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Um dia, meu Pai.

Sinto a tua falta de uma forma que não consigo explicar.
A saudade é uma presença constante,
um peso que me acompanha.
Às vezes, falo sozinha,
na esperança de ouvir a tua voz,
uma resposta que sei que não virá.
O silêncio é tudo o que encontro.
Mas depois, sem aviso, apareces.
Nos meus sonhos, onde a tua presença é tão real.
Nas lembranças que surgem e invadem-me,
como se o tempo nunca tivesse passado.
Numa nuvem que se cruza no céu,
como se estivesses a sorrir para mim.
Sei que estás e estarás sempre,
a vigiar por mim e por todos nós.
Mas as saudades são tão fortes…
Há tanto coisa que gostaria de te contar.
Há tantas perguntas que ficaram por fazer…
e as lágrimas surgem, sem querer, sem aviso.
Mas há algo que sei, com toda a certeza.
Um dia, vamos reencontrar-nos.
os nossos braços vão envolver-se novamente.
E, nesse dia, meu pai,
será como se o tempo não tivesse existido.

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