Avançar para o conteúdo principal

Sentimentos controversos

Sinto-me estranha... não sei o que se passa, mas sinto-me mesmo estranha. Ando aluada, perdida entre os sonhos e a realidade, perdida entre os sentimentos e a consciência. Acho que é um daqueles dias em que me pergunto o que ando aqui a fazer?? Ou como é que isto tudo começou?
Sei que cada vez tenho mais duvidas, e que me sufocam e me enlouquecem. Só sei que cada vez está mais presente no meu pensamento.

Por vezes sinto-me deficiente, diferente, uma estranha aos olhos das pessoas. Outras vezes, sinto-me fragilizada, como se as pessoas tivessem medo, como se eu fosse partir como vidro frágil. Outras vezes, sinto-me admirada, por ter feito coisas que algumas pessoas não têm coragem de as fazer.
Queria apenas sentir-me normal. Uma mulher, uma menina de olhos alegres.. Sei que, com as novas mudanças...

Para ser sincera existem muitas coisas que eu não entendo, existem perguntas para as quais não há explicação nem desculpa. Houve tantos sonhos, sonhos adiados, sonhos esquecidos... Em cada nova etapa da minha vida, tenho de pensar no objectivo de vida, uma meta a atingir..novos sonhos. Estas são as razões para eu sentir confusa. Espero que isto acabe um dia e que eu acorde para a vida e veja que há coisas impossiveis de ter. E que eu tenho que ganhar juízo e deixar de ser assim ou sentir-me assim..

Sei, que aprendi a viver com o que tenho, aprendi a viver cada momento, como se fosse o ultimo.
"Aproveitar, que a vida é curta", como escreveu a RR. Quero aproveitar, mesmo que a vida não me facilite isso. Ganhar vida, e continuar a sorrir,
Porque o meu lema é: "Um sorriso! Quero sorrir a todos, e alegra meu coração com a boa acção"

Em relação a estes sentimentos e a confusão, só me apetece:
SER SURDA, CEGA E MUDA

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Inverno Que Regressou

  O frio chegou sem cerimónia, gelado e húmido, cortando a pele antes de ser sentido, trazendo o cheiro da terra revolvida e o toque metálico da chuva a bater nas telhas, devolvendo às manhãs uma luz cinzenta que não pede desculpa. Não anunciou visita. Entrou. Espalhou-se pelas ruas, infiltrou-se nas janelas mal vedadas, fez-se ouvir no ranger antigo das portadas. A chuva veio atrás dele, densa e persistente, com aquela autoridade que não se discute. E, de súbito, o país pareceu surpreendido por algo que sempre fez parte da sua história. Os velhos reconheceram-no de imediato. Encostados aos balcões dos cafés, mãos fechadas em torno das chávenas, disseram sem dramatismo: “Isto era o inverno da minha infância.” Não era saudade gratuita. Era memória concreta. Rios que cresciam sem pressa, valas abertas à enxada, a lâmina a cortar a região molhada, encostas deixadas em paz porque se sabia que a terra tem temperamento. O inverno era duro, mas conhecido, previsível na sua força. Hoje, ca...