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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Boas saidas e Boas entradas

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...”


Hoje preparamo-nos para comemorar o fim de mais um e a chegada de um novo ano.
Olhamos para trás, podemos perceber todos os nossos erros, acertos, dúvidas e problemas enfrentados. Olhar para os sonhos que tínhamos e que o destino encarregou de melhora-los ou muda-los para melhor.

Podemos olhar as nossas vidas sobre uma óptica totalmente diferente da que tínhamos no dia 31 de Dezembro de 1999. Um dia memorável devido ao Bug 2000, a mudança do século, a mudança de 4 dígitos.

O ser humano é o único animal do planeta que tem a consciência de seu lugar no mundo e de sua própria mortalidade. Mesmo sabendo disso, acabamos por convencer de que somos imortais e partimos rumo aos desafios que a vida nos apresenta.

Nos dedicamos, nos doamos, nos atiramos às oportunidades e aos perigos como se fôssemos deuses caídos que esperam apenas recuperar a sua divindade para ascender ao paraíso mais uma vez.

E, esse sentimento, é que nos dá a capacidade de olhar para as estrelas e ousar. Partir para o desconhecido e conquistar novos desafios. Unir inimigos e fazer do mundo a nossa volta um lugar melhor para todos. Continuarmos nossa caminhada rumo ao desconhecido e ao além.

Queremos sempre mais e melhor, seja para nós, seja para os nossos familiares, seja para os (as) nossos (as) amigos (as)...

Que o ano 2010, seja o ano de alegrias, de famílias, de amizades, de saúde.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Gengibre

O gengibre (Zingiber officinale) é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae, originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo. Outro nome conhecido no norte do Brasil, principalmente pelos indígenas é Mangarataia ou mangaratiá.

É conhecido na Europa desde tempos muito remotos, para onde foi levado por meio das Cruzadas. Em Portugal existe registo da sua presença desde o reinado de D. João III (1521-1557).

No Brasil, o gengibre chegou menos de um século após o descobrimento. Naturalistas que visitavam o país (colônia, naquela época) achavam que se tratava de uma planta nativa, pois era comum encontrá-la em estado silvestre. Hoje, o gengibre é cultivado principalmente na faixa litorânea do Espírito Santo,Santa Catarina,Paraná e no sul de São Paulo, em razão das condições de clima e de solo mais adequadas. Trata-se de uma planta perene da Família das Zingiberáceas, que pode atingir mais de 1 m de altura. As folhas verde-escuras nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo (rizoma). As flores são tubulares, amarelo-claro e surgem em espigas eretas.

[editar] Usos medicinais

Rizomas de gengibre.Como planta medicinal o gengibre é uma das mais antigas e populares do mundo. Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.

Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, resfriado e até ressaca. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal, cólicas menstruais e um tipo de câncer. [citação?]

Desde a Antigüidade, o gengibre é utilizado na fabricação de xaropes para combater a dor de garganta. Sua ação anti-séptica pode ser a responsável pela fama, tanto que muitos locutores e cantores revelam que entre os seus segredos para cuidar bem da voz está o hábito de mastigar lentamente um pedacinho de gengibre. No entanto, esse hábito (mascar gengibre e em seguida cantar ou falar, enfim, fazer uso da voz) é contra-indicado visto que o gengibre possui também propriedades anestésicas e esta "anestesia tópica" diminui o controle da emissão vocal, favorecendo o aparecimento de abusos vocais.

Recentemente, o programa de TV americano Myth Busters (no Brasil conhecido como "Os Caçadores de Mito") comprovou sua eficácia como uma solução natural para enjôos e tonturas. No programa, dois voluntários foram submetidos a girar vendados em uma cadeira desenvolvida pela NASA para testar astronautas. Ambos permaneceram durante cerca de 40 minutos sem sentir qualquer tipo de náusea. Este teste foi realizado nos mesmos voluntários diversas vezes utilizando outros medicamentos naturais. Por todas as vezes os voluntários permaneceram na cadeira uma média de 4 minutos antes de "vomitarem".

No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de "Gan Jiang" e apresenta as propriedades acre e quente. Sua ação mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarréia, vômitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. A medicina ayurvédica reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjôos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

[editar] Cultivo
Os rizomas da planta, as partes subterrâneas e comestíveis, são os responsáveis pela propagação vegetativa. A produção no Brasil é pequena e quase totalmente absorvida pelo mercado externo. Para o cultivo, o solo ideal deve ser argilo-arenoso, fértil e de boa drenagem. A cultura necessita de muita água, mas não suporta encharcamento. De acordo com os técnicos do Instituto Agronômico do Paraná, o plantio deve ser feito no início da estação das chuvas.

O gengibre prefere solos com pH entre 5,5 e 6,0 e a correção com calcário deve ser feita no mínimo três meses antes do plantio. Os sulcos de plantio precisam ter cerca de 15 centímetros de profundidade e a distância recomendada entre os rizomas é de 5 a 8 centímetros. Depois de plantados, os rizomas são cobertos com uma camada de 10 centímetros de terra.

Embora resistente, o gengibre necessita de alguns tratos culturais: a chamada "amontoa" (o rizoma cresce para cima, portanto, é preciso cobri-lo periodicamente com terra), a irrigação e o controle de pragas. O ciclo da planta varia de sete a dez meses. Os rizomas estão no ponto de colheira quando as folhas começam a amarelar.

O gengibre tem ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. Suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sangüínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massagear o abdome, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais.

O gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.

O gengibre fresco é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (com o gengibre espremido) para temperar frango e as conservas (beni shouga) feitas com os rizomas jovens são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

O seu caule subterrâneo é utilizado como especiaria desde a antiguidade, na culinária e na preparação de medicamentos.

Graças ao seu alto poder bactericida, tem-se comprovado que o consumo desta planta em estado crú por uns trinta dias (pode-se moer e acrescentar adoçante, mel, etc.) elimina de vez a bactéria Helicobacter pylori existente em casos de gastrite ou úlceras

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Curar constipação e voz de bagaço

Fui à internet em busca de sugestões para isto me passar depressa, porque os medicamentos demoram a fazer efeito, são caros e habituam mal o corpo.

Eis o que deu a minha busca:

1 -Vapores quentes com eucalipto e beber chá com mel.
Mas onde vou em arranjar o eucalipto?

2 - Um banho de 15 minutos a 37 graus com semente de feno e 15 a 20 gotas de óleo de eucalipto
Semente de feno? Óleo de Eucalipto? E isso existe?

3 - Dissolva uma colher de chá de sal marinho em água morna, deite um pouco na palma da mão e aspire-a pelas narinas
Cruzes. Eu já vos tinha dito que sou mariquinhas? Faz-me confusão. É isso e colocar gotas nos olhos. É uma fita...

4 - Latido de Cereja Selvagem; fluido 1/2 onça; Essência combinação 1 onça; Sincera Combinação Pínea branca 3 onças
??????!!!!!!!!

5 - Muita vitamina C
Lima não tem muita vitamina C? Então sai mais uma caipirinha...

6 - Ferva 300 gramas de leite e 60 gramas de mel com um pouco de sumo de cebola verde. Beba-o logo pela manhã de estômago vazio
Cruzes... Isto é para curar constipação ou para ir ao gregório?

7 - Borrifar com água a palha ou o feno
Como? Ah, desculpem, este era um blog sobre cavalos...

8 - Whiskey escocês novo, puro, com açúcar
Preferia com whiskey velho, mas...

9 - Compressa fria por cima do nariz com um banho quente dos pés.
Pelo menos parece fácil...

10 - Técnica dos 4 joelhos
Que técnica é esta? Deixa ver... Uma pessoa deitada de costas com as pernas dobradas, a outra pessoa de gatas, por cima do primeiro, apoiando os joelhos nos joelhos. Consta que as pessoas transpiram tanto que ou acaba em sexo ou na cura da constipação... Há sempre a hipótese, com o jeito que tenho, de acabar no hospital...

11 - Rezar: “Eu te benzo constipação
Em nome de Jesus e do Sr. São Simão.
Se trazes constipação do vento,
Te benzo pelo Santíssimo Sacramento.
Se a constipação é repentina,
Te benzo por Santa Catarina.
Se a constipação foi do frio,
Te benzo por São Pio.
Se a constipação foi do calor,
Te benzo em nome do Senhor.

12-Meu remédio santo:
Ao deitar espetar com 2 Ilvicos juntamente com leite QUENTE com mel e um pouco de whisky. Meter VIC no nariz e dormir ...

13-Léa disse...
Receita da minha avó portuguesa:
Pinga com café ou conhaque com café.
Ela diz que é tiro e queda...mata a gripe...rsrsrs
Como ela toma vinho como água (na infância dela em Portugal, seu café da manhã era vinho batido com ovo), acredito que seu organismo não se ressente com álcool....

14-vita disse...
charope de cenoura..é simples..cenoura cortadinha ás rodelas muito finas..junta-se açucar mascavado e deixa-se de um dia para o outro..ou seja amanhã já o podes beber..fica um liquido que é igual aos charopes tradicionais..

15-Deve beber muitos líquidos, pelo menos seis a oito copos por dia, com o fim de evitar uma desidratação e tornar o muco mais fluido.
Beba muita água e chá de limão com uma colher de chá de mel. O sumo de limão é rico em vitamina C e o mel ajuda a suavizar a garganta.
O chá de limão com o mel e ainda um “cheirinho” de whisky pode não estar comprovado cientificamente mas é reconfortante, acalma e ajuda a dormir.
Pode ainda beber chá de limão e cebola com mel. A cebola, assim como o alho, contêm bioflavonóides, substâncias conhecidas por fortalecer o sistema imunitário.

Bem, algumas são possiveis e resultam...

Psiquiatras recusam tratar homossexualidade


por Ana Bela Ferreira e Elisabete Silva

Médicos defendem que a homossexualidade não se altera por acção clínica. Parecer da Ordem dos Médicos, que é discutido hoje, fala, porém, em casos mutáveis.
Os psiquiatras consideram que a homossexualidade não é mutável por acção médica e recusam tratar quem lhes peça este tipo de ajuda. Uma posição diferente aquela defendida pelo parecer do Colégio de Especialidade de Psiquiatria, que hoje deverá ser aprovado (ver texto ao lado), e onde se refere que em alguns casos a orientação sexual pode ser mutável e, que os médicos não devem ignorar os pedidos de ajuda dos homossexuais.
"Se tenho à minha frente um homossexual exclusivo que não aceita esse facto e me pede para ser heterossexual digo que não há tratamento", defende Júlio Machado Vaz. Também o presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria, António Palha, não têm dúvidas que "a homossexualidade não se trata". Uma opinião reforçada por Caldas de Almeida, coordenador nacional para a Saúde Mental: "As pessoas homossexuais não deixam de o ser por causa de um tratamento com o psiquiatra".
Apesar de recusar a validade dos tratamentos, Pedro Varandas admite que  ainda"há determinadas terapias de orientação comportamental que já provaram ser eficazes em algumas pessoas que sofrem com a sua homossexualidade". Isto no caso dos indivíduos insistirem num tratamento.
Filipe Nunes Vicente também não acredita em terapias de reconversão, mas sabe "que há médicos que defendem o tratamento da homossexualidade". Contudo, este psicólogo confessa que não recusa tratar "uma pessoa homossexual que se apaixone por alguém do sexo oposto" e que lhe solicite ajuda.
Ideia reforçada por Daniel Sampaio. O psicólogo considera que "a orientação sexual não é imutável", mas realça que "o médico não deve tentar mudar, deve dis-cutir, deve ajudar essa pessoa".
Já a psiquiatra Graça Cardoso é peremptória: "Não se pode fazer nada. A homossexualidade não é uma escolha. Tratar um homossexual para que o deixe de ser é o mesmo que tratar alguém por ser alto ou baixo." Para esta médica é essencial ajudar a pessoa "a viver com essa situação", para tentar evitar depressão que, em casos extremos, pode levar ao suicídio.
Existem no entanto problemas de mudança de orientação que chegam aos psiquiatras por causa das dúvidas e ansiedade que criam. "Há casos de pessoas com a sua vida formalizada, casadas e com filhos e que não conseguem conter mais essa situação. São pessoas que percebem o que se passa mas não têm armas para sobreviver às tensões sociais", explica o psiquiatra Marcelo Feio.

