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Battlestar Galactica

Na época em que se discutia o livro Eram os Deuses Astronautas?, com o surgimento da explosiva saga Star Wars, a rede de TV americana ABC lançava a série de ficção científica Battlestar Galactica[1] (que no Brasil, foi chamado na época de: Galactica, Astronave de Combate), em 1978. Ela faz alusão às velhas civilizações dos egípcios, dos maias, dos incas, dos toltecas e outras tantas, que poderiam ter sido descendentes de seres espaciais. O enredo do seriado sugere que esses seres humanos "que até hoje lutam pela sobrevivência em algum lugar do espaço" seriam os antepassados dessas antigas civilizações. Com bastante sucesso, a série aportou no Brasil em 1980 na TV Globo e depois ela seria reprisada pela TV Record em 1983 e a sua última exibição na TV aberta foi no começo da década de 90 na extinta Rede Manchete na sessão de series enlatadas de ficção científica intitulada " Sessão Espacial " ela foi exibido junto com outras duas series Buck Rogers no Seculo 25 e Jornada nas Estrelas. Ainda é exibida no Brasil pelo Canal TCM.
Criada por Glen A. Larson, que escreveu, entre outros seriados, O Homem de Seis Milhões de DólaresA SupermáquinaBuck Rogers in the 25th CenturyMagnumTrovão AzulManimal etc., o filme foi uma reação da televisão americana à revolução dos efeitos especiais alçados às estrelas pelo cinema.
Com uma pomposa trilha sonora de autoria de Stu Philips, baseada em brilhantes e dramáticos acordes de metais e cordas, Battlestar Galactica conta a saga das treze tribos humanas chamadas de Colônias, cujos habitantes humanos eram conhecidos como "coloniais", uma possível referência às treze colônias norte-americanas ou às tribos de Israel.
Essas tribos habitavam o planeta onde a raça humana se originou, chamado Kobol, mas foram obrigadas a deixá-lo por causa de um desastre natural. Enquanto doze delas colonizaram uma série de planetas distantes (As Doze Colônias do Homem), um para cada tribo, a mítica décima terceira tribo seguiu um caminho diferente e, segundo lendas, colonizou um planeta distante que eles chamaram de Terra
O seriado não deixa muito claro, como a Terra foi colonizada, e se existiria uma Battlestar (Astronave de Combate) para a 13ª colônia.
Battlestar Galctica teve apenas uma temporada e um total de vinte e quatro episódios com pouco mais de quarenta minutos cada um.
Galactica começa, com a tentativa das doze colônias de darem fim a uma guerra de mais de mil anos entre os humanos e o Império Cylon. Os Cylons (que na versão original, no Brasil, eram chamados de cilônios) são andróides ciclopes remanescentes de uma antiga civilização de répteis, a qual foi extinta, sendo substituída por suas criações cibernéticas no comando do Império Cylon. Eles são apresentados como uma raça malévola, que deseja conquistar todo o Universo e encontra resistência da raça humana, passando a travar com ela uma guerra aparentemente sem fim.
Curiosamente o líder cylon, que só é chamado pelo nome de Líder Imperioso, é uma figura reptiliana. Apresenta-se uma ambiguidade aí, onde se especula que os cylons sejam répteis biônicos. O Líder Imperioso (chefe supremo dos cylon na primeira série) aparece com olho reptiliano, sendo mostrado quase sempre de costas.
Quem gosta de História Militar irá notar a semelhança entre as artimanhas do Comandande da Galactica (Comandante Adama) para enganar os cylons e as adotadas pelo Almirante Isoroku Yamamoto nos preparativos de ataque a Pearl Harbor (1941). Há também o fato de caças cylon voarem sempre em três, um chefe e dois alas, assim como os caças Zerojaponeses nos primeiros anos da Guerra do Pacífico, enquanto os caças norte-americanos voavam sempre em dupla, um principal e um ala.
Galactica é um gigantesco porta-aviões encouraçado. A Galactica é uma máquina de guerra muito maior que a Enterprise de Star Trek, trazendo um conceito novo de nave de combate. O maior atrativo, segundo os fãs, era seu poderoso motor que sempre rugia alto enquanto a música de Stu Philips tocava no estilo "space opera", deixando o telespectador boquiaberto. Especula-se[2] que seu comprimento seja de cerca de 1200m. Para se ter uma idéia do que isso significa, modernos porta-aviões movidos a propulsão nuclear medem cerca de 350m de comprimento (da classe Nimitz da US Navy mede impressionantes 333m (317m de linha d´agua)- com mais de 100.000 toneladas, mais de 5 mil tripulantes e mais de 90 aviões de combate).

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