Há decisões que não são leves. São a arquitetura silenciosa da vida. E uma vez erguidas, já não voltam ao que eram, apenas continuam. Adotar — seja uma criança, um idoso, um animal — não é preencher um espaço vazio. É abrir a casa por dentro. E quando a casa se abre, o tempo muda de forma. O silêncio muda de lugar dentro da casa, como se tivesse sido deslocado por mãos invisíveis. O sono deixa de ser inteiro. Fica fragmentado, como quem aprende a dividir-se. A rotina perde a sua linha reta. Tudo o que era previsível começa a respirar de outra maneira. E é precisamente quando o corpo fraqueja que a fantasia se desfaz. O problema não está no cansaço. O cansaço é antigo, humano, inevitável. O problema está na ideia de que o afeto entra sem perturbar as paredes. Mas nenhuma parede permanece intacta quando uma vida nova encosta o ombro. Depois vem o choque do real. O inesperado atravessa a casa como corrente de ar. Não pede licença. Instala-se. E fica. Há noites em que...
A venda na Amazon.com. uma obra que aborde a violência doméstica de forma abrangente — mulheres, homens, crianças e também a violência contra animais (que muitas vezes é o primeiro sinal de alerta dentro de uma casa). Porque a verdade é esta: há casas onde o amor deixou de ser amor e passou a ser medo — e alguém precisa de o escrever sem desviar o olhar. Com doar a ajudar as pessoas que estão na APAV.