As dificuldades em aceitar uma mudança na orientação sexual, acontecem "tanto em homens como em mulheres", adianta o médico do Hospital Santa Maria, em Lisboa.
Da mesma forma que há pessoas que "sempre se afirmaram como homossexuais e numa fase mais tardia da sua vida fazem uma viragem para a heterossexualidade", acrescenta Marcelo Feio.


Orientação

Parecer será hoje discutido na Ordem dos Médicos

O parecer do Colégio de Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos sobre a homossexualidade deverá ser aprovado hoje.
O bastonário Pedro Nunes garantiu ao DN que a discussão do parecer está na ordem de trabalhos para a reunião do Conselho Nacional Executivo, mas recusou comentar o seu conteúdo.
A polémica sobre o tratamento da homossexualidade surgiu, em Maio, quando vários profissionais da saúde mental, entre eles Daniel Sampaio e Júlio Machado Vaz, lançaram uma petição a exigir à Ordem uma tomada de posição sobre o tema. Isto na sequência de declarações feitas por alguns especialistas, entre eles o presidente do Colégio da especialidade da Ordem, João Marques Teixeira, sobre uma eventual cura da homossexualidade. Este perito veio depois explicar o que defende é que os "médicos respondam a pedidos dos clientes (uns doentes, outros clientes de uma acção psicológica ou psicoterapêutica) que têm necessidade de solicitar aos técnicos ajuda para os problemas". Essa é a principal ideia do parecer, que refere ainda que "podem existir orientações sexuais imutáveis, enquanto que outras não o serão". No documento é aconselhado ao "clínico estar sempre atento ao pedido do seu doente singular e preocupar-se em estabelecer um diagnóstico da situação (...) antes de propor qualquer tipo de intervenção ou abster-se dela".


Orientação

ILGA vai contestar posição dos peritos

A associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero [LGBT] reconhece ao DN intervir se o parecer do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos admitir que a homossexualidade pode ser tratada.
"É muito grave que assim seja, porque induz em erro e pode contribuir para agravar situações já difíceis de aceitação da homossexualidade", refere o dirigente da Ilga, Paulo Côrte-Real. O responsável espera ainda que os próprios médicos contestem esta posição da Ordem.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Cabo da Roca


O Cabo da Roca, com um altitude de 140 metros acima do nível do mar, faz parte da costa marítima portuguesa, localizando-se na freguesia de Colares, no concelho de Sintra e distrito de Lisboa.
As suas coordenadas geográficas são N 38º47', W 9º30', o que faz do cabo o ponto mais ocidental do continente europeu, ou, como escreveu Luís de Camões, o local “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, Canto III).
Um padrão em pedra com uma lápide assinalam esta particularidade geográfica a todos quanto visitam este local. A sua flora é diversa e, em muitos casos, tem espécies únicas, sendo objecto de vários estudos que se estendem, igualmente, à geomorfologia, entre outros.
Estando inserido numa zona de fáceis acessos e de grande afluência turística, são muitas as pessoas que o visitam.

Palácio Nacional de Mafra

Em 1711, mandou D. João V erguer o Palácio Nacional de Mafra, obra-prima do barroco português. Das suas 666 divisões, realce para a Biblioteca, única no país, para a Basílica e para os famosos Carrilhões
O Palácio Nacional de Mafra, um dos mais imponentes monumentos de Portugal, símbolo do reinado absolutista de D. João V, supreenderá o olhar do visitante pela projecção que alcança na paisagem.

A origem da sua construção está ligada ao cumprimento de um voto que o Rei teria feito, desconhecendo-se se para obter sucessão ou se para curar grave enfermidade.
Em 1711, decreta El-Rei D. João V que por justus motivos se erga na Vila de Mafra um convento a Nossa Senhora e St. António, a ser entregue à Ordem dos Frades Arrábidos. Escolhe D. João V o local (Alto da Vela), compram-se os terrenos e iniciam-se as obras. Desde o lançamento da primeira pedra, em 1717, à cerimónia de Sagração da Basílica, em 1730, o projecto, sob a direcção do arquitecto João Frederico Ludovice, sofreria inúmeras alterações, e de um convento para 13 frades passar-se-ia a um palácio-mosteiro para 300. Durante os 13 anos que duraram as obras, operários, mestres, médicos, frades, boticários e animais vieram de todo o País, alojando-se na "Ilha de Madeira" (ver caixa). Em 1730, a Real Obra de Mafra empregava tanta gente que se tornava difícil em qualquer outro lugar do Reino encontrar um carpinteiro ou um balde de cal.

À excepção da pedra lioz de Pero Pinheiro e Sintra, quase tudo foi importado. Itália, Brasil, Holanda, França e Antuérpia enviavam as encomendas de mármores, madeiras, esculturas, paramentos, baixelas, utensílios de culto, sinos e carrilhões, e tudo pago com o ouro do Brasil, rapidamente transformado nas pedras de Mafra.

A 22 de Outubro de 1730, embora as obras ainda estivessem atrasadas, decidiu El-Rei que se celebrasse a cerimónia de Sagração da Basílica, presidida pelo Cardeal Patriarca D. Tomás de Almeida, participando toda a Família Real, Corte e representantes de todas as Ordens. Calcula-se que tenham assistido mais de 20 mil pessoas, sem contar com os quarenta e cinco mil operários, numa festa que durou oito dias e onde se ouviu pela primeira vez o som dos Carrilhões

sábado, 26 de dezembro de 2009

Cabo Espichel com muito e muito vento...

O Cabo Espichel está localizado em Portugal, a ocidente da vila de Sesimbra. É delimitado a sul e oeste pelo oceano Atlântico e a norte pela estrada nacional 379 e Ribeira dos Caixeiros. Na sua extremidade, vislumbra-se, vertiginosa e abissal, a Baía dos Lagosteiros.
Conjunto histórico
• Conjunto do Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua - Igreja de Nossa Senhora do Cabo, Ermida da Memória, Casa dos Círios, Terreiro no Cabo Espichel, Cruzeiro, Casa da Água e Aqueduto no Cabo Espichel.
• Farol do Cabo Espichel

O Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel também conhecido por (Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua) situa-se em Cabo Espichel concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo, Distrito de Setúbal.

História
Há mais de 600 anos, em meados do século XIV, foi construída uma ermida para guardar uma imagem da Virgem, venerada há muito em cima do rochedo onde foi encontrado. À sua volta foram crescendo modestas casas para receber os peregrinos que aqui demandavam, dando mais tarde (1715) lugar à construção das hospedarias com sobrados e lojas, também conhecidas pelas casas dos círios.
À Sra. do Cabo afluem vários e numerosos grupos de círios (grandes grupos de peregrinos). Foi ao designado Círio Saloio (peregrinos das redondezas da capital) que coube o incentivo da construção do santuário, conforme se pode ler numa lápide junto à porta da igreja: "Casas de N. Sra. de Cabo feitas por conta do Sírio dos Saloios no ano de 1757 p. acomodação dos mordomos que vierem dar bodo".

Lenda
No século XIII, o local foi muito popular junto dos peregrinos, depois de um homem ter tido uma visão de uma grande luz que brilhava sobre o Cabo. Lá chegado, teria visto Nossa Senhora subindo no dorso de uma mula pela rocha acima.
As pegadas correspondem, na realidade, a vários trilhos fossilizados deixados por dinossauros do Jurássico.

Conjunto arquitectónico do Santuário
A Igreja de Nossa Senhora do Cabo do século XVII está de costas para o mar. O interior da igreja é decorado com pinturas barrocas, ex-votos e frescos.
De cada lado da igreja há uma fila de alojamentos para peregrinos, chamada de Casa dos Círios ou simplesmente hospedarias, que formam o Terreiro no Cabo Espichel, ao fundo pode-se avistar um cruzeiro, local onde começa verdadeiramente o Santuário.
Junto à igreja fica a Ermida da Memória, uma capela abobadada, com painéis de azulejos azuis e brancos no seu interior. No exterior encontram-se dois quadros de imagens em azulejo que estão muito degradados.
Junto às hospedarias ficam as ruínas da "Casa da Ópera", edificada em 1770. Era destinada a prover animação cultural, sobretudo teatro, para os romeiros e festeiros, tendo sido muito utilizada em espectáculos promovidos pela família real, que no santuário também se mantinha durante todo o período de romaria. No seu palco chegaram a actuar os maiores artistas e grupos teatrais da Europa, sobretudo italianos, tendo o edifício divisões de apoio que asseguravam a permanência destes grupos durante as festividades.
Fora do espaço propriamente dito do Santuário de Nossa Senhora do Cabo, mas ainda dentro do conjunto encontra-se a Casa da Água e o Aqueduto no Cabo Espichel, edificações muito importantes para o Santuário pois levavam até este água potável.

A Igreja de Nossa Senhora do Cabo situa-se no Cabo Espichel concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo, Distrito de Setúbal. Construída no século XVIII está de costas para o mar.
No interior da igreja salienta-se o tecto em pintura ilusionística de perspectiva pintado por Lourenço da Cunha, segundo encomenda de D. João V em 1740, o único que subsiste deste artista em todo o País.
Na capela-mor do templo - que inclui dez altares oferecidos pelos "círios" ou romarias de Lisboa, Almada, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Caparica, Azeitão, Arrentela/Amora e pelos "círios saloios" - guarda-se a velha imagem de Nossa Senhora do Cabo, cuja descoberta no promontório esteve na base de um culto popular que se estendeu a ambas as margens do Tejo, documentalmente registado desde 1366 numa carta régia de D. Pedro I.
Juntamente com os edifícios das Hospedarias destinadas aos romeiros, de uma Casa da Água e respectivo Aqueduto, de um Teatro de Ópera e da Ermida da Memória - edificada na arriba do promontório, no local onde teria sido achada a imagem - a Igreja de Nossa Senhora do Cabo insere-se no Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua.

