Avançar para o conteúdo principal

Operação Nariz Vermelho

Receber a visita particular de um Doutor Palhaço é uma experiência fantástica e muito especial para uma criança. Quando um palhaço entra num hospital é um evento tão inesperado que transporta as pessoas automaticamente para o momento presente. É esta a nossa maior dádiva, porque nesse espaço mágico tudo é possível.

Entretanto é importante lembrarmos que um hospital não é um circo…e para poder estar perto da criança hospitalizada o artista terá que adaptar as regras do seu jogo e agir em perfeita consonância com o trabalho dos profissionais de saúde, o ambiente e o público para o qual se dirige. Assim, o Doutor Palhaço surge como uma nova profissão, uma especialização do trabalho do palhaço. Um profissional que não é nem um terapeuta nem um palhaço comum. Uma arte que exige uma profunda capacidade de perceber o outro o seu ambiente e improvisar a partir disto. Não existe show, não existe o grande público. É uma conexão humana, um momento de cada vez, um paciente de cada vez, um coração de cada vez...

“Para ser um bom Doutor Palhaço não basta criar momentos de alegria, você tem que ser a alegria. É a alegria que vem do coração, é a alegria em movimento"
Patch Adams

As regras do jogo: Actuar de Improviso - A abordagem dos Doutores Palhaços - Visitas Regulares e Sistemáticas - A Desdramatização dos Procedimentos Hospitalares - Potenciar o Riso

Formação: Um Doutor Palhaço além de dominar as técnicas artísticas tem também formação específica sobre o espaço hospitalar e a criança.

Processo selectivo: As nossas selecções acontecem em média a cada dois anos e são divulgadas através do nosso site.

Código de ética: O bem estar das crianças com quem trabalhamos é a nossa prioridade.

Comentário: Adorei a reportagem ontem.
"A coisa mais bonita que podemos receber, é um sorriso de uma criança..."

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...