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Mamma Mia!

"Mamma Mia!" foi um dos musicais mais vistos e aplaudidos (por 30 milhões de pessoas em 170 cidades pelo mundo), ao som da música dos Abba. Agora, vai provavelmente tornar-se o grande filme de Verão.
Donna (Meryl Streep) é uma mãe solteira e independente que gere um pequeno e idílico hotel numa ilha grega. A filha Sophie (Amanda Seyfreid) vai casar e para o casamento Donna convida as suas melhores amigas. Mas Sophie, que secretamente sonha encontrar o pai, faz também três convites inesperados. À ilha chegam três homens (Colin Firth, Pierce Brosnan e Stellan Skarsgard) que pertenceram ao passado de Donna, sendo que qualquer um deles pode ser o pai de Sophie. Em 24 horas, Donna desespera e tudo pode acontecer, até porque com um casamento por perto o romance anda no ar.

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 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...