A Ermida da Memória situa-se no Cabo Espichel concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo, Distrito de Setúbal, estando integrada no Santuário de Nossa Senhora da Pedra de Mua.
De planta quadrangular e paredes pouco elevadas, o templo é coroado por uma invulgar cúpula contracurvada, em forma de bolbo, terminada por um pináculo boleado (mas cuja bola terminal desapareceu nos anos 90 do século passado).
Rodeada por um pequeno miradouro com adro, de que se avista uma extraordinária panorâmica alargada, tem o interior revestido até meia altura por silhares de azulejos setecentistas azuis e brancos, dos inícios da segunda metade do séc. XVIII, representando a descoberta da imagem de Nossa Senhora do Cabo, a construção da própria Ermida, da Igreja e das Hospedarias e os "círios" ou romarias da época.
O templo, de origem medieval, foi construído precisamente no local onde, segundo reza a tradição, terá sido achada a imagem de Nossa Senhora.
A Casa dos Círios (ou simplesmente Hospedarias) situa-se no Cabo Espichel concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo, Distrito de Setúbal.
As Hospedarias são constituídas por duas alas de edifícios de rés-do-chão e primeiro andar, sobre arcadas de pedra, que ladeiam a Igreja de Nossa Senhora do Cabo e que com ela delimitam o terreiro do "arraial". Trata-se de construções típicas da arquitectura popular saloia, que assim contrastam com o carácter erudito da igreja barroca.
À igreja afluíam antigamente vários e numerosos grupos de círios (grandes grupos de peregrinos), cujo número se aproximou da meia centena. Foi ao designado "círio saloio", integrando romeiros das redondezas da capital, que coube o incentivo da construção do santuário e de algumas das hospedarias, conforme se pode ler numa lápide: "Casas de N. Sra. de Cabo feitas por conta do Sírio dos Saloios no ano de 1757 p. acomodação dos mordomos que vierem dar bodo".

A Casa da Água situa-se no Cabo Espichel concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo, Distrito de Setúbal. Foi construída em 1770 por iniciativa do rei D. José I, que nesse ano ali se deslocou em romaria.
Tem forma hexagonal, coberta por cúpula em meia-laranja rematada por lanternim, cimalha envolvente, cunhais apilastrados marcando as seis faces. É antecedida por escadaria de vários lanços.
No interior, uma fonte "rocaille" em mármore, com motivos escultóricos ao gosto Berniniano, bancos de pedra ao longo das paredes, restos de um silhar de azulejo (Fábrica de Belém) com cenas de caça e cenas alusivas aos círios.
O Aqueduto
Aqueduto que serve à Casa da Água. A Casa da Água recebia a água trazida por aqueduto desde a Azóia, a aldeia mais próxima, por uma extensão de aproximadamente 2,5 quilómetros. Possuía um poço e dois tanques para dar de beber aos animais

O Farol do Cabo Espichel é um farol português que se localiza no cabo de mesmo nome, em Sesimbra, freguesia do Castelo, Distrito de Setúbal, Portugal.
Torre hexagonal de alvenaria e edifícios anexos.
Inaugurado em 1790, em 1865 era alimentado por azeite, mudando de combustível em 1886, quando a sua luz passou a ser alimentada por incandescência de vapor de petróleo e, muito mais tarde em 1926 por electricidade.
Em 1983 este farol tinha instalado um aparelho iluminante chamado de primeira ordem que emitia luz em grupos de quatro clarões brancos, em vez do antigo sistema de luz fixa. Com este novo sistema passou a ter um alcance luminoso de vinte e oito milhas náuticas (quarenta e cinco quilómetros).
A estrutura de apoio ao farol foi aumentada para os lados por volta de 1900.
Em 1947 entrou numa nova era no que diz respeito à iluminação. Foi montado um aparelho óptico aeromarítimo, que já tinha estado ao serviço do Farol do Cabo da Roca. Esta nova óptica dióptica - catadióptica chamada de quarta ordem, um modelo de grandes dimensões, apresenta três metros de distância focal, produzindo lampejos simples, agora com um alcance luminoso de quarenta e duas milhas náuticas (cerca de sessenta e sete quilômetros).

REflexão

Com esta graça do aquário associei-me a vários sites para aquários, de um deles recebi o texto seguinte ao qual achei alguma graça e me deu muito que pensar…..

Era uma vez, um lindo aquário, enorme, onde havia muitos peixes de vários tipos e tamanhos. Na parte de cima do aquário estavam os peixes maiores, pois a comida, quando caía na água, era para eles, que vinham primeiro. Então, os peixes de cima estavam sempre satisfeitos, pois nunca lhes faltava comida.

Na parte intermediária, estavam os peixes de porte médio. Também havia para eles muita comida. Era o que os grandes peixes da parte de cima não comiam. Mas não havia tanta comida assim para que estes pudessem ficar grandes.

Na parte de baixo estavam os pequeninos peixes. A comida que eles tinham para comer mal dava para mantê-los vivos, pois o pouco que lhes vinha era a sobra dos de cima.

Nesse ambiente, nasceu um pequenino peixe. Ele não se conformava com aquela situação. Certo dia, encontrou um pequeno buraco, numa parte obscura do aquário. Ficou pensando onde aquele buraco iria levá-lo, pois tinha uma grande esperança a vida do lugar onde morava. O pequenino peixe, então, resolveu passar pelo buraco e ver onde ia parar. Encontrou um fio de água que o levava para um ralo, do ralo caiu em um encanamento, e foi parar em um rio.

Observou aquele lugar e viu que era maravilhoso: não faltava comida, tinha espaço suficiente para nadar e ir onde quisesse. Mas o pequenino peixe pensou em seus amigos do aquário e resolveu voltar para dizer a respeito do lugar maravilhoso que encontrou. Indo de volta pelo caminho, chegou ao aquário e começou a falar com todos sobre o lugar maravilhoso que havia encontrado. Todos os peixes começaram a ficar curiosos e questionaram o que deveriam fazer para chegar ao local. Foi quando o peixinho falou:

- Os peixes grandes da parte de cima deverão mudar de lugar. Terão que vir para a parte de baixo para perder peso e, assim, poder passar pelo pequeno buraco. Os peixes da região intermediária deverão alimentar-se menos para perder um pouco de peso também. E os peixes de baixo deverão alimentar-se um pouco mais para obter forças e seguir viagem.

A confusão dentro do aquário começou, com muita discussão, muita discórdia, e alguns começaram a se revoltar contra o pequeno peixe. Depois de muita briga, de pontos de vista diferentes, os peixes tomaram uma decisão: resolveram matar o peixinho que havia causado tanto transtorno àquele lugar.

MORAL: Quando surgir uma nova oportunidade de crescimento em nossa vida, não devemos considerá-la como uma ameaça. Não "mate" as portas que se abrem à sua frente.

Obrigada.
É este um dos meus grandes receios... gosto muito de partilhar com os meus amigos as coisas boas que vou experimentando e através das quais vou crescendo, mas depois fico sempre na dúvida se deveria ou não fazê-lo. Tenho um certo receio que um dia me "matem"... Nós muitas vezes fazemos pelo Bem, depois como é interpretado, é que é.... De qualquer maneira, acho que vou continuar a partilhar, a convencê-los e a arrastá-los, depois as consequências logo se verá... Adorei a história...
Um beijo imenso.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Ondas varreram o Índico e 230.000 vidas se perderam

24 Dez (Lusa) – Quando a terra tremeu a 26 de Dezembro de 2004 na costa ocidental da ilha de Samatra do Norte, na Indonésia, ninguém pensou na tragédia que seria conhecida nas semanas seguintes e que levou a vida de cerca de 230.000 pessoas.

O tremor de terra foi registado às 07:58 locais, teve uma magnitude de 9,3 graus na escala de Richter e deu origem a ondas gigantescas que nas horas seguintes varreram o Índico e, num ápice, levaram a destruição a paraísos de férias.

Nas semanas seguintes, os sobreviventes tentaram ajudar quem procurava familiares e amigos ou simplesmente mostrar a realidade aos milhares de jornalistas que de todo o mundo chegaram à Indonésia, à Tailândia ou ao Sri Lanka, os países mais afectados.

A solidariedade internacional movimentou milhões de pessoas, de ilustres desconhecidos a famosos como Cristiano Ronaldo, que menos de seis meses depois estava na Indonésia a visitar a zona de Ulle Lheu acompanhado de Martunis, o rapaz de oito anos encontrado com vida 21 dias depois da tragédia apenas com a camisola da selecção portuguesa.

Os governos apressaram-se a reagir, queriam reconstruir tudo e depressa para apagar da memória de nacionais e estrangeiros uma tragédia que, afinal, cinco anos depois ainda está bem viva na mente das pessoas.

Todos os anos, à hora a que as ondas chegaram às diversas praias da região, dezenas de pessoas concentram-se em silêncio a olhar o mar, azul ou verde e tranquilo.
Na manhã de 26 de Dezembro de 2004, o fenómeno estranho do recuo do mar atraiu os curiosos para ver o que se passaca, antes de as ondas surgirem e arrasarem as costas atingidas.

Cinco anos depois, apesar dos milhões de dólares de donativos e apoios de privados e instituições – só a UNICEF recebeu 695 milhões de dólares para ajudar as vítimas e a reconstrução – ainda há muito por fazer.

A maior parte das zonas afectadas está reconstruída, mas os apoios internacionais continuam, sobretudo porque famílias ficaram desfeitas e há ainda milhares de pessoas a viverem em abrigos temporários e que esperam por habitações novas, como sucede no Sri Lanka.

O que mudou, para melhor, foram os sistemas de alertas instalados em toda a região pelos diversos países e que, hoje, permitem pelo menos minimizar acidentes idênticos.
Feito o luto das vítimas que foi possível identificar, a tragédia não terminou ainda para algumas famílias que não encontraram os seus familiares.

Padma Wawlanbokke é um caso que está a ser seguido com interesse no Sri Lanka. Desapareceu com o marido e os filhos na tragédia, foi dada como morta, mas um irmão reconheceu-a agora numa cidade do país e, com autorização da polícia, recolheu a mulher que mendigava nas ruas para um hospital para fazer testes de ADN.
Durante dias a mulher não falou, depois confundiu identidades e até o seu nome era confundido com o de uma irmã.
Mas a equipa médica ficou atenta quando a mulher viu uma fotografia do seu próprio casamento e disse que o homem da imagem era o seu marido.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.


A Árvore de Natal e o Presépio
Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Signo de Capricórnio

O signo de Capricórnio simboliza a ambição e a busca de projecção através do trabalho. O capricorniano é responsável, perfeccionista e económico. É cauteloso, teimoso e não deixa que suas emoções dominem seu lado prático e racional.

Signo de muita responsabilidade, praticidade, ambição, confiança e firmeza. A vida pode parecer-lhe difícil, mas no fim das contas sempre vence. Boa capacidade de raciocínio, senso de propósitos e de objectivos, podendo ser sério e reservado, mas é leal e constante.

Tem necessidade de controlar as coisas. Tem o pé no chão, é ordeiro, conservador, tradicional, competitivo e impenetrável. Quer auxiliar os outros, mas é lento e enrolado, porém perseverante. Oculta suas emoções mas gosta de se divertir. Precisa aprender a liberar as tensões.

Necessita dominar primeiro seu ambiente e depois a si próprio. Se preocupa com gastos, é econômico e
busca a segurança. Primeiro os deveres e as obrigações. Exigente e rígido: pune-se, culpa-se e
reprime suas necessidades. Quer moldar o mundo e as pessoas.

