Avançar para o conteúdo principal

Ano Bissexto

"O ano bissexto existe para corrigir a diferença entre o calendário convencional Gregoriano de 365 dias e o tempo que a Terra demora a dar a volta ao Sol: 365 dias e 6 horas. De quatro em quatro anos, as seis horas extra de cada ano compõem um dia que é adicionado ao final de Fevereiro. Por isso, nos anos bissextos Fevereiro tem 29 dias em vez dos habituais 28. Já no tempo da civilização Maia, que viveu há 3000 anos e tinha conhecimentos profundos de astronomia, havia um calendário composto por 13 luas de 28 dias e um dia extra chamado “dia fora do tempo”.

É natural que haja superstições e factos curiosos associados ao dia 29 de Fevereiro e ao ano. Há quem acredite que é um ano de sorte e que tudo que iniciarmos no dia 29 de Fevereiro terá bons resultados. Por outro lado, os Gregos acreditam que casar num ano bissexto dá azar.

A tradição mais forte ligada a este acontecimento vem da Irlanda, onde no séc. V Sta. Brígida se queixou a S. Patrício de que as mulheres tinham que esperar demasiado tempo para os homens as pedirem em casamento. Para remediar a situação, S. Patrício resolveu que no dia 29 de Fevereiro os costumes seriam invertidos, sendo as mulheres a pedir os homens em casamento."

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Contos ao cair da noite, inspirados no ritual de ...Cura

Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...