido do campo de batalha. Numa bela e espaçosa mansão, ela vive com seus dois filhos acreditando estar mantendo-os em segurança. Mas tudo isso é pura ilusão... Quando novos criados chegam para substituir os antigos que sumiram misteriosamente, eventos assustadores e sobrenaturais começam a se desenrolar. A filha de Grace diz estar mantendo contato com aparições inexplicáveis. Inicialmente, Grace se mostra relutante em acreditar em tais aparições, mas logo começa também sentir a assustadora presença de outras pessoas em sua casa. Quem serão eles? O que querem? Para descobrir as respostas, Grace deve deixar de lado todos seus medos e crenças e entrar no coração do arrepiante mundo do sobrenatural. Um Dos Melhores Filmes do Ano.

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A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...