Avançar para o conteúdo principal

Araça

O araçá (Psidium cattleyanum Sabine) é um arbustro pertecente à família das mirtáceas, que são encontradas em estado silvestre, no Brasil, desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, bem como na região nordeste do Uruguai. É uma espécie nativa que ocorre em grande proporção
Seu porte pode variar, sendo arbustivo ou arbóreo, com caule tortuoso e de casca lisa, folhas persistentes e coriáceas.
Os frutos são do tipo baga, com casca de coloração amarela, vermelha ou roxa, com polpa de cor esbranquiçada e com muitas sementes. A polpa do fruto tem o seu sabor lembrando um pouco o da goiaba, embora seja um pouco mais ácido e de perfume mais acentuado. É uma fruta pequena, arredondada, com sementes, cuja polpa varia de cor segundo a espécie, predominando o alaranjado e o amarelo-claro.

Tal espécie possui alta potencialidade de utilização comercial, em face de apresentar alto teor de vitamina C de seus frutos, óptima aceitação para consumo in natura ou industrialização na forma de doces em pasta, geleias ou cristalizados, e baixa suscetibilidade a pragas e doenças, sendo usado também no preparo de sorvetes e refrescos e também de um doce muito parecido com a goiabada.

O araçazeiro apresenta grande potencial para exploração econômica, em virtude das características dos seus frutos, da boa aceitação para consumo e pelo teor de vitamina C, proporcionalmente quatro vezes maior que os frutos cítricos. A produção de mudas de araçazeiro é comumente realizada por meio de sementes, sendo preferida por sua facilidade de germinação. Existem vários tipos de araçá, sendo os mais comuns o araçá-vermelho, o araçá-de-cora, o araçá-de-praia, o araçá-do-campo, o araçá-do-mato, o araçá-pêra, o araçá-rosa e o araçá-piranga.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Inverno Que Regressou

  O frio chegou sem cerimónia, gelado e húmido, cortando a pele antes de ser sentido, trazendo o cheiro da terra revolvida e o toque metálico da chuva a bater nas telhas, devolvendo às manhãs uma luz cinzenta que não pede desculpa. Não anunciou visita. Entrou. Espalhou-se pelas ruas, infiltrou-se nas janelas mal vedadas, fez-se ouvir no ranger antigo das portadas. A chuva veio atrás dele, densa e persistente, com aquela autoridade que não se discute. E, de súbito, o país pareceu surpreendido por algo que sempre fez parte da sua história. Os velhos reconheceram-no de imediato. Encostados aos balcões dos cafés, mãos fechadas em torno das chávenas, disseram sem dramatismo: “Isto era o inverno da minha infância.” Não era saudade gratuita. Era memória concreta. Rios que cresciam sem pressa, valas abertas à enxada, a lâmina a cortar a região molhada, encostas deixadas em paz porque se sabia que a terra tem temperamento. O inverno era duro, mas conhecido, previsível na sua força. Hoje, ca...