Avançar para o conteúdo principal

Porque me olhas assim...

Porque que me olhas assim
Porque que me deixas com ciúmes e ao mesmo tempo serena.
Porque que apenas com um toque
Me deixas eriçada e ao mesmo tempo calorosa.

Porque que quando não estou perto de ti, procuro por ti sem cessar
Penso em ti, sem querer, durmo e acordo a pensar em ti
Por mais que queira esquecer de ti, não consigo
Estás preso nas teias no meu coração…

Sinto a frustração de não te ter, sinto a decepção de ter quase nada
Sinto a tristeza de te perder antes de te ter
Porque que me deixas desassossegada
Porque que os sentimentos são tão contraditórios, porque que o tempo não passa…

Quando estou perto de ti,
Quando me olhas nos olhos e desvias o olhar,
Finges que não estou nem ai
Sinto-me magoada, sinto uma pontada no peito

Quando estou perto de ti,
Quando me olhas nos olhos, na fraca luz do teu brilho
Sinto a tristeza que vai no teu coração
Tenho a vontade enorme de te enrolar nos meus braços

Quando estou perto de ti,
Quando me olhas nos olhos, demoradamente em câmara lenta
Vejo um brilho forte e vibrante
Capaz de por o meu coração aos pulos e quando vem com um sorriso…

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Contos ao cair da noite, inspirados no ritual de ...Cura

Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...