Avançar para o conteúdo principal

As Outras Índias

Curso de introdução à cultura e sociedade da Índia contemporânea

Coordenação: Constantino H. Xavier
Museu do Oriente
Datas: 6 sessões de Janeiro 2008 a Junho 2009 (sessões mensais de 3 horas)
(31 Janeiro, 28 Fevereiro, 21 Março, 18 Abril, 23 Maio e 20 Junho)
Horários: Sábados das 10h00 às 13h00
Local: Piso 4
Público-alvo: Adultos
Preço: € 120 ,00
Nº participantes: mínimo de 25

Actividade sujeita a inscrição prévia e a número mínimo de participantes

Com quase um sexto da população mundial, berço das grandes religiões asiáticas, e uma diversidade cultural ímpar, a Índia sempre suscitou uma imensa curiosidade no Ocidente. Mas em contraste a esta imensa, exótica e histórica Índia espiritual assiste-se agora à emergência paralela de uma nova Índia – moderna, materialista, confiante e competitiva. Este curso introduz os participantes não só a estas duas, mas também, a várias outras Índias contemporâneas que só raramente são abordadas de forma aprofundada em Portugal. Com recurso a uma selecção de leituras e à projecção de materiais audiovisuais, bem como à experiência pessoal de oradores convidados, as seis sessões mensais abordam doze dimensões (duas por sessão) essenciais para compreender as novas tendências sociais, culturais, económicas e políticas que movimentam a Índia de hoje em direcção ao futuro.

Coordenador: Constantino H. Xavier é docente no Departamento de Estudos Políticos da Universidade Nova de Lisboa e investigador do Instituto Português de Relações Internacionais – IPRI-UNL

Inscrições e mais informações em www.museudooriente.pt ou pelo e-mail dci@foriente.pt
http://www.museudooriente.pt/535/as-outras-indias-.htm

Produção de Eventos Culturais
Direcção de Cultura e Relações Internacionais
Av de Brasília Doca de Alcântara Norte
1350-352 LISBOA
Tel.(351) 213585200 Fax:(351) 213527042
www.museudooriente.pt

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Inverno Que Regressou

  O frio chegou sem cerimónia, gelado e húmido, cortando a pele antes de ser sentido, trazendo o cheiro da terra revolvida e o toque metálico da chuva a bater nas telhas, devolvendo às manhãs uma luz cinzenta que não pede desculpa. Não anunciou visita. Entrou. Espalhou-se pelas ruas, infiltrou-se nas janelas mal vedadas, fez-se ouvir no ranger antigo das portadas. A chuva veio atrás dele, densa e persistente, com aquela autoridade que não se discute. E, de súbito, o país pareceu surpreendido por algo que sempre fez parte da sua história. Os velhos reconheceram-no de imediato. Encostados aos balcões dos cafés, mãos fechadas em torno das chávenas, disseram sem dramatismo: “Isto era o inverno da minha infância.” Não era saudade gratuita. Era memória concreta. Rios que cresciam sem pressa, valas abertas à enxada, a lâmina a cortar a região molhada, encostas deixadas em paz porque se sabia que a terra tem temperamento. O inverno era duro, mas conhecido, previsível na sua força. Hoje, ca...