O MUNDO SOCIAL - a profissão, a situação, a carreira, a reputação e as honras.

Representa as realizações, a posição social, a persistência, as ambições, as cristalizações, o auto-controlo e as reservas.

Condimento: Cravo.
Erva: Maioria da ervas.
Metal: Lead.
Animal: Cabra.
Cristais: Turqueza e Ametista.
Árvores: Pinho e teixo.
Flores: Amor perfeito e hera.
Elemento: terra
Planeta regente: Saturno
Princípio: passivo
Parte do corpo: joelhos e parte inferior das pernas
Frase: "Se fosse fácil, não teria a menor graça."
Cor: Preto, Cinza e verde escuro
Pedra: Turquesa

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Texto Leonardo Boff

A propósito da Cimeira da Terra, um texto interessantíssimo de Leonardo Boff... para reflectir...


"A forma imediata de salvarmos o planeta é voltarmos à ética do cuidado, procurando o trabalho sem exploração, a produção sem contaminação, a competência sem arrogância e a solidariedade para com os mais frágeis. Este é o grande salto que se impõe neste momento. Com ele a Terra e a Humanidade podem chegar a um acordo que salvará ambos". Leonardo Boff


 

Confrontaciones en Copenhague

2009-12-18


En Copenhague, en las discusiones sobre las tasas de reducción de los gases productores del cambio climático se enfrentan dos visiones de mundo: la de la mayoría de los que están fuera de la Asamblea, venidos de todas partes del mundo, y la de los pocos que están dentro, que representan a los 192 estados. Estas visiones diferentes están cargadas de consecuencias, significando, en el límite, la garantía o la destrucción de un futuro común.
Los que están dentro, fundamentalmente, reafirman el sistema actual de producción y de consumo, incluso sabiendo que implica sacrificio de la naturaleza y creación de desigualdades sociales. Creen que, con algunas regulaciones y controles, la máquina puede seguir produciendo crecimiento material y ganancias como ocurría antes de la crisis.
Pero hay que denunciar que justamente este sistema es el principal causante del calentamiento global al emitir anualmente 40 mil millones de toneladas de gases contaminantes. Tanto el calentamiento planetario como las perturbaciones de la naturaleza y la injusticia mundial son consideradas como externalidades, es decir, como realidades no intencionadas y que por eso no entran en la contabilidad general de los estados y de las empresas. Lo que cuenta en definitiva es el lucro y tener un PIB positivo.
Pero ocurre que estas externalidades se han vuelto tan amenazantes que están desestabilizando el sistema-Tierra, mostrando el fracaso del modelo económico neoliberal y poniendo en grave peligro el futuro de la especie humana.
No pasa por la cabeza de los representantes de los pueblos que la alternativa sea cambiar a un modo de producción que implique una relación de sinergia con la naturaleza. La sola reducción de las emisiones de carbono manteniendo el mismo pillaje de los recursos es como si pusiéramos un pie en el cuello de alguien y le dijéramos: quiero que seas libre, pero con la condición de que sigas teniendo mi pie en tu cuello.
Precisamos impugnar la filosofía subyacente a esta cosmovisión. Ella desconoce los límites de la Tierra, afirma que el ser humano es esencialmente egoísta y que por eso no puede cambiar, que puede disponer de la naturaleza como quiera, que la competición es natural, que por la selección natural los débiles son engullidos por los más fuertes, y que el mercado es el regulador de toda la vida económica y social.
Por el contrario, reafirmamos que el ser humano es esencialmente cooperativo, porque es un ser social, pero se vuelve egoísta cuando rompe con su propia esencia. Dando centralidad al egoísmo, como hace el sistema del capital, hace imposible una sociedad de rostro humano. Un hecho reciente lo demuestra: en cincuenta años los pobres recibieron 2 billones de dólares de ayuda mientras que los bancos recibieron 18 billones de dólares en un año. No es la competición lo que constituye la dinámica central del universo y de la vida sino la cooperación de todos con todos. Desde que se descubrieron los genes, las bacterias y los virus como principales factores de la evolución, no se puede sostener la selección natural como se hacía antes. Ésta sirvió de base para el darwinismo social. El mercado entregado a su lógica interna enfrenta a todos contra todos y así desgarra el tejido social. Postulamos una sociedad con mercado, no de mercado.
La otra visión, la de los representantes de la sociedad civil mundial, sostiene: la situación de la Tierra y de la Humanidad es tan grave que solamente el principio de cooperación y una nueva relación de sinergia y de respeto hacia la naturaleza podrán salvarnos. Sin eso vamos hacia el abismo que hemos cavado nosotros mismos.
Esa cooperación no es una virtud cualquiera. Es aquella que en otro tiempo nos permitió dejar atrás el mundo animal e inaugurar el mundo humano. Somos esencialmente seres cooperativos y solidarios sin lo cual nos devoramos unos a otros. Por eso la economía debe dar lugar a la ecología. O hacemos este viraje o Gaia puede que continúe sin nosotros.
La forma más inmediata de salvarnos es volver a la ética del cuidado, buscando el trabajo sin explotación, la producción sin contaminación, la competencia sin arrogancia y la solidaridad a partir de los más débiles. Éste es el gran salto que se impone en este momento. A partir de él la Tierra y la Humanidad pueden llegar a un acuerdo que salvará a ambos.


domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal 2009

Estamos na época natalícia, em que montamos a Árvore de Natal,
E com carinho pomos as luzes, as bolas e as estrelas,
Com sentimento, colocamos o presépio e as prendinhas.
É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro.

No dia de Natal, junto da nossa família, que eu possa agradecer a Deus
Por ter alimento, quando tantos passam fome.
Por ter saúde, quando tantos sofrem neste momento.
Por ter uma casa, quando tantos dormem nas ruas.
Por ser feliz, quando tantos choram na solidão.
Por ter amor, quantos tantos vivem no ódio.
Pela minha paz, quando tantos vivem o horror da guerra.
Pela minha alegria, quando tantos escondem o sorriso.
Por ter esperança, quando tantos estão desesperados.
Pelas minhas mãos, que possa oferecer muito mais do que recebo.
Por acreditar, que o mundo ainda pode ser melhor.
Melhor do que todos os presentes é a presença de uma família feliz.

A Melhor mensagem de Natal que eu desejo a todos os amigos e familiares,
Que tenham muito amor, paz, solidariedade, saúde e espírito de alegria
Boas Festas e Feliz Ano Novo 2010.


Arábia - Idah Saidan Wa Sanah Jadidah
Argentina - Feliz Navidad
Arménia - Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
Brasil - Boas Festas e Feliz Ano Novo
Bulgária - Tchestita Koleda; Tchestito Rojdestvo Hristovo
Chile - Feliz Navidad
China - (Cantonese) Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun
Colômbia - Feliz Navidad y Próspero Año Nuevo
Croácia - Sretan Bozic
Holanda - Vrolijk Kerstfeest en een Gelukkig Nieuwjaar!
EUA, Inglaterra e países de língua inglesa - Merry Christmas
França - Joyeux Noel
Grécia - Kala Christouyenna!
Hungria - Kellemes Karacsonyi unnepeket
Indonésia - Selamat Hari Natal
Iraque - Idah Saidan Wa Sanah Jadidah
Irlanda - Nollaig Shona Dhuit, or Nodlaig mhaith chugnat
Itália - Buone Feste Natalizie
Japão - Shinnen omedeto. Kurisumasu Omedeto
Coréia - Sung Tan Chuk Ha
Latim - Natale hilare et Annum Faustum!
Lituânia - Linksmu Kaledu
Macedônia - Sreken Bozhik
Noruega - God Jul, ou Gledelig Jul
Papua Nova Guiné - Bikpela hamamas blong dispela Krismas na Nupela yia i go long yu
Peru - Feliz Navidad y un Venturoso Año Nuevo
Filipinas - Maligayan Pasko!
Polônia - Wesolych Swiat Bozego Narodzenia ou Boze Narodzenie
Portugal - Feliz Natal
Roménia - Sarbatori vesele
Rússia - Pozdrevlyayu s prazdnikom Rozhdestva is Novim Godom
Sérvia - Hristos se rodi
Slovaquia - Sretan Bozic ou Vesele vianoce
Tailândia - Sawadee Pee Mai
Turquia - Noeliniz Ve Yeni Yiliniz Kutlu Olsun
Ucrânia - Srozhdestvom Kristovym
Vietnam - Chung Mung Giang Sinh
Yugoslavia - Cestitamo Bozic

sábado, 19 de dezembro de 2009

Terramoto em 1755

O sismo fez-se sentir na manhã de 1 de novembro de 1755 às 9:30[1] ou 9:40 da manhã[2], dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos.

O epicentro não é conhecido com exatidão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se ter situado o epicentro em 1755. A magnitude pode ter atingido 9 na escala Richter[1].

Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante entre seis minutos a duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. O padre Manuel Portal é a mais rica e completa fonte sobre os efeitos do terramoto, tendo descrito, detalhadamente e na primeira pessoa, o decurso do sismo e a vida lisboeta nos meses que se seguiram. A intensidade do sismo em Lisboa e no cabo de São Vicente estima-se entre X-XI na escala de Mercalli[3]. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um tsunami, que atualmente se supõe ter atingido pelo menos seis metros de altura[1], havendo relatos de ondas com mais de metros, fez submergir o porto e o centro da cidade, tendo as águas penetrado até 250 metros[3]. Nas áreas que não foram afetadas pelo tsunami, o fogo logo se alastrou, e os incêndios duraram pelo menos cinco dias. Todos tinham fugido e não havia quem o apagasse.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Abalo, abalão...

A terra tremeu hoje na Península Ibérica e em Marrocos, exactamente às 01:37:47h, numa intensidade de 6,0 na escala de Richter, segundo o Instituto de Meteorologia de Portugal. Não há danos a registar.

De acordo com dados do Instituto de Meteorologia de Portugal, o sismo que foi sentido esta madrugada em toda a Península Ibérica registou 6,0 graus na escala de Richter (num total de 10), uma intensidade considerada média.

Os instrumentos registaram uma duração de alguns minutos, mas o sismo apenas foi sentido pelas pessoas durante cinco a oito segundos, disse a mesma fonte.

O epicentro deu-se no mar, a 30km de profundidade e a Oeste de Gibraltar, cerca de 185km a Oeste de Faro e 264km a Sudoeste de Lisboa. O primeiro abalo foi seguido de dezasseis réplicas. Às 11:00 (em Portugal Continental) a actividade sísmica ainda ocorria.

O Instituto de Meteorologia (IM) considera que este sismo foi o "maior registado desde 1969", disse hoje à Lusa o presidente daquele organismo.

De acordo com o responsável do IM, Adérito Serrão, "o sismo desta madrugada é o maior registado desde 1969", a cerca de 100 quilómetros do Cabo de São Vicente, no Algarve, mas "sem problemas a registar", reforçou.

"Não existem vítimas a registar", foi apenas um sismo "sentido com alguma intensidade, em bastantes locais pelas populações", explicou Adérito Serrão à agência Lusa junto ao Centro Operacional de Sismologia, em Lisboa.

O sismólogo Fernando Carrilho afirmou, por seu lado, que as "réplicas são normais" e que "tendem a diminuir quer em intensidade, quer em intervalos de tempo".

