Avançar para o conteúdo principal

Concerto do Juanes...


Em Portugal para apresentar o seu mais recente trabalho, intitulado «La Vida...Es un Ratico» o cantor aproveitou para dar a conhecer ao vivo vários dos novos temas. Com o novo single à cabeça, «Me Enamora», Juanes conseguiu conquistar o público lisboeta. «Hoy Me Voy», «Báilala» e «Bandera de Manos» foram outras das novas canções que o cantor latino trouxe a Portugal, naquele que foi um dos últimos concertos da sua tournée.

Mais do que um concerto, os espectáculos de Juanes carregam também uma vertente humanitária. Assumindo o seu papel de activista convicto e dedicado, Juanes aproveitou o concerto em Lisboa para apelar à paz entre povos, recordando o concerto que deu na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.

Pouco tempo após o início do concerto assistiu-se ao primeiro grande momento da noite. «Fotografía» foi o impulso para se soltarem milhares de vozes em coro no Atlântico. O tema que é um original de Juanes e Nelly Furtado em dueto, aqui cantado apenas pelo cantor colombiano, mostrou ter ficado nos ouvidos do público português que se envolveu ainda mais no espectáculo.

Aproveitando as pausas entre canções para dialogar com os fãs, Juanes espalhou romantismo, naquela que é uma característica comum aos cantores latinos. «Para tu amor» foi o expoente máximo da paixão em palavras que se fez sentir por entre os recantos do recinto. O tema de «Mi Sangre» fez levantar, ao mesmo tempo, isqueiros e telemóveis, um sinal inequívoco da mistura dos tempos.

O compositor colombiano fez uma viagem pelos seus dois álbuns de maior sucesso, «Un Día Normal» e «Mi Sangre», que ajudaram na apresentação dos seus novos temas. «La Paga», «Volverte a Ver», «Es por Ti» ou «La Noche» foram outros hinos que Juanes retirou do baú e ofereceu ao público português.

Uma actuação quente e em bom ritmo que teve em «La Camisa Negra» o grande momento da noite. Dançou-se no Pavilhão Atlântico, enquanto os três ecrãs montados no palco mostravam uns efeitos que dinamizavam o espectáculo. O cantor despediu-se de Lisboa e ao som das palmas surgiram vários símbolos da paz nos ecrãs que tinham aproximado Juanes do recinto.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Meu Pequeno Resmungão

Sentavas-te no alto, como quem vigiava um reino que só tu conhecias. A janela era o teu posto. O sofá, o teu trono. E aquele olhar meio fechado, entre sério e desconfiado, era a tua maneira de dizer: "Está tudo em ordem. Eu estou a tomar conta." Nunca foste o gato que pedia colo nem mimos. Nem o que seguia cada passo nosso. Eras feito de vontade própria, de aventuras inesperadas, de arranhadelas, de resmungos e de uma personalidade impossível de esquecer. Houve dias em que nos fizeste rir. Outros em que nos pregaste partidas. E muitos em que fingias que não precisavas de ninguém. Mas precisavas. E nós também. A vida foi deixando marcas no teu corpo. Mazelas que nunca escolheste. Batalhas silenciosas que foste enfrentando sem nunca perderes aquilo que fazia de ti... um Ginger Lince. O teu resmungo. Que tantas vezes nos fazia sorrir e que hoje daríamos tudo para voltar a ouvir. Lutaste o tempo que conseguiste.Nós lutámos contigo. Fomos contigo ao veterinár...