Fazer anos é ganhar tempo dentro da alma. É aprender a olhar melhor as pessoas, a entender um pouco mais os silêncios do coração e os mistérios simples da vida. É descobrir que vale mais construir do que destruir, amar mais do que odiar, e viver o agora, porque é nele que a vida realmente acontece. Fazer anos é ver flores no caminho e escolher não pisá- las. É tornar- se mais paciente, mais generoso com o mundo e mais humilde consigo mesmo. É fechar ciclos antigos e abrir portas para novas experiências. É perceber que poucos amigos verdadeiros valem mais do que multidões. Hoje, dia 13, sexta- feira , um dia especial na minha vida, agradeço. Agradeço pela vida que tenho, pela família, pelos amigos que vivem no meu coração e pelos anjinhos que sempre me acompanham. Que hoje se acenda mais uma pequena luz no caminho de mais um ano de vida. Com paz, gratidão e felicidade.
Hoje, as mulheres caminham com os pulsos livres. Nem sempre foi assim. O celular vibra na palma, o autocarro passa sem esperar, o dia corre antes de nós. Mas há ecos que chegam de longe, de corpos que antes suportavam tudo em silêncio, de mãos calejadas de sabão e frio, de ombros curvados pelo peso que nunca se dizia, de vozes caladas. As avós, as bisavós, as mulheres que deram origem ao Dia Internacional da Mulher, conheciam outra medida do tempo. O corpo era território de comando alheio: tarefas sem fim, filhos para cuidar, trabalho sem contrato, silêncio imposto. O cansaço não era desculpa; era lei. Aprendiam cedo que obedecer era sobreviver, que sorrir era negociar dignidade. Cada gesto de resistência era mínimo: um olhar que durava, um passo que se recusava a dobrar-se, uma mão que segurava outra em segredo. Pequenos atos que, somados, criaram história. Ainda sentimos a herança no corpo. No trabalho, microagressões atravessam o dia. Elogios que escondem exigência...