Com o I Domingo do Advento começa um novo Ano Litúrgico, o Ano C, dominado pelo evangelista S. O Advento, em si, é um tempo de expectativa e de esperança. A Igreja espera o nascimento do Salvador e prepara-se para celebrar o Natal. Assim, cada cristão é convidado à conversão, à renovação interior, à transformação da própria vida, para melhor poder enquadrar-se nos valores que Jesus vem trazer à humanidade.
Neste Domingo, o olhar do profeta Jeremias permite-nos compreender a caridade e a alegria da Bem-aventurança. O Evangelho convida-nos à ORAÇÃO: «Vigiai e orai em todo o tempo.» (Lc 21, 34-36)
Ninguém sabia de onde vinha o velho Mestre. Uns diziam que passara a vida entre bibliotecas esquecidas; outros juravam tê-lo visto atravessar desertos, mosteiros e cidades onde as palavras pareciam mais antigas do que as próprias pedras. Mas todos concordavam numa coisa: quem aceitasse um dos seus desafios nunca mais voltava a olhar para a língua portuguesa da mesma maneira. Numa tarde de verão, pousou sobre a mesa um pequeno cofre de madeira escura. Não tinha fechadura, dobradiças visíveis nem qualquer sinal de chave. Apenas uma inscrição gravada na tampa: «Abre-me com sete partes do corpo humano.» Pela janela entreaberta entravam os sons da praça. Ao longe, uma melodia elevava-se da velha igreja. Os acordes eram tão profundos que pareciam fazer respirar as paredes de pedra e espalhavam-se pelas ruas como um fio invisível, fazendo vibrar o silêncio. — Parece fácil... — comentou um rapaz. O Mestre sorriu. — Os enigmas mais difíceis são aqueles que se apresentam com a si...

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