O sismo foi registado pela rede de 40 equipamentos distribuídos por todo o território nacional, e teve uma "duração aproximada de três minutos", concluiu o sismólogo.
De acordo com o European-Mediterranean Seismological Centre (Centro Sismológico Euro-Mediterrânico) e do U.S. Geological Survey (USGS, o instituto de geologia norte-americano), o abalo deu-se exactamente às 01:37:47h e teve uma magnitude um pouco mais baixa do que a avaliada pelo Instituto de Meteorologia: 5,7 na escala de Richter.
Já o Instituto de Sismologia de Espanha avaliou em 6,3 na escala de Richter a intensidade do abalo sísmico.

Oito réplicas de fraca intensidade
Até às 03.47h, o site do Instituto de Meteorologia dava conta de oito réplicas do abalo, todas a Sudoeste do Cabo de São Vicente e com magnitudes entre os 2,3 e os 1,3 graus na escala de Richter.

Sem danos a registar
Contactada pelo DN.pt, a Protecção Civil afirma não ter registo de danos pessoais ou materiais. As chamadas recebidas foram apenas para dar conta da ocorrência do sismo e não foram registados quaisquer pedidos de ajuda.

Comentário: Na minha casa, 4 andar, senti perfeitamente. A cama a abanar, o candeeiro...Ai é um sismo, quando parou, voltei para o outro lado...e fiquei pensativa.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tamarindo

O tamarindo ou tamarino, como também é chamado, é uma fruta originária da África equatorial e da Índia. Os árabes a denominavam de “Tamr al-Hindi”, que significa “tâmara da Índia”. Antigamente, o tamarindeiro e sua fruta eram considerados maléficos; as armas feitas com a madeira dessas árvores eram vistas como invulneráveis. O tamarindeiro é uma árvore com uma copa densa e pode alcançar até 25m, sendo apreciada também como forma de ornamentação em áreas urbanas. A temperatura média ideal para o desenvolvimento da planta é de 25ºC, em regiões de clima tropical úmido ou árido.

O tamarindo é uma vagem revestida por uma casca não muito grossa, porém dura e quebradiça. No interior da casca, há uma polpa avermelhada, fibrosa, com um alto teor de ácido tartárico.

A fruta demora aproximadamente, 245 dias para chegar à fase de maturação. No período em que as frutas estão amadurecidas, as sementes crescem, a polpa se encolhe e a casca se torna frágil, sendo quebrada facilmente com a mão.

Entre todos os outros frutos, o tamarindo é o que possui o maior teor de proteínas, glicídios e elementos minerais. O tamarindo é utilizado na fabricação de refrescos, sorvetes, pastas, doces, licores, polpas, etc., além de servir como ingrediente de temperos para alimentos. Suas sementes também são usadas como estabilizantes de sucos, outros alimentos industrializados e cola de tecidos.

No Brasil, a fruta é muito consumida nas regiões Norte e Nordeste, tendo se adaptado a essas regiões facilmente, devido ao clima que é mais quente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Criança hospitalizada com 50 agulhas no organismo

Uma criança brasileira de dois anos que se queixava de dores de barriga foi levada pela mãe ao hospital de Ibotirama onde, após uma radiografia, foram 17 agulhas no aparelho digestivo da criança.

Os médicos decidiram fazer nova radiografia, para comprovar o resultado, e descobriram 50 agulhas, mais 33 que o primeiro diagnóstico.

O menino encontra-se internado no hospital, em estado grave, com os pequenos objectos metálicos ainda espalhos pelo tórax, abdómen, pescoço e pernas.

Os pais da criança mostram-se chocados, sem perceberem o que terá provocado esta situação.

“Sou mãe de seis filhos e não estou sempre em casa, devido ao emprego. As crianças costumam ficar com a minha mãe, mas nunca tinha ocorrido nada semelhante”, declarou a progenitora do menino.

A polícia está agora a investigar o caso, para perceber como 50 agulhas foram parar ao organismo do menino. Os médicos afirmam que, como os objetos estão espalhados pelo organismo, dificilmente terão entrado por ingestão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Melancia

A melancia é uma fruta rasteira, originária da África. Pertence a mesma família do pepino, da abóbora e do melão.

O fruto é arredondado ou alongado, de polpa vermelha, doce, com alto de teor de água. A casca é verde e lustrosa, com estrias verde-escuro no sentido do comprimento. Além do alto teor de água, a fruta contém açúcar, vitaminas do complexo B e sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro.


É cultivada ou aparece quase espontaneamente em várias regiões do Brasil. Seu plantio é feito o ano todo nas regiões quentes e de agosto a novembro em regiões onde o clima é mais frio.

Geralmente a melancia é consumida ao natural, como sobremesa, principalmente no verão. A polpa pode ser utilizada no preparo de suco e compota.

Quando de boa qualidade, a fruta apresenta casca firme, lustrosa e sem manchas escuras. Conserva-se bem durante uma semana, em lugar fresco e arejado. Depois de cortada, conserve-a em geladeira, envolvida em plástico ou papel alumínio.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Marcas

Há pessoas e animais sejam elas especiais ou não,
Que tem de passar pelas nossas vidas
Que nos marcam de alguma maneira
Por cinco minutos, por cinco anos, por cinquenta anos
Pelo o resto da vida ou pela vida que vivemos na terra

Há marcas que nos mudam a vida
Que nos mostra a vida de um outro aspecto
Que nos diz que vida na terra é passageiro
Que um dia iremos-nos encontrar noutro lugar

As marcas encontradas na invisibilidade da alma
Na dor, no sofrimento, na tristeza
Na experiencia da vida que nos faz crescer
Nos faz passar fases importantes

Acredito que nós voltamos á terra
Para completar as fases todas
de uma vida vivida, trabalhada, personalizada
para um dia encontrarmos no átrio dos anjos

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MontJuic

Datado do século XVIII, o Castell de Montjuïc situa-se no topo da montanha mais conhecida de Barcelona.
Em 1640, durante a Guerra dos Segadors, foi construída uma pequena fortaleza para resistir a Filipe IV (III de Portugal).
Esta fortaleza foi convertida, entre 1751 e 1779, no Castell de Montjuïc, um símbolo da repressão e da abolição das liberdades catalãs; ao princípio, a missão da fortaleza era acabar com a repressão mas, mais tarde, tornou-se uma prisão militar.
Actualmente, o Castell de Montjuïc alberga o Museu Militar, à saída da última paragem do teleférico, e guarda o porto, com a sua grande exibição de armamento.

Com seus 250 hectares de extensão, o Parc de Montjuïc (Parque de Montjuïc) é um dos maiores pulmões verdes de Barcelona. Trata-se de um espaço ideal para praticar esportes ou descansar. Além disso, dentro do parque você poderá encontrar muitos espaços culturais e lúdicos. Uma ótima maneira de chegar ao parque consiste em chegar ao cume da montanha por meio do funicular ou teleférico, apreciando assim uma das vistas mais abrangentes e interessantes da cidade, que inclui o importante Porto de Barcelona.

Indubitavelmente, o monumento mais antigo do Parc de Montjuïc (Parque de Montjuïc) é o Castell de Montjuïc (Castelo de Montjuïc), que atualmente alberga o museu militar da cidade. Outros monumentos e instalações foram acrescentados ao parque em virtude da Exposição Universal de 1929 e dos Jogos Olímpicos de 1992. Alguns exemplos são a Font Màgica (Fonte Mágica), um incrível espetáculo que mistura jatos de água, música e luzes coloridas, o Palácio Real e o Poble Espanyol, todas elas obras de 1929, e as Piscinas Picornell e o Palau Sant Jordi, construídos em 1992

domingo, 6 de dezembro de 2009

Feira Medieval de Vic

Este fin de semana fuimos a Vic, un pueblo que queda a una hora de Barcelona. En estas fechas recrean en el la plaza del pueblo un mercado medieval.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cerdanyola del Vallès


Representación del escudo de Cerdanyola del Vallès aprobado en 1967. Escudo de plata, la imagen ecuestre de San Martín, el jefe de oro, cargado de cuatro palos de gules. Al timbre corona marquesal.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Missa de São Francisco Xavier

Como é tradicional, a Casa de Goa promove todos os anos a celebração da Missa de São Francisco Xavier, convidando todos os Goeses e amigos de Goa a participarem na Festa do “Senhor de Goa” (GOENCHÓ SAIB).

Este ano a Missa terá lugar na Igreja de São Roque, em Lisboa, devido a um motivo muito importante: o relicário com o dedo do pé, e várias outras relíquias de São Francisco, que estavam na posse da família dos Condes de Nova Goa, desde há alguns séculos, vão ser doados à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que irá expô-las (pela primeira vez) na Igreja de São Roque para a veneração do público, somente no dia 3 de Dezembro, sendo depois recolhidas pela Santa Casa.
Como se trata de um acontecimento de excepcional importância, temos a certeza que todos aqueles que têm veneração por São Francisco Xavier não deixarão de estar presentes na Igreja de São Roque para assistir à Missa Solene e venerar as suas sagradas relíquias.

A missa solene será acompanhada pelo Coro da Santa Casa de Misericórdia e, como é costume, pelo grupo EKVAT da Casa de Goa, que cantará três cânticos em Concani.
Estamos certos que a missa solene e a exposição das relíquias de S. Francisco, será motivo suficiente para toda a comunidade goesa e os seus amigos estarem presentes na Igreja de São Roque (Largo Trindade Coelho, Lisboa), no próximo dia 3 de Dezembro, às 18h00.

Como também é da nossa tradição, haverá, nesse dia, um jantar no Restaurante da Casa de Goa, pelas 20 horas, na Calçada do Livramento 17, em Lisboa (tem parque privativo). Quem estiver interessado em participar deverá confirmar a sua presença o mais tardar até ao dia 1 de Dezembro, na Secretaria da Casa de Goa, telefone 21 393 00 78 ou por e-mail (casadegoa@sapo.pt) (dias úteis, das 10 às 12:30 e das 15 às 19 horas).

Agradecemos a divulgação deste importante e único evento a todos os amigos de Goa.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Há café no Alfarrabista

http://hacafenoalfarrabista.blogspot.com/

Café Nespresso
Roma
Volluto
Decaffeinato
Dulsão Brasil
Cosi
Indriya from India

Workshops
Escrita Criativa: Segunda ás 18.00h - crianças
Quinta ás 18.00h- adultos
inscrição-3€
valor do curso- 30€
duração do curso- 10 aulas

Maquilhagem: Sábados ás 10.30h
Inscrição- 5€
valor do curso- 35€
duração do curso- 2h30min
* quem quizer ficar com o material de maquilhagem utilizado durante o curso pagará pelo mesmo 15€

Teste das cores: Sábados ás 10.30h
Inscrição- 5€
valor do curso- 40€
duração do curso- 2h30min

Diagnóstico Morfológico: Sábados ás 10.30h
Inscrição-5€
valor do curso- 35€
Duração do curso- 2h30min

Decoupage: Quartas ás 17.00h
Inscrição- 5€
valor do curso- com material
duração do curso- 6 a 8 aulas

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Paella

A paella (em castelhano e catalão) é um prato à base de arroz, típico da gastronomia espanhola e que tem as suas raízes na comunidade de Valência - daí que em Portugal seja comummente conhecido como Arroz à Valenciana.

Surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI, na região de Valência, mais especificamente na região de Albufera, região de grandes arrozais e de grande produção de verduras frescas. Originalmente um prato popular, foi criada pelos camponeses que partiam para o campo com a paellera ou paella, arroz, azeite e sal e agregavam ingredientes da caça, legumes da estação e as sobras que possuíam. O tomate só foi acrescentado posteriormente, trazido da América por Cristóvão Colombo, e o frango, que era muito caro para os padrões da época.

Recipiente usado para a paella
O prato é chamado paella devido à paellera ou paella valenciana, uma espécie de frigideira, de ferro ou aço, onde são preparados vários pratos da culinária valenciana, como o arroz negro e o fideuá. A paella ou paellera, é uma frigideira rasa e grande (diâmetro mínimo de 30 cm), com duas alças. O formato da paella favorece o cozimento do arroz por igual.

O nome Paella vem do latim "Patella", espécie de bandeja usada na Roma antiga, onde eram colocadas as oferendas aos Deuses, em rituais de fecundação da terra.

Variações
Há diversas receitas, mas a autêntica paella valenciana é a união de vários alimentos característicos da região: arroz, frango, coelho, pato, garrofó, tabella e ferraura - variedades autóctones de feijão -, tomate, azeite e açafrão (que dá a cor amarela característica do prato). Ocasionalmente pode se adicionar alcachofras e caracois, alguns também adicionam ervilhas.

Paella de mariscoCom a difusão da paella pela costa, foram acrescentados frutos do mar: choco, camarões, lulas, lagostins, vôngoles, mexilhões, e polvo, tornando-o um prato misto (terra e mar). Em suas diferentes variações, encontram-se ainda as "paellas marineras" (peixe e frutos do mar)e a "paella negra", com tinta de lula. No Brasil, normalmente é feita com frutos do mar.

Preparo
A comunidade valenciana sempre associou a paella a um evento festivo. Devido a sua preparação laboriosa e a seus ingredientes serem um luxo para a maioria da população, durante muito tempo, quando havia uma festa, a paella era o prato escolhido. É tradicionalmente cozinhada em um fogo à lenha, preferencialmente ao ar livre e normalmente preparada pelo homem.

Nota: Comemos uma Paella feita pela RM e MIG. Muito bom.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cenoura

A cenoura foi conhecida e apreciada pelos gregos e romanos e é uma raiz, tipicamente cor de laranja com uma textura lenhosa. As cenouras são raizes tuberosas.

As cenouras são comidas cruas, inteiras, ou como parte de saladas, e são também cozidas em sopas e refogados. Também se pode fazer bolo de cenoura. A parte folhosa da planta não é comida na maioria das culturas, mas é comestível. A cenoura silvestre (Daucus carota) também pertence à família das Apiaceae.

As cenouras são grandes fontes de fibra dietética, antioxidantes, minerais e β-caroteno. Este último, responsável pela coloração alaranjada característica do vegetal, é uma provitamina A (substância que dá origem à vitamina A dentro de um organismo vivo). Ele ajuda o desempenho dos receptores da retina, melhorando a visão. Também ajuda a manter o bom estado da pele e das mucosas. No ser humano, apenas cem gramas de cenoura são suficientes para suprir as necessidades diárias de vitamina A.

As cenouras, originalmente, apareciam com cores púrpura, branca e amarela. A cenoura laranja, que é hoje sinónimo de cenoura, foi desenvolvida na Holanda como tributo a Guilherme I de Orange ("orange" = "laranja") durante a luta holandesa de independência da Espanha, no século XVI.

Nunca se deve descascar uma cenoura, pois a parte mais nutritiva está justamente perto da superfície. Basta lavá-la e raspá-la. As maiores cenouras do mundo são obtidas tradicionalmente em Ohakune, na Nova Zelândia.

Valor nutricional em cada 100 gramas de Cenoura (Daucus carota) contém: Calorias - 51kcal; Proteínas - 1,5g ; Gorduras - 0,3g; Provitamina A - 14500 U.l.; Vitamina B2 (Riboflavina) - 30 mcg; Vitamina B3 (Niacina) - 0,3 mg; Vitamina C (Ácido ascórbico) - 27 mg; Potássio - 290 mg; Sódio - 100 mg; Cálcio - 45 mg; Fósforo - 40 mg; Enxofre - 22 mg; Cloro - 5 mg; Magnésio - 4 mg; Silício - 2 mg; Ferro - 1 mg

Adicionar porções diárias de cenoura nas refeições é a dica mais recente dos médicos no combate à doença da menopausa. A indicação é resultado de uma pesquisa realizada na prestigiada Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos. Os médicos descobriram que o poder dos carotenóides, presentes nos vegetais alaranjados, ajuda as células a permanecerem saudáveis por mais tempo a novidade foi anunciada após um acompanhamento rigoroso de 12 mil pacientes, 5.700 com diagnóstico de câncer de mama e 6.300 mulheres saudáveis, para controle.

“Por causa do betacaroteno, a cenoura une diversos benefícios à saúde: atua como antioxidante, beneficia a visão noturna, aumenta a imunidade, dá elasticidade à pele, brilho aos cabelos e fortalece as unhas, além de atuar no metabolismo de gorduras”, afirma a nutricionista do MinhaVida, Roberta Stella.

Mas os cuidados precisam começar antes da menopausa os nutrientes não têm efeito quando a menstruação já foi, definitivamente, interrompida, de acordo com a pesquisa. Comer, pelo menos, duas porções diárias de alimentos ricos em caroteno diminui em até 17% os riscos de câncer de mama.

A notícia é um alento, principalmente, quando se tem em vista as principais causas relacionadas, atualmente, ao câncer de mama: a idade da primeira menstruação, fatores genéticos ou o nascimento do primeiro filho. Enquanto nenhum desses elementos pode ser alterado, a dieta pode ser adaptada a padrões mais saudáveis a qualquer instante.

A cenoura é campeã na oferta de betacaroteno, mas existem outras opções:
Vegetal Betacaroteno
Acerola (10 frutas) 2,7mg
Abóbora (100 gramas) 4,3 mg
Cenoura (100 gramas) 4,7 mg
Manga (1 fruta média) 2,4 mg
Moranga (100 gramas) 1,6 mg
Rúcula (1 prato cheio) 4,3 mg

sábado, 28 de novembro de 2009

Banco Alimentar contra a fome


Aproveitar onde sobra para distribuir onde falta. É este o nosso objectivo: evitar o desperdício de alimentos fazendo-os chegar às pessoas que têm fome. O Banco Alimentar recebe toda a qualidade de géneros alimentares, ofertas de empresas e particulares, em muitos casos excedentes de produção da indústria agroalimentar, excedentes agrícolas e da grande distribuição, e ainda produtos de intervenção da União Europeia.

São recolhidos localmente e a nível nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar.
A estas dádivas, acrescentam-se os produtos oferecidos por particulares nas campanhas de recolha efectuadas nas superfícies comerciais.

Uma logística
Os Bancos Alimentares possuem uma organização logística profissional para:
- a recolha e o encaminhamento de produtos alimentares;
- a sua triagem e armazenagem;
- o controlo de qualidade;
- rede de frio;

Uma partilha
Os Bancos Alimentares abastecem, ao longo de todo o ano, instituições caritativas e humanitárias situadas em Portugal. Para além da entrega gratuita de alimentos destinados às pessoas com carências alimentares os Bancos Alimentares acompanham e partilham a acção das instituições no sentido de lutar contra a exclusão social.

Agir com as instituições
Os Bancos Alimentares celebram acordos com as instituições de solidariedade locais tendo em conta as suas características próprias de actuação. A ajuda alimentar é efectuada na forma que melhor se adapta às necessidades da população apoiada:
- cabazes de produtos alimentares entregues às famílias;
- refeições confeccionadas: servidas nos centros de acolhimento distribuídas na rua aos sem abrigo entregues ao domicilio;

Uma total transparência
Os Bancos Alimentares são instituições não governamentais, apolíticas e não confessionais. Comprometem-se a praticar uma gestão transparente que obedece a regras estritas, idênticas para todos os Bancos. Possuem contabilidade organizada e as contas são auditadas anualmente por uma empresa exterior, que garante a sua idoneidade.

Entre outros hipermercados, supermercados, o Hipermercado de Loures-Santo António dos Cavaleiros, precisam-se voluntários para o dia 28 e 29 de Novembro de 2009.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Saudades

Chega o Mês de Novembro
Algo se passa dentro de mim
Sinto um enorme vazio
Um enorme buraco escuro

Sinto saudades a transbordar
Sinto peso no meu coração
Sinto a minha cabeça longe
Completamente noutro lugar

Como se voltasse atrás
Como se recordasse os momentos
Mais tristes da minha vida
No passado, não muito longínquo.

Tenho saudades de ti, Pai.
Eu sei, és meu anjo sempre presente
Eu sei, estarás sempre no meu coração
Eu sei, queres ver-me alegre do que triste

A saudade muitas vezes alimentada
Torna-se grande e pesada
E a única maneira de aliviar
É estar sossegada
E chorar até não poder mais
Na manhã seguinte, chegará a bonança.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Espargos

Originários da Ásia e cultivados desde a Antiguidade, os espargos podem ser verdes (mais pequenos e menos suculentos), brancos (tenros e adocicados) e violetas (de sabor mais intenso).

Qualquer que seja a variedade, são pouco calóricos e ricos em vitaminas. Os espargos frescos são fáceis de preparar, devendo ter-se sempre o cuidado de remover previamente as partes lenhosas não digeríveis.

Muito utilizados em entradas, podem ser servidos quentes - com molho holandês ou sob a forma de uma sopa cremosa - ou frios (com vinagreta ou maionese). Para além destas, existem versões mais requintadas, gratinados ou “à polaca”, a par de pratos rústicos tipicamente alentejanos, como a sopa ou as migas de espargos bravos.

Se não for possível encontrar frescos os congelados e as conservas são substitutos (quase) à altura. Experimenta preparar um soufflé com uns bons espargos em conserva e verás como fica igualmente delicioso!

Os seus rebentos novos são um vegetal bastante apreciado, particularmente na cozinha inglesa, alemã e francesa. Tem um sabor delicado, poucas calorias e é particularmente rico em ácido fólico, além de ter propriedades diuréticas.

O aspargo é uma planta perene. A colheita dos brotos se faz na primavera, a partir do segundo ou terceiro ano. Os aspargos brancos são cultivados impedindo os brotos jovens de obter luz.

O aspargo pode provocar um odor característico na urina da pessoa que os consumiu, sem nenhuma consequência nociva. A substância que provoca odor não existe originalmente no vegetal: é um resultado do metabolismo de alguns de seus componentes, que contêm enxofre. Apenas 40% das pessoas produzem esse metabólito e têm o cheiro da urina afetado. Curiosamente, nem todas as pessoas conseguem perceber o odor — cerca de 60% das pessoas são insensíveis a ele. Não parece haver correlação entre a capacidade de produzir o metabólito e a capacidade de percebê-lo.

