Avançar para o conteúdo principal

Nada...

Nem a tristeza, nem a desilusão, nem a incerteza...
Nem o medo, nem a depressão...
Nada me impedirá de sorrir...
Por mais que sofra meu coração.....
Nada me impedirá de sonhar....
Nem o desespero nem a descrença...
Muito menos o ódio ou alguma ofensa...
Mesmo errando e aprendendo, Tudo me será favorável...
Para que eu possa sempre evoluir, Preservar,servir,cantar,agradecer,Perdoar,recomeçar...
Quero viver o dia de hoje,
Como se fosse o primeiro...
Como se fosse o último,Como se fosse o único...
Quero viver o momento de agora,
Como se ainda fosse cedo, Como se nunca fosse tarde...
Conservar o equilíbrio e fortalecer a minha esperança...
Quero caminhar na certeza de chegar.
Quero um dia voltar a sorrir!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...