Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Dedicatórias

Bodas de Ouro - Chico e Inha

                 Cinquenta anos não são acaso.   São casa firme, construída devagar, são mãos que nunca largaram o laço, mesmo quando o mundo parecia desabar.   São passos dados lado a lado,   no sol ardente e na noite fria. É o “sim” mantido, renovado, na força simples de cada dia.   Sempre prontos. Sem alarde.   Sempre firmes. Sem vaidade. Presentes cedo, presentes tarde, fiéis à mesma verdade.   Não foram feitos de fantasia,   mas de trabalho, riso e cansaço. Foram coluna. Foram guia. Foram abrigo. Foram abraço.   E eu, que cresci à vossa beira,   desde o início desta jornada, trago-vos como raiz primeira, como porto seguro da minha estrada.   Foram padrinhos de promessa inteira,   segundos pais no gesto e no cuidado. Amigos de vida verdadeira, amor provado e confirmado.   Cinco décadas de chão vivido,   de lu...

Meio Século

À beira dos cinquenta caminho assim, Com histórias guardadas em mim. Algumas de riso, outras de batalha, Dias de sol, noites de falha.         Carrego no peito o que não arrefeceu, Sonhos antigos que o tempo não perdeu A vida rascunha em passos e trilhos, Entre erros, coragem e pequenos brilhos.   Não sou ainda o homem do fim da estrada, Sou ponte entre o ontem e a nova jornada. E às vezes descubro, quase sem saber, Que ainda há muito de mim para conhecer.   Se alguns fios brancos vierem pousar, Serão como neve, a chegar devagar Sobre os caminhos que a vida gravou, Marcas discretas de tudo o que sou.   Escrevo memórias em dias serenos, Da casa, da vida, dos laços pequenos. E percebo, afinal, quase sem notar, Foi isto que sempre quis guardar.   À beira dos cinquenta, não no fim, mas onde o curso abranda dentro de mim. Meio século feito, sem pedir perdão, e ainda caminho, com o resto na mão.  ...

Fazer anos

Fazer anos é ganhar tempo dentro da alma. É aprender a olhar melhor as pessoas, a entender um pouco mais os silêncios do coração e os mistérios simples da vida. É descobrir que vale mais construir do que destruir, amar mais do que odiar, e viver o agora, porque é nele que a vida realmente acontece. Fazer anos é ver flores no caminho e escolher não pisá-las. É tornar-se mais paciente, mais generoso com o mundo e mais humilde consigo mesmo. É fechar ciclos antigos e abrir portas para novas experiências. É perceber que poucos amigos verdadeiros valem mais do que multidões. Hoje, dia 13, sexta-feira, um dia especial na minha vida, agradeço. Agradeço pela vida que tenho, pela família, pelos amigos que vivem no meu coração e pelos anjinhos que sempre me acompanham. Que hoje se acenda mais uma pequena luz no caminho de mais um ano de vida. Com paz, gratidão e felicidade.

Desejos

Depois de 2025 ser um ano difícil, de travessias e silêncios.   Chega o 2026, um ano das mudanças, das sementes que germinam, das transformações que pedem coragem.   Que cumpra os desejos antigos e novos, meus e vossos, dos que me rodeiam.   Que traga a Paz onde houve tumulto, Amor onde faltou abraço, Tranquilidade onde reinou o cansaço.   Que sejamos sinceros, gratos e unidos. E que o “muito mais” venha com luz e com tempo.    

Fazer catorze anos

É estar entre duas margens: uma já conhecida, a infância que se despede devagar, e outra que ainda assusta, a juventude que se anuncia com promessas e dúvidas. É sentir o corpo crescer antes de a alma estar pronta. É olhar-se ao espelho e perceber que o rosto muda, mas os olhos continuam à procura do mesmo abrigo. O tempo começa a correr de outra forma: mais veloz, mais exigente. Já não basta sonhar, é preciso escolher, decidir e errar.   As vozes dos adultos soam mais distantes, e o coração pede liberdade, mas teme o que ela traz. Há um certo encanto em fazer catorze anos: o mundo parece mais largo, mais profundo, mais intenso. As amizades ganham peso de eternidade, os amores nascem num olhar e morrem num silêncio. Tudo é exagerado: a alegria, a dor, o riso e a lágrima. Mas também há um despertar: a consciência de que o tempo não volta, que crescer é aprender a deixar ir. É começar a caminhar sozinho, com o medo de um lado e a esperança do outro, mantendo o equ...

