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Lol! Palavras caras... logo ao amanhacer...

Bom dia, rabanete acrobata
Bom dia, lagartixa sindical
Bom dia, ginja
Bom dia, vuvu
Bom dia, anchova
Bom dia, lontra anarquista
Bom dia, búzio marciano
BD, tartaruga Tarouca
Bom dia, Azeitona religiosa
Bom dia, Costeleta socialista
Bom dia, Gambozinos
Bom dia, Picapau barulhento
Bom dia, Patinha
Bom dia, Muleta Negra
Bom dia, Ave rara lunática
Bom dia, avatar
Bom dia, bolacha com doce de abóbora
Simplesmente Bom dia!
Bom dia, tio patinhas da Patagónia
Bom dia, romã
Bom dia, papaia
Bom dia, delicia de Antão
Bom dia, petit prince.
Bom dia, bebinca
Bom dia, guloso
Bom dia, peruca
Bom dia, monstro de tesouras
Bom dia, uva branca
Bom dia, truta
Bom dia, foquete explosivo
Bom dia, alegria do mar azul-marinho do estio que aquece o corpo e a alma em uníssona melodia que ecoa nos quatro cantos do mundo num hino de gloria ao sol que nasce para dar vida infinita! Xika!
Ui. Estavas inspirado. Adorei. Bj
Bom dia, cogumelo filosófico
Bom dia, psicopata núdico
Bom dia, fava lusa
Bom dia, alegria destes dias
Bom dia, verão de s. Carlos
Bom dia, minhoca farfalhuda
Bom dia, grelo gótico
ui! um pitéu!
Como eu sou saboroso!
Bom dia, leitãozinho assado
Bom dia, bambu du juju!
Bom dia, saudades
Bom dia, ternurinha 12
Bom dia, mosca XX!
Bom dia, borboleta colorida
Bom dia, rabanada democrática

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A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...