Avançar para o conteúdo principal

Dia Internacional do Café

A origem da data é desconhecida, sendo celebrada em diversos países em diferentes datas, tendo-se estabelecido o dia 14 de abril para a celebração mundial. A data ficou enraizada no mundo ao longo dos anos, contudo, em 2015, a Organização Internacional do Café e os seus 74 Estados membros e 26 associações cafeteiras decidiram celebrar o primeiro Dia Internacional do Café oficial a 1 de outubro de 2015.

O café

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo e a segunda matéria prima mais comercializada em todo o mundo, a seguir ao petróleo.
Em Portugal, o café é conhecido por bica ou cimbalino, de acordo com a região onde pedimos o café.
Se estivermos em Lisboa, o termo tradicional para o expresso é bica, um acrónimo que significa "Beber Isto Com Açúcar". Quando começou a ser comercializado em Lisboa, no café "A Brasileira", o café não agradou aos lisboetas e, por isso, foi criado o slogan, para que as pessoas adicionassem o açúcar ao café. Já no Porto deve pedir um cimbalino, como referência a La Cimbali, a popular marca de máquinas de café.
Os portugueses são dos europeus que consomem menos café. Em média, um português consome 4 quilos de café por ano, o que equivale a 2,2 chávenas por dia.

Benefícios para a saúde

Consumido moderadamente, o café tem uma ação antioxidante, atuando no combate aos radicais livres e diminuindo os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro. O excesso de café pode causar irritabilidade, ansiedade, inquietação, insónia, dores de cabeça, náuseas e problemas gastro-intestinais, devido à sua acidez.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...