Avançar para o conteúdo principal

Ser Amália


Foi (e ainda é) a diva do fado. Fez da música a sua estranha forma de vida e mesmo quem diz não gostar do género musical, admite que se arrepia só de ouvi-la. Começou a cantar na rua e acabou por se estrear no Olympia, em Paris. Anos antes, notabilizou-se por ter sido a primeira artista portuguesa a cantar na televisão norte-americana no programa "Eddie Fisher Show". Apolítica, conviveu de braços dados tanto com o regime salazarista, como com os seus opositores, prestando, sempre que possível, ajuda a exilados políticos. Cantou poemas de ilustres autores (Luís de Camões, Pedro Homem de Mello, David Mourão Ferreira, José Régio, Manuel Alegre) e recriou o fado que, até ao início do século, era um género marginalizado de harmonia pobre. O seu nome é conhecido nos cinco continentes e vai ser a primeira mulher a permanecer no Panteão Nacional. Silêncio! Que se vai contar o fado... de Amália Rodrigues..

http://dossiers.publico.pt/dossier.asp?idCanal=560

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Contos ao cair da noite, inspirados no ritual de ...Cura

Helena estava doente há quase um ano quando o médico lhe disse que existia uma cura. Não fez perguntas. Agarrou-lhe as mãos por cima da secretária e chorou em silêncio. O tratamento começou nessa mesma semana. As dores desapareceram primeiro. Depois vieram as noites tranquilas, o apetite, a cor no rosto. Ao fim de um mês, Helena já conseguia subir as escadas sem parar a meio. — Está a resultar — disse o médico. Ela sorriu. Nessa noite, dormiu profundamente pela primeira vez em muitos meses. Acordou pouco depois das três da manhã. Alguém estava sentado aos pés da cama. Ficou imóvel. A figura não se mexia. Helena acendeu o candeeiro. Não havia ninguém. Na manhã seguinte encontrou uma mancha escura sobre o lençol, exatamente onde julgara ver a silhueta. Convenceu-se de que tinha sonhado. Até começar a ouvir a voz. Primeiro no corredor. Depois na cozinha. Depois atrás da porta do quarto. Sempre durante a madrugada. Sempre a chamar por ela. — Helena... Quando perguntou ao...