Há registros na história acerca de apreciadores de iguarias com base nos espargos, tais como o imperador romano Otávio Augusto, o gastrônomo romano Apícius, o naturalista também romano Plínio, o velho (que chamava os aspargos de "a verdura de Deus"), na antiguidade. O prestígio dos aspargos caiu muito durante a Idade Média, voltando a ser um prato apreciado durante o Renascimento, sendo daí em diante muito apreciado popr personalidades como o Rei Sol, Luís XIV e pelo chanceler alemão Bismarck.

Há cerca de 2000 mil anos, que os espargos são consideradas uma delicia rara e fina, e cujas propriedades medicinais já eram mencionadas por Hipócrates (médico grego, considerado o pai da medicina, século V a.C.)
O espargo é uma excelente fonte de vitamina k, vitamina C, vitamina A e ácido fólico (vitamina B9). É ainda uma boa fonte de trypthopan, vitamina B1 (Tiamina), B2 (Riboflavina), B6 (piridoxina), fibra, cobre, fósforo, proteínas, potássio, ferro, zinco, magnésio selénio e cálcio.
A vitamina K é necessária para o mecanismo da coagulação sanguínea. A vitamina A tem um papel importante na protecção da nossa pele e dos nossos olhos.

O ácido fólico é uma vitamina do grupo B, hidrosolúvel, essencial para o bom funcionamento do corpo humano. Tem um papel importante no metabolismo dos aminoácidos, os constituintes das proteínas. Além de serem deliciosos, nutritivos e convenientes, os espargos quatro folhas® são também versáteis. Embora deliciosos servidos sós, são também uma colorida e saborosa adição a um sem-número de receitas.

domingo, 22 de novembro de 2009

Signo de Sagitário

O signo de Sagitário representa a sabedoria intelectual. Filósofo nato, o sagitariano é optimista, entusiasta e amante da liberdade. É aventureiro, impaciente e pode ser exagerado em tudo que faz.

Optimista, social, entusiasmado. Honesto, agitado, descuidado ou extravagante.
A sua tolerância permite trabalhar bem com todas as pessoas e as aceita
como são. A sua franqueza ou extravagância podem sem querer ferir pessoas mais sensíveis. Busca a verdade, a justiça e grandes aventuras. Detesta a mentira.

Gosta de ter liberdade. "Não me restrinja", é o que sempre diz. O tempo não é importante e fura
compromissos, mas fica absorvido por algo que lhe desperte interesse. Não leva a vida a sério...

Prega, moraliza, doutrina mas não houve os outros. Aprende com as situações. Acha que tudo se ajeita,
não enfrenta emoções: intelectualiza, filosofa. Precisa ter uma direcção para não se perder.
Predisposto ao avanço, sempre em busca de novos caminhos. Preocupa-se mais
consigo mesmo. Não acredita em fracassos.

O MUNDO DISTANTE - na forma extrovertida: as grandes viagens, o exterior e os estrangeiros; na forma introvertida: as conquistas superiores da mente e do espírito, filosofia e religião.

Representa a filosofia de vida, as leis, os dogmas, a religiosidade, a espiritualidade, as crenças, as longas viagens, os novos objectivos e o estrangeiro.

Condimentos: Pimenta da Jamaica.
Erva: Folha de limão.
Metal: Lata.
Animal: Cavalo.
Cristal: Topaz.
Árvores: Carvalho, Bétula, Limoeiro e Freixo.
Flores: Dente-de-leão, flor de limão e cravo.
Elemento: fogo
Planeta regente: Júpiter (na mitologia grega é Zeus, o deus dos deuses)
Princípio: activo
Parte do corpo: quadris e coxas
Frase: "Mais vale um passarinho a voar do que dois na mão."
Cor: Púrpura e Azul escuro
Pedra: Topázio

sábado, 21 de novembro de 2009

Piano..

Algo interessante para ver:


Incentivo para subir as escadas sem ser rolantes...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Passas


Passas (ou uvas passas) é o nome dado a um tipo de uva especial, de tamanho menor, que sofreu um processo de desidratação. Possuem menor formato, cor escurecida e textura enruguecida. O processo natural parte da uva fresca que se coloca ao sol até desidratar. Depois as indústrias processam esses cachos secos que passam por extração dos pedúnculos, lavado, secado e seleção final até o empacotamento a granel em sacos plásticos dentro de caixas de papelão com 10 ou 13,608 kg. Por meio de peneiras se seleciona o tamanho que é medido em unidades por 100g.

É utilizada em massas de pães, bolos, tortas, pudins, salada de frutas, sorvetes ou consumidas como aperitivo.
Contém vitaminas do complexo B e sais minerais como fósforo, potássio, ferro e cálcio.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

VAI ACONTECER...

Noites com poemas é uma iniciativa dinamizada por Jorge de Castro na Biblioteca Municipal de Cascais - São Domingos de Rana no dia 19 de Novembro pelas 21:30 horas.
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Tema : " Contares e Cantares de GOA "
Convidados : Elsa Noronha
Grupo EKVAT da Casa de Goa
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-Declamar e dizer alguns poemas de autores goeses e/ou sobre Goa
-projecção de imagens sobre Goa/cultura Goesa

Cantar e Dançar "Goa"

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ecológica "Earth Song"

O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996.
A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.

O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clip. Ou seja, o que não passa nos EUA, não passa no resto do mundo. Só mostram o que lhes interessa e só assistimos ao que eles querem.

Veja, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson. Filmado na Africa, Amazonia, Croácia e New York.Emocionante!



Se não conseguir ver, clique no primeiro link:
-Earth Song
-Black and white

Comentário: Não sou super fã do Michael Jackson, mas tinha um coração bom.
Tinha uma fundação de caridade e solidariedade. Fez muitas coisas pela Africa, nomeadamente duas musicas bem conhecidas e uma delas correu o mundo.
Quem não conhece o black and white?? - Devido ao racismo.. As pessoas de cor e brancos.
"Earth song" está muito bem concebida, e mostra uma possibilidade de um futuro..
Será isto que queremos para os futuros dos nossos filhos e netos.
O encaminhar das destruição, poluição move remotamente para esse fim... que me assusta muito, apesar de não ter filhos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tolerância

Hoje assinala-se o Dia Internacional para a Tolerância. Este dia foi instituído pelas Nações Unidas em 1995 em reconhecimento à Declaração de Paris, na qual os Estados reafirmaram o seu compromisso no respeito pelos Direitos Humanos fundamentais e pela dignidade e valor da pessoa humana.

Infelizmente a convivência pacífica com a diferença ainda está longe de ser uma realidade. Em muitas partes do mundo existem centenas de conflitos raciais, religiosos e políticos, que alimentam a intolerância. Mas nem precisamos de uma análise tão global... quantas vezes, mesmo ao nosso lado, não presenciamos ou somos protagonistas de atitudes intolerantes?

O video que apresentamos hoje é ilustrativo deste tipo de atitudes.


Veja e divulgue! Tem trinta segundos para tentar perceber se já alguma vez presenciou este filme. E depois, cabe-lhe a si ajudar a inverter situações como esta.

domingo, 15 de novembro de 2009

Castanhas

Com o Outono chegam as castanhas assadas. Sabia que as castanhas, que actualmente são quase um pitéu, tiveram, noutros tempos, uma enorme importância na dieta dos portugueses? No século XVII, eram mesmo um dos produtos básicos da alimentação dos beirões e transmontanos, chegando, se necessário, a substituir o pão ou as batatas.

A castanha é usada na alimentação desde tempos pré-históricos e a respectiva árvore - Castanea sativa - foi introduzida na Europa há cerca de três mil anos. Contudo, no livro de Jorge Lage, "Castanea...", no sub-capítulo, "O castanheiro em Portugal", na página 35, ao citar o mais importante botânico nacional vivo, Prof. Jorge Paiva, refere-se que os estudos polínicos levados a cabo na Serra da Estrela provam o contrário, apontando para uma data bem mais recuada, e hoje é considerada uma árvore autóctone.

A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio.

As castanhas são comidas assadas ou cozidas com erva-doce. Mas, antes de cozinhadas, deve-se retalhar a casca. Como se pode ver no quadro, têm bastante água e, quando são aquecidas, essa água passa a vapor. A pressão do vapor vai aumentando e "empurrando" a casca e, se esta não tiver levado um golpe, a castanha pode explodir.

O amido é uma reserva de energia das plantas e existe, sobretudo, nas raízes e nas sementes. Surge com uma estrutura coesa e organizada, com zonas cristalinas e outras amorfas, chamada grânulo.

Quando cozinhamos alimentos com elevadas percentagens de amido um dos objectivos é torná-los digeríveis. A frio, a estrutura do amido mantém-se inalterada. Mas, quando é aquecido na presença de água (e a castanha contém água na sua constituição), grandes modificações ocorrem. A energia térmica introduzida enfraquece as ligações entre as moléculas do amido, a estrutura granular "relaxa" e alguma água penetra no interior dos grânulos, que incham, formando um complexo gelatinoso com a água. É isto o que acontece quando cozinhamos castanhas e lhes altera a textura.

A recolha de dados para este trabalho centralizar-se-á sobretudo na excelente obra de Jorge Lage «Castanea – Uma Dádiva dos Deuses», cuja publicação teve o apoio das Câmaras Municipais de Valpaços e de Mirandela. Existem várias espécies de castanha. Em Bragança as mais comuns são a camarinha, a judia, e a longal ou enxerta.

A castanha tem aplicações na medicina. As folhas, a casca, as flores e o fruto têm sido utilizados devido às suas propriedades curativas e profiláticas, adstringentes, sedativas, tónicas, vitamínicas, remineralizantes e estomáquicas.

Pelo seu valor nutritivo e energético, era utiliza outrora em vários estados de mal-estar e doença. É também tónica, estimulante cerebral e sexual, anti-anémica (castanha crua), anticéptica e revitalizante. Para afinar as cordas vocais e debelar a faringite e a tosse nada melhor do que gargarejos com infusão de folhas de castanheiro ou de ouriços. Em Mirandela usa-se o termo muchetar as castanhas, cortar com a faca antes de serem cozidas ou assadas. Por associação, levar um muchete é levar um apertão com os dois primeiros dedos da mão, geralmente dados por rapazes ou homens atrevidos a raparigas e mulheres néscias e que pode ser o começo de “entradas mais audazes”.

sábado, 14 de novembro de 2009

Diabetes

Devidamente tratada, a diabetes não impede o doente de ter uma vida perfeitamente normal e autónoma. Contudo, é fundamental que o diabético se ajude a si mesmo, auto-controlando a sua doença. Aliás, se o doente for determinado neste papel de auto-vigilância, a sua vida ficará muito facilitada.

O que é a diabetes? A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiper-glicemia.

Quem está em risco de ser diabético? A diabetes é uma doença em crescimento, que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo e em idades mais jovens. No entanto, há grupos de risco com fortes probabilidades de se tornarem diabéticos:
• Pessoas com familiares directos com diabetes;
• Homens e mulheres obesos;
• Homens e mulheres com tensão arterial alta ou níveis elevados de colesterol no sangue;
• Mulheres que contraíram a diabetes gestacional na gravidez;
• Crianças com peso igual ou superior a quatro quilogramas à nascença;
• Doentes com problemas no pâncreas ou com doenças endócrinas.

