Avançar para o conteúdo principal

O casal mais antigo do mundo


Casados há 86 anos, e ainda apaixonados, o casal norte-americano Herbert e Zelmyra Fisher - o casal mais antigo do mundo, dá conselhos aos mais jovens... no Twitter.

No Dia dos Namorados, no próximo dia 14 de Fevereiro, Herbert, de 104, e Zelmyra, de 102, vão ter a ajuda de uma neta para responderem às perguntas que lhe vão ser colocadas através do Twitter.

Segundo a Blinkbox, a empresa responsável pela promoção do evento, a ideia é que «revelem os segredos do sucesso de um casamento de 86 anos e deem conselhos para os casais mais jovens interessados em quebrar esse recorde», nem tanto, diríamos, mas pelo menos para se perceber como é possível viver feliz e quase para sempre.

O casal que mora na Carolina do Norte, nos EUA, adora descansar sobre o telheiro lá de casa, ver passar os comboios ou conversar com os vizinhos, uma vida prosaica, mas... cada um deles tem o seu quarto. Herbert gosta de ver jogos de baseibol na televisão até tarde.

Zelmyra e Herbet casaram a 13 de Maio de 1924 e estão a pouco mais de um ano de quebrar o recorde do casamento mais longo já registrado na história: a marca é de Philipose e Sosamma Thomas, da Índia, que ficaram casados por 86 anos e 128 dias.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Hora em Que a Casa Respira

 O  relógio da sala estava parado às três e dezassete. Não avariado: cansado. Amélia aprendera a medir os dias por ele, e agora imitava-o — ficava sentada, rendida, à espera de que nada acontecesse. A casa cheirava a linho fechado e a ossos fervidos. As paredes tinham a cor dos dentes que já não mordem. Sobre a mesa, três peças de porcelana: duas gastas, uma intacta, branca demais para aquela divisão, como um erro esquecido. Amélia entrou com o pé a arrastar. O soalho gemeu, reconhecendo-a. No espelho do corredor, ajustou o lenço sem se encarar. O reflexo demorou a obedecer. Quando surgiu, o lenço já estava torto — e o reflexo não se apressou a corrigir. Amélia não sorriu. Na cozinha, a chaleira começou a chiar cedo demais, um som curto, aflito. Desligou o gás e pousou a mão no metal quente. O ardor espalhou-se devagar, confundindo-se com o cheiro da sopa esquecida, ambos igualmente antigos, ambos familiares. Sentou-se. Os joelhos estalaram. A porcelana intacta vibro...