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A Senhora das Especiarias

Falaram-me neste livro de Chitra Banerjee Divakaruni ,Imigrante indiana nos Estados Unidos ,além de fornecer especiarias para o caril,ajuda também alguns clientes a alcançarem uma mercadoria mais preciosa.

A Senhora das Especiarias é um romance fascinante que revela os mistérios universais do coração humano. É uma mestra de especiarias...fala das origens do significado das cores e aromas.Segundo ela ,todas as especiarias tem a sua magia.

Adoro açafrão...utilizo muito esta magnífica especiaria.

Amarelo do Ano Novo, o verde das colheitas, o vermelho que dá sorte às noivas.

Comecei a ler o livro em Maio e ainda leio, com calma. Bocados tirado do livro:
Significa amarelo...cor de aurora e som das conchas do mar.Açafrão a especiaria auspiciosa ,que se põe na cabeça dos recem-nascidos para dar sorte ,que se esfrega na orla dos saris de casamento(das mulheres de origem indiana).

Adoro aromas da natureza...comprei também um perfume e sabonete ( Body Shop)com um fantástico aroma de jasmin.Cada especiaria tem um aroma especial ,as cores são magia...realmente uma paixão.

Peças de tecido tingido com cores muito antigas,
como o amarelo do Ano Novo,
o verde das colheitas,
o vermelho que dá sorte ás noivas.

Quando abrimos a lata que está à entrada da loja, sentimos logo o cheiro de aroma subtil, ligeiramente acre como a nossa pele e quase tão familiar. Se passarmos a mão pela superfície, o pó amarelo sedoso agarra-se-nos às partes carnudas e à ponta dos dedos.
Pó de uma asa de borboleta.
Aproximemo-lo da cara. Esfreguemo-lo na face, na testa e no queixo.
Mil anos antes do começo da história, as noivas e aquelas que anseiam por ficar noivas, fizeram o mesmo.
Tira as manchas e as rugas e anula os sinais de envelhecimento e a gordura. Alguns dias depois, a nossa pele recupera um brilho dourado e pálido.

…o momento apropriado,o momento em que o dia não pode separar-se da noite,
em que a realidade não se distingue do desejo.

A madeira de Sândalo mantém-lhe o brilho do olhar.

…dedos que parecem pétalas de rosa e que se afastam, desdenhosos, daquilo que há no pavimento: papéis, cascas podres, excrementos de animais, preservativos usados e atirados das janelas traseiras dos carros…

Tulsi, basilisco, que é a planta da humildade, que refreia o ego.

Pimenta-preta em grão para ferveres inteira e beberes. Solta-te a garganta, para que aprendas a dizer “Não”, essa palavra tão difícil para as mulheres indianas.

Amla para dar resistência, para ajudar a suportar a dor do que não podemos alterar, a dor que aumenta devagarinho e cresce como uma nuvem de monção, que se a deixares, ofusca o Sol.

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