Avançar para o conteúdo principal

Pico entre as 5 melhores ilhas secretas do mundo

Pico entre as 5 melhores ilhas secretas do mundo

ilha do Pico, nos Açores, está entre as cinco melhores ilhas secretas do mundo, classificação atribuída esta sexta-feira, pela BBC. O património classificado pela UNESCO e a paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico (cultivada em chão de lava) são algumas das características que, segundo a BBC, tornam a ilha especial.
Christine Ciarmelloo, jornalista da BBC, sublinha que a ilha "permanece virtualmente desconhecida" e enaltece a beleza da ilha, que fez parte de uma das expedições de Colombo, destacando a paisagem predominante assente em chão de lava.
A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, uma área com 987 hectares, foi classificada património da UNESCO em 2004. A zona inclui uma paisagem de muros lineares paralelos e perpendiculares à linha de costa rochosa, onde as vinhas são cultivadas em chão de lava negra.
A BBC destaca ainda um dos locais da ilha que permaneceu inalterado com a passagem dos tempos, a Baía do Pocinho, uma zona balnear, no lugar do Monte, do concelho da Madalena do Pico.
As melhores ilhas secretas do mundo classificadas pela BBC são sempre cinco, sendo o critério de classificação a manutenção do estado natural destes territórios. Além do Pico, este ano a BBC enumera ainda as seguintes ilhas: Scrub (nas ilhas virgens britânicas), Con Dao (Vietnam), Sandön (Suécia) e Gili Trawangan (Indonésia).

in 
Boas Notícias http://www.boasnoticias.pt/noticias_Pico-entre-as-5-melhores-ilhas-secretas-do-mundo_6896.html

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...