Quais são os sintomas típicos da diabetes? Nos adultos - A diabetes é, geralmente, do tipo 2 e manifesta-se através dos seguintes sintomas:
• Urinar em grande quantidade e muitas mais vezes, especialmente durante a noite (poliúria);
• Sede constante e intensa (polidipsia);
• Fome constante e difícil de saciar (polifagia);
• Fadiga;
• Comichão (prurido) no corpo, designadamente nos órgãos genitais;
• Visão turva.
Nas crianças e jovens - A diabetes é quase sempre do tipo 1 e aparece de maneira súbita, sendo os sintomas muito nítidos. Entre eles encontram-se:
• Urinar muito, podendo voltar a urinar na cama;
• Ter muita sede;
• Emagrecer rapidamente;
• Grande fadiga, associada a dores musculares intensas;
• Comer muito sem nada aproveitar;
• Dores de cabeça, náuseas e vómitos.
É importante ter presente que os sintomas da diabetes nas crianças e nos jovens são muito nítidos. Nos adultos, a diabetes não se manifesta tão claramente, sobretudo no início, motivo pelo qual pode passar despercebida durante alguns anos.
Os sintomas surgem com maior intensidade quando a glicemia está muito elevada. E, nestes casos, podem já existir complicações (na visão, por exemplo) quando se detecta a doença.

Como se diagnostica a diabetes? Se sentir alguns ou vários dos sintomas deve consultar o médico do centro de saúde da sua área de residência, o qual lhe pedirá para realizar análises ao sangue e à urina. Pode ser diabético...
• Se tiver uma glicemia ocasional de 200 miligramas por decilitro ou superior com sintomas;
• Se tiver uma glicemia em jejum (oito horas) de 126 miligramas por decilitro ou superior em duas ocasiões separadas de curto espaço de tempo.

Que tipos de diabetes existem?
• Diabetes Tipo 2 (Diabetes Não Insulino-Dependente) - É a mais frequente (90 por cento dos casos).
O pâncreas produz insulina, mas as células do organismo oferecem resistência à acção da insulina. O pâncreas vê-se, assim, obrigado a trabalhar cada vez mais, até que a insulina produzida se torna insuficiente e o organismo tem cada vez mais dificuldade em absorver o açúcar proveniente dos alimentos.
Este tipo de diabetes aparece normalmente na idade adulta e o seu tratamento, na maioria dos casos, consiste na adopção duma dieta alimentar, por forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se também a actividade física regular.
Caso não consiga controlar a diabetes através de dieta e actividade física regular, o doente deve recorrer a medicação específica e, em certos casos, ao uso da insulina. Neste caso deve consultar sempre o seu médico.
• Diabetes Tipo 1 (Diabetes Insulino-Dependente) - É mais rara.
O pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente ou em qualidade deficiente ou ambas as situações. Como resultado, as células do organismo não conseguem absorver, do sangue, o açúcar necessário, ainda que o seu nível se mantenha elevado e seja expelido para a urina.
Contrariamente à diabetes tipo 2, a diabetes tipo 1 aparece com maior frequência nas crianças e nos jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos.
Não está directamente relacionada, como no caso da diabetes tipo 2, com hábitos de vida ou de alimentação errados, mas sim com a manifesta falta de insulina. Os doentes necessitam de uma terapêutica com insulina para toda a vida, porque o pâncreas deixa de a produzir, devendo ser acompanhados em permanência pelo médico e outros profissionais de saúde.
• Diabetes Gestacional - Surge durante a gravidez e desaparece, habitualmente, quando concluído o período de gestação. No entanto, é fundamental que as grávidas diabéticas tomem medidas de precaução para evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde no seu organismo.
A diabetes gestacional requer muita atenção, sendo fundamental que, depois de detectada a hiperglicemia, seja corrigida com a adopção duma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, há que recorrer, com a ajuda do médico, ao uso da insulina, para que a gravidez decorra sem problemas para a mãe e para o bebé.
Uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes.

Outras complicações associadas à diabetes
• Retinopatia - lesão da retina;
• Nefropatia - lesão renal;
• Neuropatia - lesão nos nervos do organismo;
• Macroangiopatia - doença coronária, cerebral e dos membros inferiores;
• Hipertensão arterial;
• Hipoglicemia - baixa do açúcar no sangue;
• Hiperglicemia - nível elevado de açúcar no sangue;
• Lípidos no sangue - gorduras no sangue;
• Pé diabético - arteriopatia, neuropatia;
• Doenças cardiovasculares - angina de peito, ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais;
• Obstrução arterial periférica - perturbação da circulação, por exemplo nas pernas e nos pés;
• Disfunção e impotência sexual - a primeira manifesta-se de diferentes formas em ambos os sexos;
• Infecções diversas e persistentes - boca e gengivas, infecções urinárias, infecções das cicatrizes depois das cirurgias.

Como se trata a diabetes?
• Diabetes tipo 1 – Os doentes podem ter uma vida saudável, plena e sem grandes limitações, bastando que façam o tratamento prescrito pelo médico correctamente.
O objectivo do tratamento é manter o açúcar (glicose) no sangue o mais próximo possível dos valores considerados normais (bom controlo da diabetes) para que se sintam bem e sem nenhum sintoma da doença. Serve ainda para prevenir o desenvolvimento das manifestações tardias da doença e ainda para diminuir o risco das descompensações agudas, nomeadamente da hiperglicemia e da cetoacidose (acidez do sangue).
Este tratamento, que deve ser acompanhado obrigatoriamente pelo médico de família, engloba três vertentes fundamentais: adopção de uma dieta alimentar adequada, prática regular de exercício físico e o uso da insulina.
• Diabetes tipo 2 - O tratamento é semelhante mas, devido à menor perigosidade da doença, a maioria das vezes basta que a alimentação seja adequada e que o exercício físico passe a fazer parte da rotina diária para que, com a ajuda de outros medicamentos específicos (que não a insulina), a diabetes consiga ser perfeitamente controlada pelo doente e pelo médico.
Os medicamentos usados no tratamento deste tipo de diabetes são geralmente fármacos (comprimidos) que actuam no pâncreas, estimulando a produção de insulina.
Seguindo uma alimentação correcta e adequada, praticando exercício físico diário e respeitando a toma dos comprimidos indicada pelo médico, um doente com diabetes tipo 2 garante a diminuição do risco de tromboses e ataques cardíacos; a prevenção de doenças nos olhos e nos rins e da má circulação nas pernas e nos pés, factor que diminui significativamente o risco de amputações futuras.

O que é a insulina? A insulina é uma hormonal hipoglicemiante segregada pelas células beta dos ilhéus de Langerhans do pâncreas, que é usada no tratamento dos doentes diabéticos. Pode ser obtida a partir do pâncreas do porco ou feita quimicamente e de forma idêntica à insulina humana através do uso de tecnologia do DNA recombinante ou da modificação química da insulina do porco. Em Portugal só é comercializada insulina igual à insulina humana, produzida com recurso a técnicas de engenharia genética, sendo as reacções alérgicas muito raras em virtude da sua grande pureza. No mercado estão disponíveis diversas concentrações de insulina. No nosso país, só se encontra disponível a concentração U-100 (1ml=100 unidades).
Por que é que a insulina é necessária para o tratamento da diabetes tipo 1? Porque, nos doentes com a diabetes tipo 1, as células do pâncreas que produzem insulina foram destruídas, motivo pelo qual este produz muito pouca ou nenhuma insulina. Como sem insulina não se pode viver, a administração de insulina produzida laboratorialmente é um tratamento imprescindível de substituição.

Como se usa a insulina? O tratamento com insulina é feito através de injecção na gordura por baixo da pele (subcutânea). Até à data o desenvolvimento científico ainda não conseguiu produzir nenhuma forma de insulina que possa ser tomada por via oral, uma vez que o estômago a destrói automaticamente. Por ser injectável, é necessário que o doente tenha atenção ao modo como a manuseia. Deve ter os seguintes cuidados:
• Colocar a cápsula de protecção sem tocar na agulha após a utilização da seringa/caneta;
• Guardar a seringa/caneta à temperatura ambiente;
• Não utilizar a seringa ou a agulha da caneta se estas estiverem rombas;
• Não limpar a agulha com álcool;
• Manter a cápsula quando inutilizar a seringa/caneta e ter muito cuidado na sua eliminação.

Onde se injecta a insulina? A insulina pode ser injectada na região abdominal, nas coxas, nos braços e nas nádegas. A parede abdominal é o local de eleição para uma mais breve absorção da insulina de acção rápida. Deve ser usada para as injecções realizadas durante o dia. A coxa utiliza-se preferencialmente para as injecções de insulina de acção intermédia, sendo a região das nádegas uma boa alternativa.
Deve proceder-se à rotação dos locais onde se administra a injecção, de forma a evitar a formação de nódulos, porque estes podem interferir na absorção da insulina.

Como conservar a insulina? Os frascos de insulina, as cargas instaladas nas canetas e as seringas pré-cheias descartáveis em uso devem ser conservadas à temperatura ambiente, mas afastadas da luz solar directa e de locais como a televisão e o porta-luvas do carro.
Que problemas podem surgir no decurso do tratamento de um doente diabético?
• Hipoglicemia: baixo valor de açúcar no sangue;
• Hiperglicemia: elevado valor de açúcar no sangue, que significa que a diabetes não está bem controlada;
• Cetoacidose: situação provocada pelo excesso de corpos cetónicos no organismo. Os corpos cetónicos são substâncias que acidificam o sangue e que podem conduzir ao coma cetoacidótico, pondo a vida do doente em risco.

O que significa ter a diabetes controlada? Significa que os níveis de açúcar no sangue se encontram dentro dos parâmetros definidos pelos especialistas. É o médico que, de acordo com factores como a idade, tipo de vida, actividade e existência de outras doenças, define quais os valores de glicemia que o doente deve ter em jejum e depois das refeições. Convém lembrar-se de que os valores do açúcar no sangue variam ao longo do dia, motivo pelo qual se fala em limites mínimos e limites máximos.

Como se sabe se a diabetes está controlada? Diariamente, é o doente que se analisa e vigia a si próprio, quer através do seguimento da alimentação correcta e da prática de exercício, quer da realização de testes ao sangue e à urina em sua casa.
São justamente os testes realizados diariamente pelo doente que permitem saber se o açúcar no sangue está elevado, baixo ou normal e que, posteriormente, lhe permitem o ajustamento de todo o tratamento. Consequentemente, a melhor forma de saber se a diabetes se encontra ou não controlada é realizando testes de glicemia capilar (picada no dedo) diariamente e várias vezes ao dia. Se os valores estiverem dentro dos limites indicados pelo médico, a diabetes está controlada. Se não, o doente deve consultar o médico assistente.

Como prevenir a diabetes?
• Controlo rigoroso da glicemia, da tensão arterial e dos lípidos;
• Vigilância dos órgãos mais sensíveis, como a retina, rim, coração, nervos periféricos, entre outros;
• Bons hábitos alimentares;
• Prática de exercício físico;
• Não fumar;
• Cuidar da higiene e vigilância dos pés.

Onde procurar ajuda? No centro de saúde da sua área de residência, onde deverá contactar o seu médico de família.
Para saber mais, consulte:
Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal
Direcção-Geral da Saúde
Publicações Direcção-Geral da Saúde: "Como viver com Diabetes - Guia para as pessoas idosas" e "Guia do Diabético"