15 anos

 

Irmã da Alma, Anjo da Vida

 

O medo do desconhecido…

Fui buscar o meu primeiro poema (reajustei, revisei, reli). De 2008, para o Dia da Poesia.     Tenho anjos no céu e na terra, Velam por mim, amparam-me a alma, Sussurram promessas na brisa que berra, E acalmam-me o medo, que esmaga. Leio um livro em momentos de dor, Tenho a mente desperta para o essencial, Sei que na vida, não basta o ardor, É preciso o justo, o real e o vital. O corpo obedece à voz do pensar, Dança ao compasso do que a alma ordena, Se o coração e a razão sabem concordar, A vida caminha, segura e serena. Mas há um nó que me prende o peito, Uma sombra que insiste num sopro a tremer, E então eu respiro, recordo o perfeito, Penso em beleza... e deixo de ter. Tenho medo e receio do incerto, Mesmo que o tenha já enfrentado, Pois tudo o que é novo renasce coberto De um véu de mistério, de um medo calado. Mas o tempo, esse mestre, ensina e desfaz, E até o receio dissolve-se, num suspiro profundo. Deixa na pele as marcas que o tempo...

Um dia, meu Pai.

Sinto a tua falta de uma forma que não consigo explicar. A saudade é uma presença constante, um peso que me acompanha. Às vezes, falo sozinha, na esperança de ouvir a tua voz, uma resposta que sei que não virá. O silêncio é tudo o que encontro. Mas depois, sem aviso, apareces. Nos meus sonhos, onde a tua presença é tão real. Nas lembranças que surgem e invadem-me, como se o tempo nunca tivesse passado. Numa nuvem que se cruza no céu, como se estivesses a sorrir para mim. Sei que estás e estarás sempre, a vigiar por mim e por todos nós. Mas as saudades são tão fortes… Há tanto coisa que gostaria de te contar. Há tantas perguntas que ficaram por fazer… e as lágrimas surgem, sem querer, sem aviso. Mas há algo que sei, com toda a certeza. Um dia, vamos reencontrar-nos. os nossos braços vão envolver-se novamente. E, nesse dia, meu pai, será como se o tempo não tivesse existido.

Mãe 80

Escrevi isto em 2008, ainda continua aqui... " É de ti que nasce a alegria de viver, pelas coisas bonitas que fizeste e ainda fazes. Por tudo o que tocas e que se torna belo aos meus olhos. Mãe, a ti agradeço: por tudo o que sou, por dares-me a vida, por seres sempre a minha mãe. Pela paciência que tiveste, por estares ao meu lado, por me ensinares o que importa, e por continuares a ser a minha guia. Agradeço pelo teu sorriso, que ilumina o meu dia e que me fazes sorrir para a vida. Mãe, és tu: a força que me inspiras, a ternura que permaneces. E no meu coração, vives eternamente, com amor e gratidão. " (Autoria: LMCF)

Meio século...

À beira dos cinquenta, há mistura em mim, De aventuras vividas, um começo e fim. As histórias guardadas em tantas cores, Com risos, batalhas, sossego e dores. Vivências pulsando no peito a vibrar, De guerras vencidas, de sonhos a voar. A escrita aponta para o meu novo caminho, Nas folhas e letras, preparo o meu ninho. Talvez um livro consiga criar, Dos anos vividos, do que há por sonhar. Ansiosa, mas calma, imagino o essencial, A vida madura, o que é vital. De cabelos brancos, a minha coroa, Sabedoria que o tempo abençoa. Corrijo os meus erros na leitura atenta, Aprendo, evoluo, com alma sedenta. Um firme propósito por vinte e um dias Escrevo as memórias, as histórias e vias. Sobre a família, as lições do passado, As trilhas que cruzei no caminho traçado. Ouço a natureza, vejo a beleza, Sinto as emoções, percebo a leveza. Com versos simples, rotinas recrio, Na prosa e poesia, um eterno rio. Meio século chega, mas não é final, É novo começo, uma jornada ideal. Grata à escrita, aos livr...