Avançar para o conteúdo principal

Afinal...O que vai ser de mim?

O futuro é sempre incerto... As coisas que menos espero poderão acontecer.
Mas temos sempre uma esperança que tudo corra bem, pelo melhor...
O presente... é viver. É saber colocar limites, é saber por os pontos nos is em alturas certas.
Agora, neste momento, neste local, neste estado de espírito incerto em que me encontro, sinto que turbilhão de coisas sem sentido...
Que não sou a pessoa que devia ser, que não devia estar onde estou, nem muito menos estar tão só como me sinto...
Preciso daquelas mãos, das mãos certas para me puxar para a luz, preciso das tuas mãos, meu principezinho angélical...
Procuro-te sem cessar, para te sentir ao meu lado. Como estás sempre, nos momentos mais dificeis da minha vida.
Mas tudo isto, todo este presente que se passa como a luz irradia o dia, pode ser encarado como o passado...
Por isso, se eu já estou no passado, como irá ser o meu futuro?
Terei eu ali aquelas tão desejadas mãos?
Aquelas amigas (os) que sentem sempre o que sentimos e todas as pessoas que nos desejam mal?
Sim, porque até essas nos ajudam a subir as escadas desta vida de sofrimentos e alegrias...
E o presente?? Afinal o que é o presente se o milesimo de segundo atrás já passou??
Ninguém sabe responder... Ninguém...
E neste momento só eu própria posso perceber o que sinto e só eu posso transmitir sentimentos positivos para mim!
Porque ninguém me pode ajudar, porque o meu coração está cheio de pensos e ligaduras,
porque só eu, EU PRÓPRIA posso dizer que quero uma coisa e concentrar-me nisso!
Ter isso como objectivo, meta para algum sentido da minha vida
Só isso me vai permitir atrair os bons acontecimentos!
E espero bem que venham depressa!!!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Inverno Que Regressou

  O frio chegou sem cerimónia, gelado e húmido, cortando a pele antes de ser sentido, trazendo o cheiro da terra revolvida e o toque metálico da chuva a bater nas telhas, devolvendo às manhãs uma luz cinzenta que não pede desculpa. Não anunciou visita. Entrou. Espalhou-se pelas ruas, infiltrou-se nas janelas mal vedadas, fez-se ouvir no ranger antigo das portadas. A chuva veio atrás dele, densa e persistente, com aquela autoridade que não se discute. E, de súbito, o país pareceu surpreendido por algo que sempre fez parte da sua história. Os velhos reconheceram-no de imediato. Encostados aos balcões dos cafés, mãos fechadas em torno das chávenas, disseram sem dramatismo: “Isto era o inverno da minha infância.” Não era saudade gratuita. Era memória concreta. Rios que cresciam sem pressa, valas abertas à enxada, a lâmina a cortar a região molhada, encostas deixadas em paz porque se sabia que a terra tem temperamento. O inverno era duro, mas conhecido, previsível na sua força. Hoje, ca...