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O Prazo entre as Estantes

O tempo não se apaga: repousa.
Entre corredores silenciosos, erguem-se estantes como colunas de um templo invisível, guardando séculos de vozes sussurradas em papel. Cada livro é uma raiz de folhas, mas também uma janela, aberta para horizontes que o olhar ainda não alcançou.

Aqui, a palavra não é apenas lida: é sentida no cheiro das páginas antigas, perfume da memória que atravessa gerações. Os passos ecoam suaves no soalho, como se cada visitante fosse também parte da história. É o lugar onde o estudante encontra respostas, o idoso reencontra lembranças e o curioso descobre mundos que nunca pisou.

Não há pressa dentro destas portas. As horas curvam-se como arcos de pedra, lembrando-nos que o saber floresce na paciência. A biblioteca é refúgio contra o ruído do mundo, espaço de continuidade, onde o humano se reconhece como fragmento de um tempo vasto e herdeiro de um saber que não lhe pertence só a ele.

Em Braga, quem por ela passa, leva consigo não apenas palavras, mas o murmúrio de todas as que ainda esperam ser lidas.

 

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Nessa fase da vida é bom fazer anos, é bom voltar o tempo atrás Voltar a ser criança, voltar a ter mimos da família, amigos e amigas. Por vezes, os dias passam, o tempo é escasso para tantas coisas E nós compreendemos, recordar anos é difícil Olhando para o telemóvel, eu pensava: Eu sei, é domingo, dia da família. Faltou tanta gente… Mas ao chegar nesta nova tecnologia, Ver tanta gente… Ver tantos mimos, Encheu-me o coração de alegria. Ser lembrada no dia dos anos, é um sentimento agradável, Mesmo que seja apenas uma palavra, um sorriso, um beijo… Espero estar muitos e muitos anos, na vossa companhia Com saúde, com alegria, com um o meu eterno sorriso E com o jardim recheados de amigos e amigas De longa data ou de pouca data, fazem parte de mim Obrigada a todos e todas pelo vosso imenso carinho… E beijos....