Havia uma estrada antiga que atravessava uma floresta. Era estreita, feita de pedras gastas e silêncio. Em alguns trechos, desaparecia quase por completo debaixo das folhas húmidas. Noutros, as raízes levantavam o chão, obrigando quem passava a escolher com cuidado onde pousava os pés. De um lado, corria água. Acompanhava a estrada devagar, como quem caminha ao lado sem pedir atenção. À superfície, o céu surgia em fragmentos entre as copas. Bastava um sopro de vento para desfazer o reflexo em pequenas ondas que morriam junto à margem. Do outro lado, erguiam-se árvores muito altas. Os troncos subiam direitos e escuros, perdendo-se na folhagem. Eram tão altos que escondiam o horizonte. Ao longe, entre os troncos, brilhava uma pequena luz. Não se sabia de onde vinha. Nem para onde levava. Duas pessoas caminhavam pela estrada. Tinham chegado ali vindas de caminhos diferentes, mas há muito que aprenderam a caminhar juntas. Cada uma trazia consigo uma história que a outra não...
dia 26 de setembro, pelas 18H, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada O sexto volume das Revistas OFÉLIA está no mundo! Numa coletânea que junta mais de 50 vozes, com o tema “as flutuações do ser”, esta nova revista é prova de que a poesia continua viva. Titulo do meu poema: "O Movimento do ser"