Avançar para o conteúdo principal

O essencial é invisivel aos nossos olhos


Na fase de adolescência, mil aventuras e desaventuras..dai, os sonhos para a vida.
O tempo passa e nós crescemos, alguns sonhos permanecem, outros deixaram de existir.
Vemos coisas diferentes, aprendemos com a dor e por vezes com o sofrimento e também com a loucura.
Fase de amadurecimento, fases em que aprendemos, por vezes coisas muito duras,
Mas sabemos que estamos aqui para aprender, evoluir como ser humano.
Agora os sonhos, tantas vezes mudadas, tantas vezes deram uma volta completa.
Quem um dia, sonhou casar de branco, véu e grinalda, na igreja, com o pai ao nosso lado até ao altar,
esse passou a ser o sonho da proxima encarnação.
Não digo que não case, mas não vai ser o mesmo sonho...
Quem um dia, sonhou ter montes de filhos e filhas,
esse sonho passou a ser de poucos filhos, talvez filhos adoptados, crianças que precisam do nosso amor..
Quem um dia, sonhou viver a vida sempre com um sorriso nos lábios,
Esse sorriso, passou a ser conforme os dias, conforme as pessoas, que puxam pelo o nosso sorriso...
Quem um dia, pensou que as responsabilidades são para os outros,
engana-se, um dia teremos que os assumir, por vezes, não somos nós,
mas as situações que por vezes, nos obriga a assumir essas responsabilidades..
Quem um dia, pensou em ser eternamente criança,
acontece sempre qualquer coisa que nos amadurece, que nos obriga a crescer rapidamente.
Por vezes, olhamos para trás, e queremos ter aquela inocência que um dia tivemos.
Sorrir sem medos, escolher sem olhar para trás, sonhar sem receios..
Aliás se mentalizarmos que temos uma criança dentro de nós, seremos eternamente uma criança...
Basta termos mente e coração aberto...
(Autoria: LMCF)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Inverno Que Regressou

  O frio chegou sem cerimónia, gelado e húmido, cortando a pele antes de ser sentido, trazendo o cheiro da terra revolvida e o toque metálico da chuva a bater nas telhas, devolvendo às manhãs uma luz cinzenta que não pede desculpa. Não anunciou visita. Entrou. Espalhou-se pelas ruas, infiltrou-se nas janelas mal vedadas, fez-se ouvir no ranger antigo das portadas. A chuva veio atrás dele, densa e persistente, com aquela autoridade que não se discute. E, de súbito, o país pareceu surpreendido por algo que sempre fez parte da sua história. Os velhos reconheceram-no de imediato. Encostados aos balcões dos cafés, mãos fechadas em torno das chávenas, disseram sem dramatismo: “Isto era o inverno da minha infância.” Não era saudade gratuita. Era memória concreta. Rios que cresciam sem pressa, valas abertas à enxada, a lâmina a cortar a região molhada, encostas deixadas em paz porque se sabia que a terra tem temperamento. O inverno era duro, mas conhecido, previsível na sua força. Hoje, ca...