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Alqueva

A Barragem de Alqueva é a maior barragem portuguesa e da Europa Ocidental, situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da aldeia de Alqueva. A construção desta barragem permitiu a criação do maior reservatório artificial de água da Europa.

Possui uma altura de 96 m acima da fundação e um comprimento de coroamento de 458 m. A capacidade instalada de produção de energia eléctrica é de 260 MW. A albufeira atinge, à cota máxima, os 250 km², sendo o maior lago artificial da Europa.

Foi construída com o objectivo de regadio para toda a zona do Alentejo e produção de energia eléctrica, para além de outras actividades complementares. Diversas infraestruturas do sistema global encontram-se já construídas (barragem de Pedrógão, infraestrutura 12, Aldeia da Luz) e muitas outras em fase avançada de projecto.

Neste momento está em construção o reforço de potência da Barragem do Alqueva, sendo esta nova central constituída por dois grupos geradores reversíveis, com 130MW de potência cada um. Assim, a potência instalada da Barragem duplicará. A nova central estará funcional em Julho de 2012.

Hoje, Alqueva está a tornar-se num dos destinos turisticos de excelência onde os fins de semana relaxantes ocupam lugar de destaque. A tranquilidade, aliada às inúmeras actividades e divulgação dos costumes tradicionais e artesanto local estão a tornar o Alqueva um lugar de eleição.


Lenda da Freguesia de Vera Cruz
A aldeia de Vera Cruz deve o seu nome à relíquia do Santo Lenho que se encontra religiosamente guardada na igreja da freguesia. Acredita-se que este tesouro é parte da cruz onde Cristo foi crucificado, tendo aqui chegado pelas mãos dos cruzados que combateram no norte de África.
Segue-se a versão da lenda recontada pelas crianças do Jardim de Infância de Vera Cruz.

Era uma vez…
Um senhor chamado D. Afonso Pires de Farinha, que foi combater para a Terra Santa (também chamada Palestina).

Da Terra Santa, os cruzados trouxeram um bocado da cruz de Cristo (onde Jesus foi crucificado), para levarem para a Sé de Évora.

O bocado da cruz, chamado Santo Lenho, vinha dentro de uma caixa de prata que estava guardada numa caixa de madeira. Quem transportava a caixa era uma mula.

Quando chegaram a Vera Cruz, a mula parou e teimosa não quis andar mais, mesmo sendo picada por um pau.

Então, zangado o arreeiro que picava a mula, espetou a vara no chão. E do chão, nasceu um formoso pinheiro (onde mais tarde foi construída a Capela do Pinheiro).

Quando descarregaram a caixa onde estava o Santo Lenho, brotou da terra um canal de água que ainda hoje se conserva e aí foi construída a Fonte-Santa.

Entenderam então,D. Afonso Pires de Farinha e os que o acompanhavam, ser este um sinal do céu para que o Santo Lenho ficasse em Vera Cruz.

O Santo Lenho foi guardado na Igreja, a sete chaves, onde ainda hoje se encontra, sendo visitado por muitas pessoas que acreditam no seu poder milagroso.

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