Avançar para o conteúdo principal

Deixa-me amar-te assim... em silêncio...


Deixa-me amar-te assim... em silêncio...
Não me peças palavras que não sei pronunciar, nem gestos que nunca fiz.
Dizia ser impossível este amor que por ti ainda sinto...
Sinto um calor que invade-me a alma que queima...arde...
Ao amar-te, sinto...sinto o pior dos sofrimentos, sinto-me vazia, oca, nua.
Olhas-me e perco o norte. Fico muda e desvio o olhar.
Não é por não te amar, mas sim por esse amor ser grande demais.
Mas em silêncio...
Seria tão fácil dizer que amo-te e perder-te.
Seria tão simples dançar ao som da ilusão e entregar-me completa, serena!
Não me peças para ser o que não sou, nem para me transformar subitamente em mulher, porque sou apenas menina.
Queria crescer nos teus braços fortes e esconder-me atrás do teu tronco másculo.
Mas abraço-te... em silêncio.
Desejo o suave toque acetinado dos teus lábios nos meus e imagino como será um beijo de verdade.
Anseio por ele e sonho-o.. em silêncio.
Aproveito-me do que tenho de melhor e sonho...
Nos meus sonhos eu sou tua e tu... Tu, meu amor, pertences-me!
Todos os dias nos amamos intensamente e somos apenas um do outro!
Todos os segundos das minhas noites são aproveitados ao máximo e vividos energicamente, ardentemente, gloriosamente...
Preferia ter-te perto de mim, mas para perder-te mais uma vez, prefiro ter-te em sonhos..
Chega a manhã e tenho de enfrentar a dura realidade!
Não me peças palavras que não sei dizer e deixa-me!
Deixa-me amar-te assim... em silêncio...
(autoria: LMCF)

Comentários

Unknown disse…
Lara.
Adorei a tua prosa, revela bons sentimentos, e Amar é o que nos faz sentir vivos, mesmo quando por vezes sofremos com isso, quando não amava o sentimento de vazio deixava-me 100 vezes mais triste do que Amar e não ser correspondido.
Um beijo enorme deste teu amigo.

Gonçalo Silva (Taizé)
LMCF disse…
Ha ha... com este tempo apetece ser romantico... :)
Abel L.

Mensagens populares deste blogue

O Inverno Que Regressou

  O frio chegou sem cerimónia, gelado e húmido, cortando a pele antes de ser sentido, trazendo o cheiro da terra revolvida e o toque metálico da chuva a bater nas telhas, devolvendo às manhãs uma luz cinzenta que não pede desculpa. Não anunciou visita. Entrou. Espalhou-se pelas ruas, infiltrou-se nas janelas mal vedadas, fez-se ouvir no ranger antigo das portadas. A chuva veio atrás dele, densa e persistente, com aquela autoridade que não se discute. E, de súbito, o país pareceu surpreendido por algo que sempre fez parte da sua história. Os velhos reconheceram-no de imediato. Encostados aos balcões dos cafés, mãos fechadas em torno das chávenas, disseram sem dramatismo: “Isto era o inverno da minha infância.” Não era saudade gratuita. Era memória concreta. Rios que cresciam sem pressa, valas abertas à enxada, a lâmina a cortar a região molhada, encostas deixadas em paz porque se sabia que a terra tem temperamento. O inverno era duro, mas conhecido, previsível na sua força. Hoje, ca...