Cinquenta anos não são acaso. São casa firme, construída devagar, são mãos que nunca largaram o laço, mesmo quando o mundo parecia desabar. São passos dados lado a lado, no sol ardente e na noite fria. É o “sim” mantido, renovado, na força simples de cada dia. Sempre prontos. Sem alarde. Sempre firmes. Sem vaidade. Presentes cedo, presentes tarde, fiéis à mesma verdade. Não foram feitos de fantasia, mas de trabalho, riso e cansaço. Foram coluna. Foram guia. Foram abrigo. Foram abraço. E eu, que cresci à vossa beira, desde o início desta jornada, trago-vos como raiz primeira, como porto seguro da minha estrada. Foram padrinhos de promessa inteira, segundos pais no gesto e no cuidado. Amigos de vida verdadeira, amor provado e confirmado. Cinco décadas de chão vivido, de luta digna, sem desistir. Porque o amor não é fogo atrevido ...
O que ouvi, o que senti, o que fiz
e o que despertou a minha curiosidade...